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Arautos do Estendal

Ela, do alto das suas esbeltas e intrigantes pernas, veio caminhando quintal abaixo até ao estendal, dependurando a toalha onde, minutos antes, tinha limpo as últimas gotas de água. O Arauto viu, porque o Arauto estava lá. E tocou a trombeta.

Ela, do alto das suas esbeltas e intrigantes pernas, veio caminhando quintal abaixo até ao estendal, dependurando a toalha onde, minutos antes, tinha limpo as últimas gotas de água. O Arauto viu, porque o Arauto estava lá. E tocou a trombeta.

Arautos do Estendal

30
Jul08

SX100IS

pickwick

Em dois mil e três, logo em Janeiro, abandonei a moradia que ainda partilhava com a minha ex e mudei-me para o apartamento rasca em que ainda vivo. Ainda antes de ter cá as minhas bugigangas, mais as pilhas de livros e as roupas e as quinquilharias e o resto do lixo inútil, já cá tinha um investimento de algumas centenas de contos, em material digital: um computador novinho em folha, uma impressora laser que me custou os olhos da cara, e a minha primeira máquina fotográfica digital.

 
Andei a adiar a compra de uma máquina digital, mas quando comprei o computador, caí na asneira de perguntar ao dono da loja se tinha algumas para venda e blá blá blá e se percebia do assunto e ah e tal. O senhor sugeriu-me uma HP850, pela módica quantia de 700 euros, mais 75 euros para um reles cartão de 128Mb. Doeu largar tantas notas, mas valeu a pena. O zoom de 8x, equivalente a uma objectiva de 300mm como eu tinha numa máquina analógica, fazia as maravilhas e o gosto ao dedo, sendo que os 4 megapixels eram uma coisa janota para a época. Durante estes cinco anos e meio, tirei largos milhares de fotografias, algumas com publicações em revistas (pena não terem sido de modelos em lingerie). O único grande defeito que ela tem, é aquele irritante “shutter lag”, o tempo que vai entre o momento em que queremos tirar a foto e o momento em que a máquina dispara. Foi este “shutter lag” – com uma média de minuto e meio – que me fez perder centenas de capturas de alvos em movimento. É que até um cão coxo desaparece de cena antes de a máquina disparar. É triste.
 
Assim, passei-me da cabeça e um destes dias fui até à capital de distrito, a uma grande superfície comercial, daquelas com meia dúzia de andares, onde eu nunca tinha entrado, cheia de gajas, ah e tal, para ver se trazia uma máquina nova para casa. Já tinha andado a sondar a coisa na Internet, a ler comentários de utilizadores, a comparar preços e potencialidades, e a coisa parecia mais ou menos decidida. Assim sendo, comprei uma Canon SX100IS, por apenas 240 euros. Vem com um zoom óptico de 10x e tem uma resolução de 8 megapixels (ou megapixéis, como diria o meu paizinho). Por 17 euros comprei um cartão de memória com 4Gb, que é tanta memória que dá para lá meter um harém inteiro. Daqui da janela da minha sala, num primeiro andar, fotografei uma motorizada estacionada e a coisa saiu tão boa, tão boa, tão boa, que dá para ler com perfeição umas inscrições do modelo do veículo em letra miúda. Gostei. Ainda consegue ser mais pequena que a máquina antiga e gasta apenas duas pilhas em vez das quatro da outra.
 
Que fica a faltar? Obviamente, ir a uma praia registar aquela magnífica prenda que Deus deu aos homens: a bela da mulher – o único animal à face da terra que fica elegante e apetitoso dentro de um biquíni. Com este zoom e esta resolução, até vou conseguir captar a imperceptível ondulação do tecido das cuequinhas provocada pela pressão dos pêlos púbicos!!! pickwick