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Arautos do Estendal

Ela, do alto das suas esbeltas e intrigantes pernas, veio caminhando quintal abaixo até ao estendal, dependurando a toalha onde, minutos antes, tinha limpo as últimas gotas de água. O Arauto viu, porque o Arauto estava lá. E tocou a trombeta.

Ela, do alto das suas esbeltas e intrigantes pernas, veio caminhando quintal abaixo até ao estendal, dependurando a toalha onde, minutos antes, tinha limpo as últimas gotas de água. O Arauto viu, porque o Arauto estava lá. E tocou a trombeta.

Arautos do Estendal

24
Set09

Uma Orc lê o meu blog

pickwick
Precisamente no dia a seguir à publicação, neste blog, de uma reflexão sobre o vestido de uma das minhas novas colegas de trabalho, cujas semelhanças físicas com os Orcs do “Senhor dos Anéis” são impressionantes, o vestidinho foi trocado por umas grosseiras calças de ganga. Parece que foi uma troca para sempre, porque, desde aí, ela não tem usado outra coisa.
 
Toda a gente sabe como as calças de ganga impedem uma análise do tipo de roupa interior em uso, através do método do “relevo do elástico”. Isto quer dizer que, depois desse post, acabou-se o bem-bom.
 
Ora, tudo leva a crer que esta alteração imediata de vestuário foi uma consequência directa do acesso da pessoa em causa ao meu blog. Ou seja, em bom português, parece-me que uma Orc anda a ler o meu blog. Presumo que a conseguiria fidelizar, como leitora, se alternasse os posts sobre maminhas com outros sobre nacos de carne crua, mas isso fica para outras aventuras, até porque, a bem dizer, porreiro, porreiro, era ela voltar a ir trabalhar com o vestidinho. pickwick
16
Set09

O vestidinho tão giro

pickwick
Já posso confirmar que tenho uma colega de trabalho com um estilo de vestir muito próprio e crónico. Chama-se Sandy (nome de código, ‘tá claro) e o estilo de vestir é tão singelo, tão singelo, mas tão singelo, que até provoca ardor na vista. Estou a falar de um vestido feito com um tecido muito leve, assim tipo algodão fino, que se adapta – com uma facilidade incrível – às formas corporais. Assim daquelas coisas que parecem uns moldes: caem em cima do corpo e não há curva que escape.
 
Cumpre-me, também, informar que a Sandy é uma trintona, provavelmente já a acercar-se dos quarenta, casada e mãe de filhos, que mantém um corpo incrivelmente elegante, provavelmente até mais formoso do que quando era uma jovenzinha. Ora, isto faz com que um gajo se desconcentre cada vez que tropeça o olhar no vestido.
 
A Sandy parece estar bem aviada de vestidos iguais, apenas variando a cor de uns para os outros. Acho que ainda não a vi com outra coisa que não seja o belo do vestidinho. Tão giro, carago.
 
Mas, fazendo jus ao dito “não há bela sem senão”, tenho que dizer que a Sandy tem um rosto mesmo, mesmo, mesmo, mas mesmo muito igualzinho ao daquele gajo do “Senhor dos Anéis” que comandava as tropas de lindíssimos Orcs de Moria. Tal e qual. Este “senão” obriga-me a um delicado e exigente exercício de selecção visual, impedindo que o cérebro receba imagens acima da linha das clavículas. Não é qualquer um que consegue concretizar, com sucesso, este tipo de exercício. Vale-me a experiência de uma vida e a inabalável força de vontade. Ser esquisitinho também ajuda. pickwick