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Arautos do Estendal

Ela, do alto das suas esbeltas e intrigantes pernas, veio caminhando quintal abaixo até ao estendal, dependurando a toalha onde, minutos antes, tinha limpo as últimas gotas de água. O Arauto viu, porque o Arauto estava lá. E tocou a trombeta.

Ela, do alto das suas esbeltas e intrigantes pernas, veio caminhando quintal abaixo até ao estendal, dependurando a toalha onde, minutos antes, tinha limpo as últimas gotas de água. O Arauto viu, porque o Arauto estava lá. E tocou a trombeta.

Arautos do Estendal

11
Set07

Ui, que até dói…

pickwick

O dia de hoje, que não coincide com o dia em que este post é publicado, até que nem foi um mau dia. Mas, o de ontem também não. Depois de passar uma esponja por cima da ressaca de cervejolas e provas de digestivos, fui até Lamego, essa bela cidade. Já tinha saudades. Quer-se dizer, ainda outro dia lá fui, mas não faz mal. As festas da Nossa Senhora dos Remédios atraem milhares de visitantes, entre eles inúmeras moçoilas todas acaloradas e dadas a desfiles de mini-roupa. É bom que assim seja. A malta agradece. Anima as festas e dá bom ambiente. Fui lá ter com uns amigos que, como manda a tradição, recebem as visitas com a maior das simpatias e mordomias. Neste caso concreto, com uma bola de carne típica da cidade, um salpicão de comer e uivar, uma espécie de pão-de-ló ao qual insistiram em chamar bolo-podre (brincalhões), e, para doer mesmo muito, um espumante Raposeira Tinto. Gelado. Uiii… Até dá vontade de ir viver para aquelas bandas e beber Raposeira Tinto todos os dias ao pequeno-almoço, ao almoço, ao lanche, ao jantar, na ceia, com o xarope, em vez do xarope, e antes de deitar. Não bastasse, ainda ofereceram uma garrafa de Raposeira Rosé para trazer para casa, para provar e chorar. Assim, sim. Isto é que é falar! Eu bem me parecia que tinha uma ligação genética a Lamego, e não seria apenas por a minha mãezinha ser de lá indígena. Bela cidade. Bem, adiante. Hoje, foi dia de regresso de férias dos trabalhadores da minha instituição. Estamos a iniciar a primeira semana de Setembro, mas só agora é que o Verão chegou. E, como chegou, há que recebê-lo adequadamente. Assim fizeram as minhas colegas trabalhadoras, que se apresentaram ao serviço nuns preparos muito simpáticos, aos quais dignei prestar a máxima atenção. Ou era o bronze consolidado e perfeito, ou era a tatuagem nova, ou era o bronze-à-lavrador, ou era o top preto com alças de plástico transparente, ou era a saia curta, o sorriso à matadora, a bela da sandália, o decote vistoso, enfim, um dia muito ocupado que este foi. Pouco produtivo, devido ao constante vai e vem de trabalhadoras descascadas e acaloradas, mas, pronto, não se pode ter tudo. Mas, no meio daquele leque, a loira dentuças destacou-se de longe, ou não fosse ela a verdadeira, a única, a espampanante, a extraordinária. Já agora, soube na semana passada que esta mulher tem uns dezassete ou dezoito carros em casa, já contando com o jipe Mercedes que habitualmente traz para o trabalho. Além de uma dentuça abundante e saliente, também tem um grande parque automóvel. E, hoje, a loira dentuça destacou-se pela incrível mini-saia com que se apresentou ao serviço. Acho que já a descrevi num post qualquer, mas, mesmo assim, vale a pena relembrar, segundo a perspectiva de hoje: meio palmo de ganga e mais meio palmo de folhado. E está feito. Quando cheguei do almoço, estava ela sentada no computador da secretária ao lado da minha, a tratar de uns documentos quaisquer, perna traçada, 95% da qual ao léu, como se estivesse numa qualquer taberna de tráfego de meretrizes. Se não tivesse aquelas trombas de meter medo ao susto e aqueles seios até ao umbigo, eu até me teria sentido honrado pela presença dela. Mas, dadas as características técnicas, não, obrigado. Mas, lá andava ela, toda contente, depois levantava-se, inclinava-se toda para cima da impressora para fazer não sei o quê tipo meter mais papel, andava de um lado para o outro, cruzava e descruzava as pernas, entrava e saía, enfim. Eu sei que esteve um dia de muito calor, mas, mesmo assim, ela escusava de fazer aquelas figuras. Ao menos viesse como a Ana, com um top preto encolhido e uma saia branca até ao tornozelo. Ou como a Caty, com uma tatuagem do seu nome no ombro, em egípcio. Ou como a Gracinha, com a barriguinha desprovida de gordura toda à mostra. Ou como a Cris, que não trazia nada à mostra porque tem bom senso e sabe que é melhor não evidenciar ainda mais o facto de ser uma autêntica bolinha de chicha. Ou como a Alex, que sabe puxar pelo que tem de melhor, nomeadamente o poderoso – embora não exagerado – par de seios que ostensivamente disponibiliza aos apreciadores através de um generoso decote, suficiente para se ver um muito sexy sinalzinho na maminha direita. Ou esquerda. Já não me lembro. Bolas! A loira dentuça, se fosse uma senhora com algum juízo e espírito auto-crítico, encomendava uma burqa directamente do Afeganistão e usava-a diariamente para se apresentar no trabalho. Eventualmente, com a parte de baixo arregaçada até três dedos acima do joelho, pronto, por causa do calor e para não tornar o ambiente demasiado pesado. pickwick