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Sexta-feira, 19 de Outubro de 2007
A revolta dos monges
Um dos leitores e amigos deste blog, solicitou-me recentemente que abordasse o delicado tema dos monges na Birmânia. É um tema que me toca pessoalmente, pois, tal como para tantos outros problemas, tenho na algibeira a pronta solução. Não tenho acompanhado o tema, confesso, pois continuo apaixonado pelas notícias nacionais, suficientemente bombásticas e patéticas para tornar insignificantes quaisquer tragédias além fronteiras. Devo dizer que sempre gostei de monges. Deve ser daquelas centenas filmes de Kung Fu que vi na juventude, originais, sem legendas em português, que metiam obrigatoriamente monges voadores e muita pancadaria. Na altura, ia nos meus dezassete anos, ainda dei dois dedos de conversa com o avô de um amigo meu, obviamente chinês, que tinha feito escola no mítico Templo de Shao Lin. O meu interesse era ele dedicar o seu tempo livre a treinar-me na mortal arte do Kung Fu. Depois da conversinha, percebi que aquele não poderia ser o meu destino, completamente incompatível com o tempo que eu necessitava para andar a esperar as miúdas chinesas à saída dos colégios, perseguindo-as por ruelas estreitas, embora incapaz de meter conversa ou sequer piscar o olho. Enfim. Isto tudo só para explicar que gosto muito de monges. E é por gostar que tenho a solução para o problema. É uma solução rápida e musculada, porque os monges são fulanos muito ocupados e não podem andar a perder tempo com mariquices. A solução passa por uma questão de álgebra. Vejamos. Consideremos que existem X militares que vivem a junta militar que governa o país. Vivem, vestindo a camisola, entenda-se. Consideremos que Z=X+Y é o número de militares do país, sendo Y o número de militares que obedecem às ordens contrafeitos. As nações, unidas (não confundir com Nações Unidas), unem esforços para colocar no terreno uma força militar de W=5Z homens, garantindo a mesma proporção no respeitante ao poder de fogo. Numa invasão instantânea, isto é, W homens a entrarem no país no mesmo instante, os Z militares são perseguidos e capturados, sem dó nem piedade, sendo que toda e qualquer resistência é respondida com fuzilamento imediato. A operação não deverá demorar mais de cinco dias. Os monges, livres da opressão das botas militares, encarregam-se de promover e acompanhar eleições livres e justas. Quanto aos E=Z-M militares capturados, em que M representa os militares que ofereceram resistência e que, por isso, foram fuzilados, serão divididos em dois grupos. O primeiro grupo, composto por A=2*E/10 militares, é enviado para um centro de reconversão, cujos edifícios serão construídos e mantidos pelos próprios, que se destinará à produção de alimentos e bens essenciais para o povo do país. Por lá ficarão, em prisão perpétua, dedicando o resto das suas vidas a trabalhar para o país e para o povo, gratuitamente. Quanto ao outro grupo, com B=8*E/10 militares, substancialmente maior, é enviado para o coração de África, para um país fértil, como Angola, onde os militares farão o mesmo que os seus amigos que ficaram na Birmânia. Os alimentos e bens produzidos serão uma garantia para os povos africanos que vivem de migalhas sangrentas dos seus próprios senhores. Os dois centros serão autónomos e sustentados, pois tudo o que necessitam será produzido por lá. As esposas dos militares poderão optar entre partilhar a sorte dos maridos ou recomeçarem uma vida nova. Não se captura um tigre-comedor-de-homens com festinhas e broas-de-mel. Não se mata a peste negra com um golinho de água do Luso. Já agora, alguém sabe se na Birmânia há mulheres no exército? São giras? Em Israel há muitas, mas tenho ideia de que são pouco cuidadas com a alimentação e o exercício físico. Eu tenho um fetiche com mulheres fardadas. Ficam quase todas giras. Hoje estive a ler um livro em que se falava sobre as Amazonas, essas mulheres-guerreiras misteriosas, que cortavam uma das mamas para poderem disparar o arco ou lançar a zagaia com maior facilidade. Só estavam com homens para procriarem e os bebés do sexo masculino eram mortos ou dados aos pais. Ficam automaticamente arredadas do círculo das minhas preferências, pois uma mulher que corta uma das mamas por questões técnicas, não pode ser boa pessoa: não gosta que um homem lhe apalpe as duas mamas ao mesmo tempo, não gosta que uma mulher lhe apalpe as mamas ao mesmo tempo – logo nem sequer é lésbica, e também não irá gostar que um homem lhe apalpe uma mama enquanto uma mulher lhe apalpa a outra, fazendo com que também não seja bissexual. Ora, assim sendo, nem se pode chamar mulher. Será qualquer coisa como um mamífero-frígido-mamo-deficiente. Os monges, ao menos, apenas se recusam coiso e tal, não precisam de andar a cortar a pila ou trucidar os testículos. Acho eu! Alguém sabe? pickwick
publicado por pickwick às 00:10
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