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Terça-feira, 27 de Março de 2012
A anfitriã tormentosa

A propósito de nada, uma ex-colega de trabalho resolveu meter as beiças no chifre e tocar a recolher as tropas em sua casa, para um lanche ajantarado, para relembrar velhos tempos e trocar novidades. Para evitar confusões, a anfitriã chamar-se-á Fena (nome de código).

 

A Fena já foi alvo de, pelo menos, um post aqui neste blogue. Afinal, sempre foram dois anos de convivência profissional, remontando a uma época em que eu fazia parte do patronato. Estamos a falar de uma moça trintona recente, casada, mãe, cabelos alourados, tão elegante que até chateia, e de pulmões bem protegidos. Um luxo, portanto. O único defeito físico, é um místico olhar de carneiro mal morto, daqueles que são atropelados numa qualquer estrada alentejana e que são misteriosamente resgatados para uma dimensão desconhecida e que aí lhe trocam o corpo peludo pela carne sedosa de uma musa e que lhe tiram os chifres e lhe fazem a depilação do focinho com laser, e que, para finalizar, lhe metem uns implantes de silicone até ficar pronto a consumir por qualquer mortal. Ah! Não esquecer a mudança de sexo, claro.

 

Bom, nesse dia do lanche, a Fena usou umas calças de ganga justas. Não sei o que prefira. Se quando ela usa calças justas para se tirar todas as dúvidas. Se quando se atravessa no caminho com um vestidinho curtinho de saia rodada, daquelas que chamam pelo vento: ffffuuuuuuu… sopra-me… sopra-me…

 

Independentemente das minhas preferências, foi um lanche muito perigoso e tormentoso. O marido ligeiramente à minha esquerda. Ela, para trás e para a frente, ora a fazer de mãe, ora a fazer de empregada de mesa. Nestas ocasiões, há que dominar muitas variáveis para conseguir disfrutar todo o ambiente na sua plenitude, mais a variedade gastronómica. Não querendo ser gabarolas, confesso que tenho algum domínio. À minha esquerda, todos os homens da mesa. Dois bem que me podiam apanhar a babar-me para as nádegas da anfitriã, que saberiam ser discretos e guardar segredo. Quanto ao marido, a coisa poderia acabar à facada, no mínimo. À minha frente, uma moça de quinze anos, perspicaz e incapaz de guardar qualquer segredo. Ao lado dela, a tia solteirona e artista, muito discreta, mas não cega. Ao lado desta, uma divorciada, também discreta, e nada cega. A seguir, uma colega casada e mãe de filhos com quem simpatizo muito e cujos decotes de primavera-verão costumam fascinar-me até ao delírio – e muito, mas mesmo muito perspicaz. Para finalizar, mais uma mãe de filhos, que há pouco tempo me apalpou o braço (escandaleira, carago!). No meio da mesa, um sem fim de pratos com iguarias e umas garrafitas de coisas que fazem bem ao espírito.

 

Foi cansativo, é o que posso dizer. Cada vez que a anfitriã se levantava, era preciso aproveitar para apreciar o movimento da ganga, controlando o marido e as outras mulheres todas e respondendo em tempo útil às inúmeras solicitações para passar o pratinho do presunto ou encher mais um copo.

 

E o que é responder em tempo útil? É receber o pedido para passar o pratinho do presunto e não ficar meia dúzia de segundos de olhar fixo no movimento harmonioso das nádegas da anfitriã, de boca entreaberta da qual escorreria inevitavelmente um asqueroso fio de baba… pickwick

publicado por pickwick às 23:10
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Sexta-feira, 31 de Agosto de 2007
A mulher com cabeça de cabeça-de-fósforo – parte 2
Esta é a continuação de uma história de fantasia e sei lá mais o quê, essencialmente disparates, mas também com algumas inovações literárias, nomeadamente disparates.
 
