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Quarta-feira, 26 de Setembro de 2007
O poder da queca
(comentário político… isento, imparcial, apartidário e sem cebola) 
Notícia:

O Tribunal de Relação de Coimbra atribuiu a custódia da pequena Esmeralda ao pai biológico, Baltazar Nunes, no âmbito do processo de regulação do poder paternal que o opunha ao casal que tinha a menor à sua guarda. A decisão será hoje enviada às partes envolvidas no processo.”

Eu até gostava de me pronunciar sobre casos mediáticos, como o da menina Esmeralda, que não conheço, e da menina Madalena, que também não conheço. Gostava, mas evito. No entanto, há algo nesta notícia que me espanta, mas não deveria espantar. Não tem que ver com a própria Esmeralda, coitada, que não conheço, nem com os adultos envolvidos na palhaçada em que a coisa toda virou, às custas de jornalistas ávidos de qualquer porcaria que possa ser publicado e, de preferência, que possa assanhar e estragar a vida de alguém. E, também, às custas do ser humano parolo e pobre de espírito que habita no corpo e mente de oitenta por cento dos portugueses. Tem que ver, isso sim, com o poder da queca. Ah pois é! É que, quando falamos de um “pai biológico”, estamos a falar, precisamente, do poder da queca. O amigo Baltazar, que, mesmo sem o conhecer, aparenta ser um bandalho equiparado a chimpanzé, deu um dia uma queca, limpou-se ao guardanapo e meteu-se ao fresco. Os pormenores não interessam. O facto é que deu uma queca e engravidou a moçoila que viria a parir a Esmeralda. Todos nós, rapazes bem dispostos, gostamos de dar uma queca. Dá saúde e proporciona bem estar. Eventualmente, essa queca pode transformar-nos em pais biológicos. Se, depois, vamos ser pais ou não, isso não interessa. Pais biológicos somos logo à partida, mal a moçoila esvazie a barriga. É impressionante! O poder da queca, no entanto, revela-se ainda mais impressionante quando surgem situações como esta, que envolve a menina Esmeralda, em que uma simples queca tem mais valor do que anos de amor, carinho e afecto. Não faz muito sentido. Imagine-se, o Baltazar, seboso, porcalhão, mal cheiroso e extremamente grosseiro, já a perder o tino depois de meia grade de Sagres, apanha a Aidida a jeito, rasga-lhe o saiote e zás!, penetra-a com a suavidade de um martelo pneumático a abrir caminho numa parede de cimento armado. Em dezoito segundos vêm-se dentro da Aidida, dá um arroto, chama nomes feios à rapariga, peida-se à valente, e atira o corpo nojento para cima de um colchão fedorento, adormecendo profundamente. A Aidida chora, coitada, por não lhe ter saído na rifa um rapaz decente e simpático. É a vida! Noutro mundo, à parte, mais adiante, um casal minimamente estável trata o fruto daquela queca da treta com todo o amor, carinho e afecto de que é capaz, como se uma sua filha se tratasse. Anos mais tarde, uma sua excelência da treta mete nos pratos da balança a queca, num, e o amor e o carinho, no outro. Com um estrondo fantástico, o prato da queca estatela-se na mesa, com evidente supremacia de peso. Amor, carinho, afecto? Pffff… que é isso?, gente! Se deu a queca, isso é que conta! Isso é que vale. É o pai biológico e não se fala mais nisso! O amor e o carinho são banalidades, insignificâncias, parolices cor-de-rosa. Coisa de homem é dar a queca, engravidar a miúda, gritar ahhhhhhhh e bater os punhos no peito como o Tarzan! Baltazar, nós sabemos o que tu queres! Disfarças mal, é o que é. Queres uma pita em casa para lhe fazeres festinhas ao colinho, para… enfim… já ia para aqui começar a disparatar, mas não vale a pena. No meio disto tudo, só tenho pena de duas pessoas: a Esmeralda, coitada, que vai sofrer no corpo a tua doença mental e a tua preversão; e a sua excelência da treta que adulterou a medição da balança, pervertendo os valores mais básicos que nos distinguem dos animais bravios, sinal evidente de uma grande pobreza de espírito e de uma muito má formação pessoal. Esmeralda, se me estás a ler, cuidado: se o teu paizinho biológico começar a querer fazer-te festinhas, afinfa-lhe com um golpe de alicate universal nos testículos! Perde logo a vontade de querer ser homem. pickwick
publicado por pickwick às 22:06
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6 comentários:
De Zé da Burra do Alentejano a 27 de Setembro de 2007 às 11:26
Há muita gente que é da opinião de que a Esmeralda deve ficar com o casal que tomou conta dela até hoje e que nunca cumpriu as determinações do Tribunal de entregar a criança ao pai. Lembro que o pai da menina requereu a sua guarda logo três dias depois de ter tido conhecimento de que era realmente o pai. Tudo se tem infelizmente arrastado até agora.

Vou contar um história que qualquer pessoa se lembra:

A daquela menina raptada numa maternidade do Norte do país há cerca de um ano e cuja raptora está em prisão preventiva e a ser agora julgada pelo crime.

A criança estava bem tratada! Ninguém dúvida que a Sra desejou muito uma criança, tanto que correu o risco de ser descoberta (como aconteceu) e ser presa. Durante todo o tempo que tratou da menina certamente que desenvolveu por ela um sentimento de amor. Para aquela mulher, aquela criança era a sua menina.

