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Sábado, 26 de Agosto de 2006
Os mistérios dos céus
De regresso à civilização virtual das teias de aranha, fui abordado por uma das leitoras deste blog, que teve a delicadeza de me confidenciar o conteúdo de uma conversa privada com o seu filhote, menor de idade, na esplanada de um determinado estabelecimento de venda de bebidas, com uma espantosa vista para o rio Tejo. Foi, sensivelmente, assim:
(…)
Filhote - Mamã, se eu estivesse a almoçar contigo lá em cima, no 1º andar, podia empoleirar-me ali, no gradeamento, e caía e explodia a minha cabeça.
Sino de Mafra - Sim, amor, mas depois a mamã ficava sem filho… e ficava triste.
Filhote - Pois, porque eu morria, não é?
Sino de Mafra - Sim, amor, tu morrias e a mamã ficava sem filho.
Filhote - E depois?
Sino de Mafra - E depois, o quê, Aristóteles (nome de código)?
Filhote - E depois tu tinhas que me arranjar…
Sino de Mafra - Ó amor, as pessoas, quando morrem, vão para o céu. Não podem ser arranjadas.
Filhote - Para o céu? Assim como os extraterrestres?
(…)
Comentava comigo esta leitora e mamã: “Realmente, que parvoíce, porque dizemos nós às crianças que quem morre vai para o céu? E explicar isto? Ele tem sempre mais uma pergunta. Não é fácil.”
Claro que é fácil. Primeiro que tudo, o educador tem que distinguir imediatamente o nível da conversa que se aproxima. Neste caso, a mamã não deveria responder que ah e tal, sim e não sei mais o quê. Ao ser questionada sobre quedas e explosões de cabeças, a resposta a dar deverá ser por aí nivelada. Qualquer coisa do género: “Não, amor, não necessariamente! Se caíres com os dentes para a frente, estes podem amortecer-te a queda e sairás ileso, apenas com umas lascas de esmalte a menos.”
Depois, nunca se deve confirmar a uma criança que, se ela morrer, a respectiva mamã ficará sem um filho. Dar este tipo de conversas, apenas está a contribuir para que a criança desenvolva interiormente uma tendência para a chantagem barata. Mais tarde, ou mais cedo, virá o dia em que a mamã será pressionada de forma impiedosa e súbita: “mamã, ou me compras um iPod com PlayStation integrada e capacidade para acoplar uma sanita descartável, ou atiro-me da banheira abaixo e ficas sem filho.”
Nunca, jamais em tempo algum, se explica a uma criança que as pessoas, quando morrem, vão para o céu. Isso é uma conclusão a que elas devem chegar, por si próprias, em tempo próprio, nem que, por essa altura, já tenham carta de condução de pesados. Antes, deve abrir-se a possibilidade de, após uma queda, ser possível o arranjo. O arranjo é a mãe do engenho e o pai da habilidade. É para isso que há médicos ortopedistas e dentistas, parafusos de titânio e próteses dentárias. Aproveita-se a ocasião e explica-se o que são paraplégicos, tetraplégicos e outras coisas acabadas em “gicos”. Pode, eventualmente, simular-se a dor provocada por uma reles luxação num ombro, aplicando um alicate de pontas em cima da respectiva articulação. Mas nada de céu. O céu é, por enquanto, para os pássaros, os aviões e os pára-quedas. Por fim, os extraterrestres. Ora, é conveniente não deixar passar em branco esta situação.
Quando a criança falar em extraterrestres, o educador, ou a mamã, deve aproveitar para, imediatamente, explicar que os extraterrestres são como as pizzas de extraqueijo ou extracebola. Portanto, são pessoas, como outras quaisquer, com uma camada extra de terra em cima, ou seja, todos porcos, todos badalhocos, eventualmente enlameados. Mas, atenção: não deixar a criança confundir com os mortos, que também têm muita terra em cima. Então, com simplicidade e naturalidade, a criança perceberá que os humanos sujos de terra não têm hipótese de levantar voo e irem para o céu. É uma questão básica de lastro. A mamã estará a contribuir, de forma positiva, para fazer crescer, daquela criança, um cidadão esclarecido e conhecedor do mundo que o rodeia, capaz de tratar por “tu” a Física e a Medicina. pickwick
publicado por riverfl0w às 01:13
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