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Terça-feira, 24 de Junho de 2008
A moda em Rambo III

No fim-de-semana que findou ainda há tão pouco tempo, tive uns momentos de nostalgia pura, por ocasião da passagem do mítico “Rambo III” no canal AXN (na Cabovisão). E como é que eu vi o canal AXN? Porque estava em casa de uma amiga. E porque é que eu estava em casa de uma amiga? Porque a amiga me arrastou para lá. E porque é que eu me deixei arrastar para lá? Porque sou um franganote e o decote dela é extremamente convincente. E porque é que eu fiquei a ver o Silvestre em tronco nu em vez de comer a amiga? Bem, quem disse que eu não comi a amiga, hem?

 
Já estou a desconversar. Seja como for, a vantagem de alguns canais de televisão por cabo é que repetem os mesmos filmes em menos de 24 horas. Esta técnica de programação é excelente para os filmes que começam num sábado à noite e apanham um gajo desprevenido e cheio de sono. Nestas alturas, o cérebro entra em manobras e muitas são as cenas dos filmes que ficam na zona branca da memória. Nalgumas destas manobras, por vezes surge um vergonhoso fio de baba a escorrer pelo canto da boca. Enfim, entretanto alguém dá uma cotovelada, o cérebro tem um pico de corrente eléctrica e o corpo vai para a cama. A meio da tarde, repetem o filme. Aí, um gajo apercebe-se dos momentos em que o cérebro parou e exclama: “ena pá, eu não me lembro desta cena!...”
 
Mas, o intuito de escrever sobre este clássico do cinema, é denunciar a gadelha impressionante do Silvestre neste filme. Note-se que eu sempre fui – e ainda sou – um fã da saga Rambo. Ele encarna o meu desejo secreto de partir a cara e os ossos a uma longa série de gente. Sobre a gadelha, confesso que hoje desceu-me sobre a cabeça um balde de água gelada. Quase que uma facada nas costas!
 
Eu explico. O Rambo é assim um gajo todo macho, muito viril, de peito varonil e porte musculado, como bem sabeis. Mas, aquele penteado…
 
Bom, eu sei que foi em 1988 e por essa altura havia umas modas um bocado abichanadas, em que, supostamente, as mulheres adorariam que os homens se vestissem com roupa larilas (às flores, por exemplo) e tivessem cuidados tipicamente femininos com o cabelo, ao ponto de usarem penteados de gaja em filmes de tiros, bombas e facadas, como foi o caso deste. Quando o cabelo andava molhado, bem, ainda disfarçava, faz de conta que estava empapado em lama e sangue. Mas, nas cenas em que estava seco, por favor!, aquele aspecto larilas não se conseguia sem um mínimo de quarenta e cinco minutos nas mãos de uma cabeleireira! Só faltava cheirar a pêssego!
 
Foi sensivelmente por essa altura, segunda metade da década de oitenta, que os meus compinchas me obrigaram – com argumentos da treta baseados em tácticas de caça às fêmeas – a andar, pelas ruas da cidade mais densamente povoada do mundo, com botas à cowboy, óculos espelhados, blusão preto e mousse no cabelo. Sim, mousse no cabelo! E andava eu no ginásio a fazer musculação, diariamente, para depois fazer figuras destas em público. Tenho uma foto desse dia no meu quarto. Olho para ela. Olho para o penteado do Silvestre no “Rambo III”. Realmente, seguir a moda é o caminho mais rápido para parecermos uns patetinhas, daqui a duas décadas. pickwick
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publicado por pickwick às 00:03
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Segunda-feira, 5 de Fevereiro de 2007
Cabelos e penteados

