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Arautos do Estendal

Ela, do alto das suas esbeltas e intrigantes pernas, veio caminhando quintal abaixo até ao estendal, dependurando a toalha onde, minutos antes, tinha limpo as últimas gotas de água. O Arauto viu, porque o Arauto estava lá. E tocou a trombeta.

Ela, do alto das suas esbeltas e intrigantes pernas, veio caminhando quintal abaixo até ao estendal, dependurando a toalha onde, minutos antes, tinha limpo as últimas gotas de água. O Arauto viu, porque o Arauto estava lá. E tocou a trombeta.

Arautos do Estendal

04
Jul08

A deusa lenhadora

pickwick

Um dia destes, uma colega de trabalho convidou-me para ir espreitar o princípio da casa dos seus sonhos, num terreno em área pouco urbana, mesmo no sopé da Serra da Estrela. A localização específica do terreno que ela comprou, é que não correu assim muito bem. Durante alguns quilómetros, a paisagem era fantástica: a soberba encosta da serra, mesmo de frente, tão próxima. Ao chegar ao terreno dela, um vale, desaparece a serra de vista, enfim, fica o ar serrano, a proximidade, o ambiente. Não se pode ter tudo, mas não era eu que ia comprar um terreno a poucas centenas de metros de uma serra, e não ter vista para a serra. Pormenores técnicos, portanto.

 
A casa veio do estrangeiro, lá do norte, e é totalmente em madeira, à excepção da sapata de cimento para servir de base. A madeira, XPTO, veio lá bem do norte, tipo Rússia, toda tratada com técnicas especiais de corrida, cortada, entalhada, etiquetada, pronta a montar. Tipo puzzle. São algumas dezenas de toneladas de madeira, entre outro material. Isto é uma cena muito à frente: o projecto arquitectónico é feito por cá, mas depois o material é todo preparado lá bem longe. Depois vem tudo em camiões, incluindo trabalhadores, e planta-se tudo no terreno durante uns dois meses, até a coisa estar concluída.
 
Eu também queria uma casa assim, embora tenha ficado com algumas reticências quanto à espessura da madeira. Consta que é mais saudável, mais quente de Inverno e mais fresca de Verão, tem melhor isolamento, menos humidade, etc. Eu acho que até tem algum estilo, tirando a ansiedade diária de regressarmos a casa sem sabermos se a coisa ainda está de pé ou se já foi transformada num monte de cinzas e carvão.
 
Quando cheguei ao terreno, a equipa de montagem encontrava-se a relaxar do calor brutal que se fazia sentir nesse dia, sentados debaixo de uma sombra, dando dois dedos de conversa. A minha colega apresentou-me a um casal de holandeses, que seriam os responsáveis pela obra. Apresentou-me como um potencial interessado no produto, num futuro qualquer.
 
E é aqui que entra o principal assunto deste post, uma vez que o que está para trás é mera palha. Falo da holandesa, claro! Falo de uma loira natural, olhinho azul, metro e sessenta, corpo incrivelmente elegante. E quando eu falo em corpo elegante, em especial quando é incrível, falo de um corpo elegante, obviamente, sem gorduras, com maminhas tipo concha-da-sopa, calças de ganga justas nas nádegas, trintas e poucos, rosto bronzeado pelo contacto diário com o sol, camisolinha de alças, etc. Enfim, um mimo da natureza para com a Humanidade.
 
Mas, mais incrível ainda, é o facto de esta mulher trabalhar, lado a lado com os homens, no transporte de madeira! Tipo deusa lenhadora, ou sei lá. Deve ser por isso que tem aquele corpo incrível. Imagino-a numa forma física tipo atleta de alta competição, gordura zero, fibra por todo o corpo, ah e tal. Uma coisa fora do normal! Sim, senhora! E vivam as casas de madeira! pickwick

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