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Terça-feira, 8 de Abril de 2008
O longo cachecol
No pretérito fim-de-semana, fui até Fátima, passar dia e meio. Para os menos elásticos, informo que “pretérito” é uma forma pirosa e pouco intelectual de dizer “passado”. É como dizer “vós estais aqui estais a levardes com meia tranca de ferro que até andais às bolandas”. Mais ou menos, vá.
 
Fui a Fátima em missão, obviamente secreta, porque, se a vida não fosse feita de segredos, seria feita de pastéis de feijão e tremoços, o que seria uma monotonia infindável, além de muito indigesto. Enfim, fui a uma mistura de conferência com assembleia, num ambiente que deu para a formal distribuição de medalhas, mas, também, para umas quantas horas de lavagem de roupa suja, sem sabão.
 
No Domingo, à hora do almoço, e enquanto esperava que o companheiro de quarto arrumasse a sua trouxa para rumarmos ao norte, assomei à janela para dar uma inspecção no parque de estacionamento privativo. Muita gente na rua, a apanhar aquele sol maravilhoso e quentinho. Ui, que bom!
 
Nisto, vejo um jovem bombeiro, em traje de gala, de braço dado com a sua presumível namorada. Pisquei os olhos. A namorada vestia uma daquelas peças de roupa cujo nome não consigo sequer inventar, de cor branca.
 
Não sei o nome da peça, mas posso descrever, porque não é assim tão invulgar. É como um comprido cachecol branco, de tecido fino, cujo ponto médio coincide com o traseiro do pescoço. As pontas, descem sobre o peito, com jeitinho, e, já no abdómen dão uma pirueta e dois nós e passam atrás das costas e zás! Já está!
 
Entre o cachecol e a pele: nada. Rigorosamente nada. As maminhas, feitas de carne macia mas consistente, na frescura da idade e ainda pouco amassadas, abanam-se por baixo do cachecol ao ritmo das passadas ligeiras. Uma coisa bonita de se ver, depois destes longos meses de um cinzento Inverno.
 
O casal afasta-se, em direcção ao Santuário, entre risos cúmplices. As costas nuas confirmam a ausência de suporte-toráxico-assistido. As calças de ganga mal assentes sobre umas nádegas com poucos predicados, justificam a necessidade de puxar os olhos do povo para algures acima do umbigo, numa clara estratégia de “esqueçam lá o rabo, que tenho as maminhas quase de fora”.
 
Se fosse minha filha, levava certamente umas boas ripadas de pinheiro naquele lombo, para ganhar pudor e não escandalizar publicamente os crentes que rumam a Fátima. Galdéria!  
 
(ai que é tão bom quando chega a Primavera…) pickwick
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publicado por pickwick às 23:32
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