Na semana passada, a Maria apareceu com um novo penteado. Não resisti a olhá-la várias vezes pelo canto do olho. Meu Deus, agora é que ela ficou mesmo intragável, pensei eu. Passados alguns dias, foi a vez da Paula, com um novo penteado. Hoje, foi a Carla. Mas estas gajas estão todas parvas ou quê? Será que ainda não repararam que, quando regressam do cabeleireiro, vêm mais feias do que quando entraram? Ou será que a mulher tem em si uma deformação da capacidade de apreciar a beleza, que actua no momento em que se lembra de ir ao cabeleireiro? Vamos ser honestos! Quando uma gaja sai do cabeleireiro com um novo penteado, só em raríssimas excepções vem com um ar mais bonito e apetitoso. Regra geral, tal como aconteceu com a Maria, com a Paula e com a Carla, vêm com umas porcarias e uns rebicoques, umas lacas de acender fogueiras, umas franjas à espanador-do-pó, uns ondulados piores que os das batatas fritas da Matutano, e mais um monte de pormenores que não consigo atingir. É pá, pronto, vêm foleiras! Não compreendo, a sério. Depois queixam-se que os gajos não comentam o novo penteado. Pois claro que não comentam, ora essa. O único comentário honesto seria muito mal recebido, por isso, mas vale ficarem calados. Ainda gostava de saber como é que aquilo funciona, lá no cabeleireiro. Tenho algumas lembranças nubladas de quando era puto e tinha de ir atrás da minha mãe para o cabeleireiro, em plena década de 70, com aqueles capacetes lunares, os rolinhos, os lavatórios, as conversas da treta, as revistas, a água quente, o pivete, etc. Tudo recordações desnecessárias. Hoje ainda é capaz de ser assim. A gaja chega, o(a) cabeleireiro(a) ah e tal, hoje ficava-lhe bem um penteado X13. E a gaja, ah sim?, e um P26? Esse só se for com um cheirinho de loiro a fugir atrás da nuca. Ah, então está bem. Vem uma foto de um catálogo de penteados, ah e tal, que giro!, gosto mesmo é daquele ali, então está bem. E pronto, o(a) artista, que não percebe muito do assunto mas dá ares de muito domínio, pega na tesoura e zás! Zás, zás, zás, flosh, flosh, zás, baf, baf, zás, flosh, fssst, fssst, espelho para a esquerda, espelho para a direita, fssst, flosh, e aqui vai disto. Mas as gajas não têm noção que na esmagadora maioria das vezes saem do cabeleireiro com um ar horrível, piroso e plastificado? Como se tivessem comprado uma peruca estragada no meio da Feira da Ladra. Não notam? E quando se casam? Ou vão a casamentos? C’um caraças! Aí é que a coisa atinge limites básicos de estética, saltando facilmente do feio para o grotesco. Uma noiva em dia de casamento, com jeitinho, consegue espremer o cabelo para uma frigideira e fritar meia dúzia de salsichas e estrelar quatro ovos, tudo com sabor a canela e com estrelinhas de brilhantes a boiar. E as amigas dos noivos vão pelo mesmo caminho, cada qual com o pior vestido que se possa imaginar, e com os penteados mais foleiros de que alguém se conseguiu lembrar. Mas, ninguém nota? Anda tudo cego? As minhas colegas, por exemplo, agora estão todas com um ar de mete nojo que nem a um trolha sexagenário e desdentado conseguiam arrancar um assobio. Daqui por umas duas ou três semanas, aquelas parvoeiras todas já passaram, os cabelos já assentaram, a laca nojenta já desapareceu com as lavagens, e os efeitos especiais e psicadélicos deram lugar à naturalidade e beleza dos cabelos femininos. Até lá, tenho que gramar diariamente com aquelas obras de arte contemporâneas, feitas por artistas de meia-tigela e pagas a ouro. As outras colegas reparam, olham, comentam, ah e tal, tão giro!, e em menos de nada vou ter as minhas colegas todas armadas aos efeitos capilares, madeixas às cores, cabelos às ondas e nacos de laca seca pendurados. Vai chegar um dia em que o ambiente ficará insuportável. Não haverá uma única gaja para quem se possa olhar sem ficar logo com o estômago embrulhado. Eu só não sei é como é que elas não percebem que ficam foleiras com os novos penteados. A sério! Não percebo! Não usam espelho em casa? Tudo bem que isto é como em tudo: há gostos e gostos! É como fazer um tuning na carroça lá em casa. Há quem goste, mas, aos olhos de uma pessoa normal, um tuning na carroça fica sempre com aquele ar de Quim-Barreiros-enrolado-com-a-Monserrat-Caballé. E as gajas que saem do cabeleireiro, com um tuning na gadelha, ficam com o mesmo ar: espalhafatoso, mas muito piroso! pickwick

publicado por pickwick às 23:47
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