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Quarta-feira, 26 de Agosto de 2009
Que bonitos calções
Tenho uma colega de trabalho com um perfil extraordinário:
- o rosto é tal e qual o daquela primata do filme “Planeta dos Macacos”, que tinha uma relação próxima com o humano;
- é magrinha, o que abona em seu favor, embora não perdesse nada usar soutiens mais sugestivos;
- é simpática e disponibiliza-se facilmente para ajudar;
- tem uma verruga foleira, mas acho que só mesmo eu é que dou por ela;
 
Nome de código: Fafá (se enchermos um modesto tupperware com as mamas da Fafá de Belém, o volume que sobra equivale ao volume das mamas desta minha colega; portanto, é mesmo só nome de código e não quer dizer absolutamente mais nada.)
 
Bom, a Fafá é uma mulher casada e mãe de duas filhas, que são as duas mais bonitas que a mãe. Vá, mais correctamente, as duas filhas conseguem parecer-se menos com a miúda do “Planeta dos Macacos”.
 
Acontece que o marido da Fafá trabalha a cerca de 500 km de casa. Ou seja, a maior parte do tempo, a Fafá vive sozinha com as duas filhas, sem o marido, e tal, de cama fria, e coiso e tal. Pronto, já se sabe como é.
 
Com a chegada do Verão, surgiu a oportunidade de passaram férias juntos, os quatro, junto à praia, bem longe daqui.
 
A Fafá regressou na semana passada e passou lá pelo patronato para nos cumprimentar. Hoje, voltou a passar para nos cumprimentar. É uma querida, já se está a ver. Veio vestida exactamente com a mesma roupa com que se apresentou na semana passada. Presumo que a tenha lavado durante o fim-de-semana. Da primeira vez, fiquei sensibilizado, mas, não sei porquê, varreu-se-me da memória passados uns minutos. Hoje, talvez por estar mais sereno e despreocupado, prestei mais atenção ao aparato.
 
Embora as próximas frases pareçam retiradas de uma qualquer revista cor-de-rosa, não foram. São produto original.
 
A Fafá, então, veio trajada com uns calções curtos e uma blusa simples. Os calções, de ganga clara, eram mais curtos do que o que seria de esperar numa mulher casada e mãe de filhos, com ar habitualmente conservador. As pernas bronzeadas sobressaíam, meio brilhantes (às tantas estava de collants e nem dei por nada), abaixo da ganga. Facto: não é normal aparecerem mulheres naquele gabinete com uma tão grande percentagem das pernas ao léu! Não é que eu me queixe, mas aquele gabinete é um lugar sagrado onde as pessoas se afundam em trabalho. Tirando os momentos em que a loira dentuça aparece, invariavelmente sem qualquer vestígio de soutien.
 
Sobre a blusa, não me ocorre nada. Já sobre o que vai debaixo da blusa, tenho algo a dizer: ou é a Fafá que gosta de maminhas afuniladas, ou é o marido dela que tem um fetiche por maminhas afuniladas, ou as duas coisas. O certo é que – e isto é extraordinário nos tempos que correm – o soutien da Fafá lhe favorece as maminhas em forma de funil. Porque, hoje em dia, as mulheres usam e abusam de soutiens que quase triplicam o volume visual dos peitos, para gáudio dos machos apreciadores. O que se passará na cabeça de uma mulher, mãe de filhos, para usar soutiens em forma de funil? Permanece o mistério. Pela parte que me toca, são dois pontos a menos!
 
Esta é mais uma prova de como as aparências iludem. Afinal, esta mulher conservadora, que era a imagem que eu guardava da Fafá, é uma exibicionista que fica com demasiados calores depois de passar uns dias com o marido à beira-mar. pickwick
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publicado por pickwick às 00:09
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Segunda-feira, 27 de Agosto de 2007
As maminhas vistas de cima

