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Arautos do Estendal

Ela, do alto das suas esbeltas e intrigantes pernas, veio caminhando quintal abaixo até ao estendal, dependurando a toalha onde, minutos antes, tinha limpo as últimas gotas de água. O Arauto viu, porque o Arauto estava lá. E tocou a trombeta.

Ela, do alto das suas esbeltas e intrigantes pernas, veio caminhando quintal abaixo até ao estendal, dependurando a toalha onde, minutos antes, tinha limpo as últimas gotas de água. O Arauto viu, porque o Arauto estava lá. E tocou a trombeta.

Arautos do Estendal

10
Ago06

Sonho

riverfl0w
Lisboa, 2 da manhã. Dirijo-me para a estação de metro dos Anjos, quando reparo que houve um acidente enorme na Avenida Almirante Reis. Curiosamente, estava apenas um carro envolvido, mas imensos sem-abrigo tinham sido atropelados e todos tinham perdido metade da perna esquerda. Ainda mais curioso, os cotos saravam em questão de segundos. Não me alongo muito em observações, enquanto me continuo a dirigir para as escadas do metro. Aparentemente o túnel de acesso só dá para passar uma pessoa de cada vez, o que forma uma fila dantesca de aleijados a avançar de canadianas e andarilhos metro adentro. Eu estou muito bem vestido, se me recordo. Finalmente chego a uma zona mais larga, e começo a ultrapassar a filinha indiana. Estou atrasado para chegar a qualquer lado. Cruzo-me com um sujeito em passo acelerado, que tem o braço direito do tamanho do corpo todo, de tal modo que só usa uma canadiana - do lado esquerdo – e usa o braço gigante para se apoiar no chão. Quando passo por ele, fita-me com os olhos brilhantes e pergunta, triunfante: “Puto, já te prostituíste?”.

Nota: Paga-se em chocolates belgas a quem apresentar a melhor interpretação onoríca, desde que não se incluam as palavras “falta”, “de” e “sexo” na mesma frase. riverfl0w

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