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Segunda-feira, 13 de Setembro de 2004
Silence never wins
Caro riverfl0w, este era o que trazias no “msn” outro dia, no teu contacto. Perguntei-te e disseste que era um “self made” não-sei-quê. Ou seja, fiquei na mesma. Embora discorde. Discordo, do sentido. O silêncio tem momentos. Ora ganha, ora perde. Confesso que, no meu estádio, o silêncio é um ganhador. Pontua, vezes sem fim, vitorioso, orgulhoso, quase que babado. É como que a arma quase perfeita. Ora nos defende de um qualquer mau jeito da língua, privando-nos de mal entendidos, barbaridades sonoras, papaias despropositadas, descobertas infelizes, erros técnicos, gafes monumentais e outras desgraças ejectadas por entre os beiços. Ora o esgrimimos num ataque incisivo, num impacto vigoroso embora discreto, apanhando a vítima desprevenida e insegura. O silêncio é um bom amigo. Mas nem sempre os amigos são a nossa melhor companhia. Vezes há, não tão poucas quanto gostaria a minha memória, em que o silêncio nos deixa mal. Fica o não dito por dizer, a mensagem por passar, o sentimento por contar, a alma por abrir a quem a quero mostrar e me a quer ver. O silêncio, que nada devia gastar, torna-se num desperdício. São oportunidades que ficam para trás, sim. “Perdeste uma boa oportunidade para ficar calado”, célebre frase com que se injecta um autor infeliz, confronta-se com o menos maldoso “perdeste uma boa oportunidade para abrir a boca”. E agora? Falo ou fico calado? Digo que tens um macaco a sair pelo nariz ou faço de conta que tens as narinas tão limpinhas como o rabinho de um bebé acabado de lavar? Digo o que sinto por ti ou deixo-te ir embora enfiada num poço de frustração por o teu sentimento não ser correspondido? Digo o que sinto por ti ou deixo-te ir embora sem carregares a desilusão de afinal a tua amizade ser mal interpretada e retribuída com algo que te desagrada? Que fazer? Ai, silêncio, silêncio… pickwick
publicado por riverfl0w às 22:37
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Quinta-feira, 2 de Setembro de 2004
Aqui, eu e elas
Silêncio.
Ecrã branco, cheio de nada.
Cessaram já os flashes e as palavras trocadas aqui e ali.
Agora, tudo está calmo. Apenas o discreto som das teclas se faz notar.
Só eu e elas, numa ligação que se revela infinitamente cúmplice.
Desejos, segredos, provocações, intimidades, saudades, ou o simples basbaquear do dia-a-dia, revelado pelo ritmado crepitar das teclas.
Os pássaros desistiram já de chilrear, a suave respiração dos outros já não é perceptível. Os carros já não passam lá fora, a televisão já não fala do mundo.
Esta noite, apenas eu e elas permanecemos aqui.
Um cão late, tímido.
E novamente o silêncio, abrasador. riverfl0w
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publicado por riverfl0w às 04:36
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