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Sábado, 1 de Junho de 2013
O estado da barriguinha

Para efeitos de anonimato indestrutível, vou chamar-lhe Bernardete.

Estava o céu meio descoberto e fui até à cidade mais alta de Portugal almoçar. A Bernardete tinha feito o convite para provar mais uma das suas obras gastronómicas: bife de atum. Correu mal, não havia bifes de atum na Guarda, pelo que a alternativa foi salmão grelhado. Coisa boa. Feita com carinho. Para sobremesa, mousse de lima. De estalo!

Bom, mas isso da comida agora não interessa. Após o repasto, fomos ao quarto dela tratar de assuntos digitais, nomeadamente copiar fotos de um disco externo para o computador dela, etc., mais umas lições sobre tratamento de imagem, ah e tal. A determinada altura, a Bernardete ausentou-se para tratar de assuntos íntimos no WC.

Quando regressou, dois minutos mais tarde, trazia as justas calças de ganga desabotoadas e escancaradas, e o top todo arregaçado até ao peito feminino. Ah e tal, que tal a minha barriguinha?, perguntou ela.

Entre o processamento da pergunta e a observação rápida do aparato, o meu cérebro recuou até ao triste episódio da conclusão precipitadíssima sobre a prestação da Telma Monteiro nos Jogos Olímpicos 2012. Deste episódio, ficou-me registada a obrigação moral de, face à visibilidade de qualquer área excepcionalmente colorida em zonas menos públicas do corpo de uma mulher, decidir que se trata de mais uma “banda Kinesio”.

No caso da Bernardete, uma “banda Kinesio” vermelha. Ali. Abaixo do umbigo. Com mais de 4 cm acima do fim do tecido de ganga das calças. Qualquer pessoa normal, pensaria imediatamente que a área vermelha seria parte da cuequinha da Bernardete. Mas não eu! Formatei-me a mim próprio para considerar que a Bernardete andava com dores no fundo da barriga, coitadinha, toda torcida que nem podia, e que, por isso mesmo, necessitava de usar uma “banda Kinesio”. Vermelha. Rendada.

Aliviado pela oportuna e acertada decisão, pude corresponder à pergunta da Bernardete, apalpando-lhe os abdominais em busca de músculos proeminentes, e tecendo considerações sobre as linhas já existentes – fruto de muitas e longas horas de exercício físico. O resto da tarde decorreu com tranquilidade, dentro do género, até à hora de me ir embora, para atender a um pedido de abate de vírus no computador de uma biblioteca.

Infelizmente, ao descer das alturas da cidade mais alta, a outrora oportuna decisão começou a fraquejar. Ou eu é que comecei a fraquejar. Muita fraqueza, portanto. A “banda Kinesio”, afinal, poderia não ser um instrumento medicinal. Seria, verdadeiramente, uma cuequinha vermelha rendada. A palmo e meio do meu nariz.

Um gajo consegue controlar-se em situações de muito stress, como foi o caso. Mas, mais tarde ou mais cedo, acaba por ceder à verdade da dura realidade. E dá em doido. Especialmente quando, horas mais tarde, a Bernardete faz o favor de informar que não se tratava de uma cuequinha. Não! Era uma tanguinha!!!

E eu fiz mal a alguém? Fiz? Há dias em que parece que torturei velhotas e cozi bebés dentro de um micro-ondas, tal é o castigo que a vida me proporciona… pickwick

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publicado por pickwick às 15:06
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Domingo, 16 de Setembro de 2007
Empadum de Atum
Para hoje, dedico este post à bela receita de “Empadum de Atum”. De momento, estou completamente empanturrado com a iguaria. Estava a saber tão bem que só parei quando um naco enorme não passou das goelas para baixo, indicando o momento propício para terminar o jantar. Sim, porque a vida é feita destes sinais…
 
Receita de “Empadum de Atum”
 
Ingredientes:

- 1 lata de atum, grande (a lata, que o atum já tem tamanho que chegue, se bem que, se o atum for pequenino, não tem sabor… acho eu).

- 2 dois copos de arroz agulha, sem agulhas, para não espetar ninguém (as agulhas, são como os palitos, é preciso ter cuidado com os amigos que vêm a casa e metem tudo à boca sem olhar e engolem palitos e também podem engolir agulhas e é do caraças mas não deve haver problema porque as agulhas do arroz não devem fazer mal a ninguém).

- quantidade indeterminada de polpa de tomate, vinda de um frasco grande com capacidade para um litro (adquirido por sessenta e seis cêntimos com o propósito de reutilização da carcaça de vidro para produção de licores caseiros).

