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Arautos do Estendal

Ela, do alto das suas esbeltas e intrigantes pernas, veio caminhando quintal abaixo até ao estendal, dependurando a toalha onde, minutos antes, tinha limpo as últimas gotas de água. O Arauto viu, porque o Arauto estava lá. E tocou a trombeta.

Ela, do alto das suas esbeltas e intrigantes pernas, veio caminhando quintal abaixo até ao estendal, dependurando a toalha onde, minutos antes, tinha limpo as últimas gotas de água. O Arauto viu, porque o Arauto estava lá. E tocou a trombeta.

Arautos do Estendal

29
Jan08

Castelo pindérico

pickwick
Coisa rápida, este post. Desculpa lá, ó Red. Hoje fui a Castelo Branco. Cidade, ah e tal, ensino superior, desenvolvimento, indústria, blá blá blá. Comecei bem, rumando a uma instituição da cidade. Placas com o nome das ruas? Quase não há. É o primeiro sinal de uma cidade pindérica. Até as aldeias mais pindéricas deste país têm nomes nas ruas. Sorte que é uma cidade anã, e não houve muito onde virar até chegar ao local certo. A instituição em causa, já agora, é o IPJ, essa coisa misteriosa. Cheguei com uma daquelas vontades de urinar que podem esperar mais uma hora mas que é melhor despachar mais cedo, não vá ter que se dar um nó no pilas em caso de desespero. Não havia placas para o WC. Se já não havia placas de rua, era coerente também não haver placas para o WC dentro do edifício do IPJ. Andei às voltas, como quem vê as montras, até descobrir uma porta que dava para uma zona de azulejos. Espreitei. Tinha ar de WC. Entrei no hall, desconfiado, não fosse uma câmara de tortura disfarçada. Duas portas, uma para cada lado. Placas? Sim, com o sinal internacional para o macho. Lá dentro, conferia: mictório em louça branca. Cá fora, sentado num cubo confortável, enquanto esperava pelas pessoas que me tinha convocado para uma reunião e que chegaram com quarenta minutos de atraso, reparei no espectáculo das pessoas que queriam dar uso ao WC. Resmas de mulheres que entraram pelo WC dos homens dentro, fugindo ao primeiro contacto com a louça branca do mictório. Resmas de homens desconfiados hesitavam à entrada. Finda a reunião, hora do almoço, a pressa para regressar a minha própria instituição fintava-me o prazer de almoçar à patrão num restaurante da zona. Solução de recurso: o McDonald’s. Encontrei a placa numa rotunda já à saída da cidade. Não tinha nada que enganar. Mas teve. Era a única placa, pois, no sentido para onde apontava, não havia mais nenhuma placa, nem o próprio McDonald’s. Após séculos de experiência em aceder a restaurantes saudáveis desta cadeia, já desde a década de oitenta, esta foi a primeira vez que não consegui chegar a vias de facto logo à primeira. Aliás, nem à primeira, nem à segunda, nem às outras. Evaporou-se. Compreensível, numa cidade onde as ruas não têm placa, os WC’s não têm placa… a placa do McDonald’s não tem restaurante. Valeu-me a Covilhã, cidade de verdade, com placas e conteúdos respectivos. pickwick

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