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Domingo, 9 de Dezembro de 2007
A Rici é uma balofa
Há já muitas semanas que a Sandy se foi. A Sandy, era a minha colega podre de boa, que pecava apenas pelo natural facto de estar prenha. Isto não é um comentário machista e pouco humano, mas, antes, um simples desabafo técnico. De um momento para o outro, e tal como já prevíamos, chegaram as ordens superiores para a rapariga ser transferida para outra instituição, à pala de uma gravidez de risco, devendo, portanto, ser substituída. À ansiedade que tomou conta de alguns trabalhadores durante alguns dias, seguiu-se o desalento e a desmotivação laboral. É que, para desilusão geral, a Sandy foi substituída pela Rici. Ora, é certo que antes a Rici que um gajo barbudo. Ou, num patamar mais básico, antes uma gaja que um gajo! É certo. Mas, podíamos ter tido um pouquinho mais de sorte. Mas, não tivemos. Saiu-nos na rifa uma tripeira balofa! Nos tempos da Sandy, ainda podíamos vislumbrar a lingerie que usava, por exemplo – se a memória não me falha, era sempre um soutien requintado e umas cuecas muito rascas e excessivamente usadas. Com a Rici, bom, para além de não dar vontade de saber que lingerie traz, também não dá para ver, já que a moça apresenta-se sempre de forma imaculada e conservadora. Ali, não há rego do cu que apareça para tomar um pouco de ar fresco. É uma espécie de convento-ambulante. Um convento rechonchudo, já que falamos nisso. A toda esta conjectura, chama-se um “grave decréscimo nas condições laborais”. Já não bastava a progressão na carreira congelada durante décadas e os aumentos salariais anuais de fazer rir, agora ainda temos que gramar com uma colega balofa. E eu ainda vou mais longe nas críticas: era preciso, também, ter uma pronúncia exageradamente tripeira?! O “B” não se diz “bê”, mas “biê”. O “3” não se diz “três”, mas “triês”. E por aí fora. Eu já nem ligo. Não ligo à pronúncia, nem às formas balofas do seu corpo que parecem querer saltar para fora da roupa, como que banha espremida por um cinto apertado. Formas e linguagem à parte, tenho a dizer que a Rici ainda é uma jovem, muito jovem, quase que acabada de sair da fase pós-teenager, mas que tem uma postura demasiado rígida e séria para uma moçoila daquela idade. Devia sorrir mais, abanar mais as nádegas – sem exagerar, para não partir nenhuma mesa ou portada -, e dizer umas piadas. É demasiado profissional naquilo que faz, não fraqueja, mantém tudo “na linha”, e é inegavelmente dedicada ao trabalho. Mas, não era isto que queríamos. Pelo menos, não era isto que eu queria. Eu queria uma colega jeitosa, airosa, arejada de roupa, sem chicha em excesso, com o elástico da cuequinha sempre à mostra, o decote sempre cheio de calor, com um sorriso maroto e que marchasse com as nádegas a dar-a-dar. Deveria ser menos profissional, para que pudesse ser repreendida segundo o secular método das palmadinhas no rabo enquanto sentada no colinho. Enfim. Ando a ver filmes a mais, parece-me. Ainda tinha algumas esperanças na Caty, outra das colegas novas deste ano, mas aquele metro e setenta de gaja parece-se cada vez mais com um cadáver a caminhar em cima de umas andas de cana rachada. Profissionalmente, não há ambiente! Há anos assim! Este é um deles! Ora bolas! pickwick
publicado por pickwick às 15:43
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