Tudo a postos para a cerimónia! Rusalka começou a bater palmas. Uma, duas, três, quatro… o Kondilingsh, voltou-se repentinamente, abriu as mandíbulas e abocanhou inesperadamente a cabeça de Rusalka. Contudo, o animal não conhecia as propriedades ignitoras da cobertura da cabeça de Rusalka, nem o efeito consequente do resvalar dos afiados caninos na superfície vermelha. Numa fracção de segundo, a cabeça da moça explodiu numa bola de fogo dentro das mandíbulas do Kondilingsh, obrigando o animal a abrir a boca e soltar a vítima. Os pêlos do focinho do Kondilingsh começaram a arder e o animal teve que se atirar de cabeça para debaixo de uma pipa de vinho verde Alvarinho, abrir a torneira e deixar que o precioso líquido extinguisse as chamas. Entretanto, Ninini percebeu o que correra mal. Rusalka cheirava a tremoço e a sua cabeça era vermelha, tal como a cor das cerejas-de-caroço-de-azeitona que abundavam nas montanhas e que eram o principal alimento do Kondilingsh. De pronto, Ninini abriu o seu kit de emergência e sacou de um frasco de pasta de ovos moles, com a qual untou a cabeça de Rusalka, transformando-a num apetitoso chupa-chupa amarelo.
(um naco de lasanha acabou de se entranhar no teclado… bolas p’ra isto)
Depois de o Kondilingsh recuperar da sua desventura com o fogo, Ninini e Rusalka voltaram a aproximar-se do bicho, para uma nova tentativa. Correu bem. Ao sétimo bate-palmas, Rusalka carregou no play do leitor de MP3, fazendo ecoar o grito “Ai Tá Tá! Moiumbé Lingsh Kondimar”, e fez de conta que fechou os olhos, porque, afinal de contas, Rusalka não tinha olhos. O Kondilingsh, ciente da solenidade do momento, abriu novamente as mandíbulas mas, desta vez, esticou a sua língua de 1,40m e lambeu a cabeça de Rusalka. Soou um trovão, as luzes apagaram-se, caíu um relâmpago, veio novamente a luz, e Rusalka viu-se transformada num ser humano normal, com a cabeça da Lili Caneças. O Kondilingsh uivou de pavor e comeu Ninini.
(porque é que o fundo da minha lasanha parece as solas dos meus sapatos novos?)
Rusalka, agora transformada, teve um ataque de pena e lambeu o Kondilingsh. Como consequência, o Kondilingsh transformou-se no Rui Unas, da cabeça aos pés. Rusalka, visivelmente satisfeita, uivou de prazer e saltou para cima do Kondilingsh. Com o impacto, ambos caíram e começaram a rebolar montanha abaixo. Passados 230 metros, caíram num poço, que era um poço do tempo, mas eles não sabiam. Levaram um choque eléctrico, as luzes apagaram-se, depois acenderam-se, estava muito fumo, e ouviram umas vozes. O fumo dissipou-se. Para onde e para quando haviam sido transportados? Ui! Nada mais, nada menos, do que para a cerimónia de condecoração do Carlos Cruz como Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, em 2002. Brilhante! Mesmo a tempo de evitar a vergonha nacional. O Kondilingsh sentiu uma convulsão no estômago, encolheu-se e teve um vómito, acabando por regurgitar Ninini, que vinha pior que estragado com o fedor no estômago do bicho, especialmente pevides misturadas com cerejas-de-caroço-de-azeitona e raspas de limão. Ninini, muito chateado, abriu o seu kit de emergência e sacou um alguidar com tomates para atirar aos ilustres presentes na cerimónia, obrigando ao seu cancelamento e evitando o pior. Vieram os fotógrafos para registar os três heróis (que na altura ainda não se sabia), mas o disparo dos flash’s fez actuar o alarme de incêndio e os tectos começaram a despejar água, tanta água, que o salão nobre se inundou e Rusalka, Ninini e o Kondilingsh foram arrastados por um turbilhão de água e restos de croquetes e rissóis, até caírem num novo poço do tempo, sendo multi-transportados, isto é, cada um transportado para um tempo e local diferente. Os poços do tempo fazem destas partidas, quando há croquetes e rissóis à mistura. Rusalka, já sabemos, a meio da sua brilhante carreira como animadora de ursos amestrados em festas do jet-set, fez vinte e seis plásticas à cabeça para tentar conter o imprevisto efeito regressivo da lambidela do Kondilingsh. O Kondilingsh, dedicou-se a apresentar programas duvidosos num canal da televisão por cabo, evidenciando uma necessidade incontida de fazer-se acompanhar de mulheres semi-nuas. E, quanto a Ninini, bom… isso é outra estória… acabou por não cobrar a noite de sexo com Rusalka, mas esse facto não lhe deve ter tirado o sono… pickwick
publicado por pickwick às 00:10
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