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Arautos do Estendal

Ela, do alto das suas esbeltas e intrigantes pernas, veio caminhando quintal abaixo até ao estendal, dependurando a toalha onde, minutos antes, tinha limpo as últimas gotas de água. O Arauto viu, porque o Arauto estava lá. E tocou a trombeta.

Ela, do alto das suas esbeltas e intrigantes pernas, veio caminhando quintal abaixo até ao estendal, dependurando a toalha onde, minutos antes, tinha limpo as últimas gotas de água. O Arauto viu, porque o Arauto estava lá. E tocou a trombeta.

Arautos do Estendal

21
Set07

Gaita p’ra gravidez!

pickwick
Hoje, partilhei uma sala, durante uma manhã inteira, com a Xi. A Xi, para os mais esquecidos, onde me incluo, é uma das novas coleguinhas lá do trabalho. Para além de ser coleguinha, de ser novinha, de ser jeitosinha, de ser elegantezinha e de ter umas maminhas bondosas, é, também, e infelizmente, uma gravidazinha. Do género de ter uma gravidez. Barriga a inchar, corpo equilibrado para trás para equilibrar, etc. Por enquanto, pouco se nota, e quase que passa por uma barriguinha sexy. Eu, que sei da verdade, já fico com o estômago embrulhado. É que, a bem dizer, a mocinha tem um corpinho de fazer inveja a qualquer uma, e escorrer baba a qualquer um. O Fifi que o diga, que quando ela passa segue-a com os olhos e só não lhe salta para cima e lhe ferra as unhas porque, pronto, ah e tal, civilização e não sei quê. Bom, o certo é que a moça é muito elegante, muito bem feita e muito sensual. Quer-se dizer, sensuais são todas, desde que não sejam aberrações. Mas, esta está acima da média, tenho que confessar. Até de cara não fica mal, embora aqueles óculos… enfim! Por uma questão de rigor científico, e porque me está a dar – claramente – para o disparate, decidi fazer uma resenha de pontos a favor e pontos contra, relativamente a esta mocinha.
Pontos a favor:
1. Corpo rigorosamente perfeito. Não tem gordura, não tem celulite, não tem pneus. Elegante. Muito elegante.
2. Seios perfeitos, de tamanho garboso e suspensos no ar por uma misteriosa força (barbas de baleia?).
3. Tem um colega de trabalho que não regula bem da caixinha junto ao tecto e que faz logo uma festarola com uma qualquer malga de vinho estragado e cinco tremoços.
Pontos contra:
1. Não usa lingerie em condições. É verdade! É verdade! Hoje e ontem reparei nesse pormenor técnico. Usa soutiens sofisticados, com cores pouco comuns, tipo cor-de-vinho-tinto-azedo, com alças rendadas, que não combinam nada com uma cuequinha rafeira comprada nos ciganos e já com evidente excesso de uso. Rafeira, usadíssima e de cor branca-badalhoca-e-usada. Fiquei com a ligeira impressão de que, se alguém lhe pega pelo elástico da cuequinha, fica logo com um naco de pano rafeiro na mão. Não combina, pronto. Além do mais, não fica bem uma gaja toda boa usar roupa interior de tão fraca qualidade. Não fica, pronto. É como montar uma bicicleta sem pedais. É como comer caviar com champanhe azedo.
2. Usa calças de ganga que fazem papinhos na região vaginal. Isto deve ter um termo técnico mais simples e objectivo, mas, de momento, não me ocorre. Basicamente, e apesar de as calças não lhe ficarem muito apertadas, o tecido na zona vaginal (há algum termo mais civilizado ou educado para isto?) é extremamente justo, o que faz com que acompanhe – milímetro a milímetro – os contornos da pele. Daí que, tal como quase todos sabem e uns poucos imaginam, surjam dois papos invertidos, isto é, virados para baixo. Não sei se me estou a fazer explicar bem… É assim como uma valeta para a água das chuvas, mas virada ao contrário. Não é que seja para ter água. É só para exemplificar. E depois os papos são como as bordas da valeta. E a valeta está voltada ao contrário. Pronto. Como em qualquer gaja, boa ou horrenda, fica mal esta apresentação. É como andar vestida com saia e casaco, tipo executiva séria e competente, mas com uma mama de fora. Não fica bem.
3. Óculos. Não tenho nada contra óculos. Aliás, até tenho uma pequena atracção por mulheres com óculos. Ficam sexy, dão um ar intelectual e previnem pensamentos exclusivamente carnais. Acontece que os óculos da Xi não são uns óculos normais. Aliás, nem parecem óculos. A bem dizer, o que ela usa à frente dos olhos parece ter sido arrancado à força do capacete de um elemento do Corpo de Intervenção da PSP, depois de ter sido agredido e atropelado por um bando de loiras em fúria a correrem atrás de um jogador de futebol todo nu. Por outro lado, também tem algumas parecenças com viseira do RoboCop. Em resumo, não fica bem a uma gaja toda boa andar com a viseira do RoboCop.
4. Riso mal feito. Pois é. Se mantivesse um ar sério e deixasse escapar apenas um sorriso discreto de vez em quando, não ficaria a perder. Acontece com muitas mocinhas e mulheres feitas, a gente olha, ah e tal, que brasa, ui, que naco, olé, que bichaça, mas, depois, riem-se de uma coisa qualquer, e esfuma-se tudo. Parecem turbarões engelhados, enjoados, cheios de cócegas, depois de comidos e regurgitados pela Moby Dick. Foleiro. Muito foleiro. Tenho que deixar de contar piadas ao pé dela, para ver se não estraga o ambiente com aquela bocarra transfigurada. Bom dia e boa tarde parece-me bem e suficiente.
5. Certo e sim. Esta mocinha usa e abusa do “certo?” e do “sim?”, no final da explicação de qualquer facto ou teoria. Torna-se demasiado repetitivo. Parece uma máquina. Um cyborg com óculos à RoboCop, corpo made in Photoshop, lingerie escolhida pela mulher do talho, e riso de tubarão enjoado. Por falar em tubarão, a Xi também tem nariz de tubarão. pickwick