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Domingo, 15 de Abril de 2012
Os maridos das outras

Há por aí um Miguel Araújo a cantar uma coisa chamada “os maridos das outras”. Da primeira vez que ouvi, na Rádio Comercial (a tal em que “este blogue deu um programa de rádio”), pensei para comigo, logo nas primeiras frases: xiii… passaram-se!

 

Depois de ouvida até ao fim, achei esta música uma delícia digna de se ouvir até fartar: tanto pela letra certeira, como pela sonoridade do conjunto. Uma série pujante de relâmpagos entrou-me pelos olhos dentro, trazendo à memória um número incómodo de mulheres que conheci ao longo da vida e que encaixo perfeitamente na letra desta música.

 

Recordo, com sabor a chocolate amargo (pfiu!...), cinco anos da minha vida atormentados por uma namorada que torrava sistematicamente o meu ego com comparativos aos namorados das outras, ou namorados de ninguém, tanto lhe fazia.

 

Felizmente, pela minha saúde mental, mas infelizmente, pela falta de substrato para a escrita, o passar dos anos apurou-me a estratégia de escapar ao convívio com este tipo de mulheres. Há que saber evitar. Há que saber escolher. Às vezes, também não, que a carne é fraca.

 

No meio disto tudo, o que interessa? A chegada desta música a um top da Rádio Comercial é uma insignificância, um pêlo púbico de formiga, quando comparada com a reacção de cerca de um terço da população portuguesa. Este terço, note-se, inclui os cidadãos que não ouviram a música, mas que fariam oficialmente parte do terço, caso a ouvissem.

 

E como reagiram estas pessoas? Ficaram escandalizadas com a música! Porquê? Porque os homens não são assim!!!

 

O direito à indignação e à expressão deram as mãos à estupidez natural, formando aqui uma onda trilateral de baixíssimo défice intelectual que muito me aflige. A incapacidade para distinguir uma ironia é, para mim, que sou barbeiro, o melhor indício de défice intelectual. O que pouca gente se apercebe, é que caminhamos a passos largos para uma população em que metade não é capaz de distinguir uma ironia, nem que esteja alapada num cocó de mostarda florescente em cima de um prato de iscas, a esbracejar e a fazer sinais de luzes. pickwick

publicado por pickwick às 22:20
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