Por outro lado, ninguém dúvida que para a menina, a Sra . que a raptou era a sua mãe, pois era a única que durante todo este tempo conheceu como mãe, tratou e brincou com ela e lhe deu carinho. Até nem compreende o que se está a passar: porque é que está longe da sua "mãe"?! Ao ser agora entregue a uma mulher que desconhece (a mãe biológica) a criança sofreu também um choque psicológico.

Conclusão:
Assim, se seguirmos o raciocínio das pessoas que acham que a Esmeralda deve ficar com o casal que há muitos anos não acata ordens do Tribunal (tudo em nome do superior interesse da criança), então a criança que foi objecto de rapto também deveria permanecer com a única mulher que reconhecia como mãe. Eu não concordo consigo!

Zé da Burra o Alentejano

De pickwick a 27 de Setembro de 2007 às 21:09
Caro Zé da Burra,
Não tem que concordar ou deixar de concordar com a minha opinião sobre a entrega da Esmeralda ao pai biológico. Não tem, porque a minha opinião não foi sobre essa decisão. Aliás, não tenho opinião sobre essa decisão, sequer. A minha opinião foi, simplesmente, sobre o evidente excesso de peso e direito que é dado pela lei a quem basicamente fecunda uma mulher. Não neste caso em particular, mas em todos no geral. É uma lei animalesca, onde predomina o animal selvagem e se despreza tudo o resto, especialmente o que deveria fazer de nós uma suposta sociedade evoluída. Obviamente que, para abordar o assunto, tal como faço com outros assuntos, sigo caminhos que, quando levados a sério por leitores sérios, dão lugar a interpretações que nada têm que ver com aquilo que penso. Este não é, claramente, um blog sério. Para leituras sérias, há outros blogs, muitos até. Seja como for, obrigado pelo esforço de ler o texto até ao fim. Volte sempre, pois é sempre bem vindo.
Cumprimentos.
De Anónimo a 27 de Setembro de 2007 às 11:32
Caro Zé,
Entre os dois casos há apenas uma PEQUENA diferença: a esmeralda tem cinco anos a outra criança tem meia dúzia de meses!
A Esmeralda já criou os vínculos afectivos que vão determinar aquilo que ela é no futuro.
Sinceramente parece-me pouco importante se quem tem razão são os pais adoptivos ou o biológico. Aqui quem tem de ter razão é a criança. A não ser que exista uma mais valia evidente na entrega da pequena ao pai biológico não vejo qualquer interesse em a retirar aos pais adoptivos. Que se promova a possibilidade do Baltazar contactar com a criança, com certeza, mas que se ponham os interesses da menina antes de tudo.
Afinal há alguns de nós que se recordam bem de casos anteriores de crianças entregues aos "verdadeiros" pais e que neste momento já estão mortas!
De Zé da Burra o Alentejano a 27 de Setembro de 2007 às 12:03
1.º) Insiste en chamar "PAIS" ao casal que tem tido a guarda de criança, mas eles nunca tiveram a adopção.

2.) Não têm acatado durante muitos anos as ordens do Tribunal, daí a terem passado cinco anos;

3.º) Se este casal tivesse olhado ao interesse da criança teria acatado de imediato a ordem do Tribunal e teria entregue a criança ao pai e não teria deixado passar todos estes anos porque sabia que passando mais anos o trauma seria maior;

4.º) Qualquer criança está sujeito a um drama semelhante e de repente deixar os seus pais e passar a viver com outras pessoas: poderia referir várias maneiras, mas refiro apenas uma: por exemplo se os pais forem vítimas de um acidente de automóvel e ambos morrerem.

5.º) Com o passar do tempo a Esmeralda compreenderá a situação e informação não lhe vai faltar. Será que vai perdoar àquele casal o facto de a ter mantido sob rapto, evitando com isso que tivesse vivido com o seu pai (biológico).

CONCLUSÃO:
A CULPA DA MENINA TER CINCO ANOS E AINDA NÃO TER SIDO ENTREGUE AO PAI TEM DOIS CULPADOS:
A MOROSIDADE DA JUSTIÇA PORTUGUESA E O CASAL QUE MANTEVE A CRIANÇA CONTRA A ORDEM JUDICIAL.
De 3picuinhas a 28 de Setembro de 2007 às 11:23
Caro Zé,
Volto a repetir que me preocupa pouco o que pensam os "pais" e o pai biológico, aflige-me a criança (até porque tenho uma da mesma idade e consigo imaginar o que ela sentiria!).
Relativamente ao seu ponto 4 a única coisa que lhe posso dizer é que numa situação dessas não é possível "emendar a mão", a não ser que acredite em reencarnações. Não é o meu caso.
Quanto ao resto não comento, digo-lhe apenas que a única que não tem culpa de nada é a garota, mas é a que vai pagar a factura. E tudo isto apenas porque o Estado, pais adoptivos, pai biológico, estão mais interessados em saber quem é o "dono da razão" do que com o bem estar da menor. Sugiro o mesmo que sugeri no meu blogue: a sentença de Salomão - corte-se ao meio e dê-se metade a cada um!
De Zé da Burra o Alentejano a 15 de Outubro de 2007 às 13:59
Qual é a lei que me dá o direito a ficar com uma criança ao fim de cinco anos de rapto (a qual recuso a entreguar ao(s) pai(s) mesmo na sequência da ordem de um Tribunal?)

T'ará tudo "gosso" ou ainda andamos perdidos mais de 30 anos depois do 25 de Abril?


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