Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Arautos do Estendal

Ela, do alto das suas esbeltas e intrigantes pernas, veio caminhando quintal abaixo até ao estendal, dependurando a toalha onde, minutos antes, tinha limpo as últimas gotas de água. O Arauto viu, porque o Arauto estava lá. E tocou a trombeta.

Ela, do alto das suas esbeltas e intrigantes pernas, veio caminhando quintal abaixo até ao estendal, dependurando a toalha onde, minutos antes, tinha limpo as últimas gotas de água. O Arauto viu, porque o Arauto estava lá. E tocou a trombeta.

Arautos do Estendal

24
Jun07

Poema ligeiro das Sofredoras

pickwick

És bonita, que linda,

Que feia até podias ser,

Anjinha é que não,

Porque essas não o têm

Em rigorosa definição.

 

Sendo como és, sofres,

Por o seres, ou porque não,

Uma por a Benetton, essa,

Fechar de Sábado,

E outra, que nem por isso,

Não sabe onde cair morta.

 

Todos sofrem, perto ou longe,

Molhado ou seco, na brasa.

Apelam à compreensão celeste,

Mensagem na mão terrestre,

Meu amigo escutante,

Acode-me que a dor vai longe.

 

E eu digo, na nébula maior

Dos pensamentos subtis:

Porra! Havia de estudar PDS!”

 

Nota do autor:
Esta obra-prima da poesia erótica remonta a 21 de Maio de 1994. Encontra-se arquivada numa pasta da estante da minha sala, misturada com centenas de outros disparates da época. Sinceramente, não me recordo quem era a contemplada nos versos, nem se era apenas uma ou meia dúzia. Seria uma gaja que trabalhava na Benetton? Francamente, não faço a mais pequena ideia. Mais de metade dos versos também não faço ideia do que querem dizer. Devia ser um momento de grande iluminação, certamente. Ou não! Certo, certo, é o contexto em que foi escrito o poema: devia ser véspera de um exame da cadeira de PDS - Processamento Digital de Sinal, do 4º ano. Para não variar, em vez de estar a marrar afincadamente nos livros, estava a pensar em gajas inatingíveis e de moral duvidosa. Enfim, há coisas que não mudam… pickwick