Na sequência da obsessão pelas maminhas, a qual não é exclusiva da minha pessoa ou de outros apreciadores do género, tenho mais uma constatação para trazer a esta praça. Tem que ver com a obsessão que as jovens raparigas vivem pelas suas maminhas. Jovens, raparigas, pitas, adolescentes, cachopas, garinas, etc. São elas que, mais do que ninguém, levam ao exagero a exibição continuada das respectivas maminhas, com a estranha conivência dos pais e das mães e dos avôs e das avós. Não há miúda que se preze que não traga metade das maminhas em regime de arejamento e bronzeador. A modelagem tipo bola-de-berlim-sem-creme é feita, presumo eu, na privacidade dos quartos – esses cantinhos da intimidade de cada adolescente -, através de auto-apalpadelas, tendo por base os modelos já em exibição nas telenovelas dos canais nacionais. O modelo de maminha com maior sucesso deve ser o bola-de-berlim-sem-creme-morangos-com-açúcar, obviamente. Aliás, as miúdas cada vez mais cedo aparecem com maminhas bola-de-berlim-sem-creme-XXL, em idade de terem apenas algo parecido com um Ferrero-Rocher-tímido. Explica-se? Claro, segundo a teoria do Almeida, meu ilustre colega de escola. O Almeida era perito em descobrir quem eram as miúdas lá da escola que andavam a ser apalpadas pelos namorados ou amigos secretos. Na altura ainda não se colocava a hipótese de serem apalpadas pelas namoradas ou amigas secretas, mas iria dar no mesmo. Com aquele olhar clínico, chamava-me à atenção para uma qualquer: ‘tás a ver a fulana-tal?, hoje tem as maminhas maiores do que na semana passada, por isso, anda a ser apalpada pelo namorado. E a fulana-coisa?, ‘tás a ver?, hoje tem as maminhas mais pequenas que na semana passada, quer dizer que deve ter acabado com o namorado. Eu fazia de conta que tirava milimetricamente as medidas às maminhas das nossas colegas, pelo canto do olho, acenava com a cabeça, fazia “hum, hum”, qual Dr. Watson a coadjuvar brilhantemente o Sherlock-Holmes-das-maminhas. Bom, em resumo, a teoria do Almeida era de que, quando se apalpavam as maminhas das miúdas, aquelas cresciam e assim se mantinha durante vários dias. Almeida, estavas lá, pá! Bem, no meio disto tudo, maminhas e coisas assim, há um outro pormenor que se configura, também, como um padrão. Falo das fotografias que as miúdas tiram a si próprias. Sistematicamente são tiradas num plano superior, com o objectivo óbvio de fazer sobressair as maminhas em relação a tudo o resto. Sistematicamente, as mocinhas aparecem com um decote obsceno, metade das maminhas ao léu, a olharem para cima, para o alto, para a máquina fotográfica que seguram na ponta de um braço bem esticado, como se estivessem a agarrar o Bruno Nogueira pelo cachaço e a obrigá-lo a afundar o queixo no externo, ali mesmo, entre as duas barbas de baleia do soutien. Sistematicamente, repito. Aqui há cerca de 2-3 anos, a moda era estenderem-se na cama e tirarem a fotografia no mesmo plano do corpo, como se estivessem a olhar languidamente para o namorado que vem do WC a gatinhar para a cama com as unhas em riste, a pila ao pendurão e os pêlos do peito cuidadosamente arrancados. Hoje, a fotografia tira-se de cima. Quem a vê, avalia imediatamente as dimensões das bolas-de-berlim-sem-creme, expostas descaradamente. As maminhas vistas de cima! Sem pudor. E os pais? Não sabem que as miúdas portuguesas tiram milhares de fotografias eróticas às respectivas maminhas semi-cobertas, para depois as colocarem na Internet? Os pais, pagam as máquinas fotográficas, pagam os computadores e pagam a Internet. E as mães? Essas, vão com as miúdas às compras e pagam-lhes os tops minúsculos, os soutiens sofisticados e as blusas decotadas. Ah e tal, está na moda! Não quero ser conservador, mas isto vai de mal a pior, digo eu. E alguém sabe de onde veio esta moda de tirarem os auto-retratos de cima, com as maminhas ao léu? É de alguma telenovela? É das revistas para pitas? Quem começou esta coisa? E qual vai ser a próxima moda dos auto-retratos? Foto do mamilo tapado com um malmequer? Foto do umbigo com uma framboesa em calda? Enfim… pickwick

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publicado por pickwick às 00:10
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