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Arautos do Estendal

Ela, do alto das suas esbeltas e intrigantes pernas, veio caminhando quintal abaixo até ao estendal, dependurando a toalha onde, minutos antes, tinha limpo as últimas gotas de água. O Arauto viu, porque o Arauto estava lá. E tocou a trombeta.

Ela, do alto das suas esbeltas e intrigantes pernas, veio caminhando quintal abaixo até ao estendal, dependurando a toalha onde, minutos antes, tinha limpo as últimas gotas de água. O Arauto viu, porque o Arauto estava lá. E tocou a trombeta.

Arautos do Estendal

05
Jul12

Pirilau AWAC

pickwick

O que é um Pirilau AWAC? Ora bem, para explicar isto, começa-se por uma erudita introdução teórica.

 

A título de exemplo, o E-3 Sentry é uma aeronave da Boeing, que integra um sistema de radar aerotransportado, o qual é mais comummente conhecido pela sigla AWACS (de “Airborne Warning and Control System”). Anda lá por cima, nos ares, e quando detecta alguma coisa interessante começa a fazer pirili, pirili, pirili, e os senhores tripulantes ficam logo todos de pestanas bem abertas para ver o que se passa.

 

Posto isto, eu diria que o pouco discreto instrutor da rapariga da coca é portador de um pirilau equipado com um AWACS. O seu cérebro será uma espécie de Pentágono, a comandar as operações, e a sua língua funciona como o poderoso canhão gatling GAU-8/A Avenger de 30 mm do caça A-10 Thunderbolt II. As mãozinhas, quais F-16, aguardam na pista pela tão desejada ordem.

 

A rapariga da coca, por seu lado, e aparentemente, aposta na tripulação de um Piper PA-34 Seneca forrado com uma película de poliparafenileno tereftalamida, a qual, por sua vez, foi besuntada com vaselina. Ou seja, a película de Kevlar impede a penetração das munições de 30 mm e a vaselina fá-las resvalar para canto como se não fosse nada. A combinação perfeita para uma voltinha no parque sem consequências, mesmo que sob o forte ataque do A-10. pickwick

26
Set09

Ah! Dicionário do umthondo!

pickwick
Outro dia, em vez de sair como uma amiga, fiquei em casa a desenvolver um trabalho de investigação para um livro que ando a escrever, em colaboração com uns amigos. Entre muitos temas, cruzei-me com alguns termos em línguas africanas do século XIX, nomeadamente em Zulu e em Twi.
 
Sim, há uma língua africana chamada Twi. É uma língua do caraças e vi-me à rasca para conseguir encontrar o que queria num dicionário online. E sim, há um dicionário online de Twi. Tem é uns caracteres esquisitos, com uma pronúncia ainda mais esquisita, mas ao fim de uma hora já tinha o que procurava.
 
Quanto do dicionário de Zulu, há coisas em que a curiosidade é mais forte que qualquer pedacinho de racionalidade. Andava eu à procura do significado de “panzi”, quando o dicionário me respondeu que ah e tal não existe, mas se quiser e tal pode procurar “Similar English entries: pan, pénis”. E eu, pimba, deixa lá ver como é que se diz pirilau em Zulu. Diz-se “umthondo” ou “ubolo”, conforme apeteça. Mas, atenção, se estivermos a falar do pirilau de um animal, por exemplo de um elefante, diz-se “umboko”. Bonito, não é?
 
Passo seguinte: como se chama o órgão sexual feminino? Ora, aqui é que as coisas se tornam divertidas, pois até os Zulus tinham palavras vulgares a serem usadas para o efeito. Assim como nós temos a passarinha, a bichana, o grelo, o berbigão, a pombinha, a sardanica, a rata, a grila ou a pardaloca.
 
Portanto, “isinene” ou “isibunu” é por definição. Mas também se usa “ikhekhe” (bolo) e “inkomo” (cabeça de gado). Não querendo fazer do comentário seguinte uma tese de Doutoramento, atrevo-me a sugerir o seguinte: os Zulus chamarão “ikhekhe” à passarinha de uma mulher dentro do prazo e “inkomo” no caso de a senhora já estar fora do prazo. São uns malandros! pickwick