- temperos, especiarias, sal, azeite, água, aroma a colher de pau.

- 2 cebolas verdadeiras, daquelas que fazem um gajo viril derramar lágrimas às escondidas.

 
Modo de preparação:
Prepare uma frigideira e um tacho, vazios, lavados e secos, sem restos de comida de semanas anteriores. No tacho, deite quatro copos de água do cano e meta ao lume, para ver se ferve. Na frigideira, em azeite, pique cebola e meia, e, já farto de picar cebola, corte à toa a meia cebola que falta. Meta a refogar, com jeitinho não queimar. Atenção ao tacho. Abra a lata de atum e deite o líquido gorduroso e suspeito para o ralo do lava-louças. Prepare o arroz, directamente do pacote, sem entornar tudo no chão e deixar a cozinha num chiqueiro. Isso, em cima da banca é melhor. Meta uma tampa na frigideira. Olhe com desdém para a água que ainda não ferve. Tire a tampa da frigideira e repare como a cebola já tem uma coloração alourada. Está na hora de entornar a polpa de tomate. Com jeitinho. Entorne a polpa de tomate para a frigideira. Pare! Não deite mais! O atum é que era primeiro! Troque o frasco da polpa de tomate pela lata de atum, despejando todo o atum na frigideira. Chegue-lhe as especiarias todas que tiver à mão, incluindo duas colheres daquele picante caseiro que fez com uísque e alho e mais não sei quê. Mexa com jeito, para não entornar e emporcalhar o fogão. Tape a frigideira e meta o lume brando, para não sair asneira. Tire novamente a tampa, depois de chegar à conclusão que a polpa e o atum podem ir ao mesmo tempo, que ninguém nota a diferença e vai tudo dar ao mesmo. Entorne um quarto de litro de polpa de tomate, mexa e tape. Atire uma mão cheia de sal para dentro do tacho. A água já ferve, por isso, deite-lhe os dois copos de arroz, sem o lavar. O arroz, para homens, quer-se porquinho de branco, tal qual como vem do pacote, por causa dos anticorpos e não sei quê. Além disso, dá muito menos trabalho. Mexa bem. Repare como a água fica toda branca, com aspecto nojento de sopa de arroz insonsa para doentes com caganeira imparável. Suspire. Vá até à sala, consultar os e-mails, ver os jornais online, enfim, ver de novidades, etc. Cuidado, já passaram alguns minutos, se calhar o arroz já está esturrado no fundo do tacho e a frigideira já está seca. Abra a tampa da frigideira. Hum… E o arroz? Hum… está tudo a ficar nos conformes. Deite mais água no tacho que está tudo a ficar seco. Deite mais polpa para não desidratar a frigideira e o atum. Mexa um e outro. Ande ali a ver se aquilo fica com melhor aspecto. Ligue o forno eléctrico, regulando para vinte minutos. Prepare uma travessa de Pirex, a maior que couber no forno. Ora bem, agora desligue os dois bicos do fogão e traga o tacho e a frigideira para o pé da travessa. Com sorte, não se entorna nada. Vá, só um bocadinho da frigideira, por causa do excesso de polpa, mas não faz mal. No fundo da travessa, despeje três quartos do arroz cozido. Engane-se e despeje apenas três quintos. Não tem problema. Espalhe bem, para ficar uniforme e como uma plataforma de arroz onde qualquer mortal poderia caminhar sem se enterrar. Agora, despeje cinco sextos do conteúdo da frigideira e espalhe bem. Engane-se nos cinco sextos, mas não faça mais contas com fracções, porque isso de ser professor de Matemática não funciona quanto se está a mexer em colheres e tachos e há que dar uma folgazinha aos saberes científicos. Espalhe bem. Agora, deite o resto do arroz, acame, e, por cima, o resto do que está na frigideira, com um mau aspecto tremendo e uma cor atomatada. Meta tudo ao forno. Volte para o computador e navegue mais um bocado na Internet. Navegue, navegue. Ao som do “plim”, volte para a cozinha, abra o forno, aprecie a camada de bedum de atum e tomate quase queimado, deite para um prato, acompanhe com um guardanapo e um garfo, volte para o computador, e coma. Repita até não conseguir meter mais nada à boca. Feliz? Eu também. Nem consegue arrotar, pois não? Bendita água com gás Vimeiro! Vá, bebe lá a ver se alivia… pickwick
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publicado por pickwick às 00:10
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