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Arautos do Estendal

Ela, do alto das suas esbeltas e intrigantes pernas, veio caminhando quintal abaixo até ao estendal, dependurando a toalha onde, minutos antes, tinha limpo as últimas gotas de água. O Arauto viu, porque o Arauto estava lá. E tocou a trombeta.

Ela, do alto das suas esbeltas e intrigantes pernas, veio caminhando quintal abaixo até ao estendal, dependurando a toalha onde, minutos antes, tinha limpo as últimas gotas de água. O Arauto viu, porque o Arauto estava lá. E tocou a trombeta.

Arautos do Estendal

16
Jun07

Medo… muito medo…

pickwick

De repentemente (como diria o poeta), este pacato blog viu-se invadido por centenas de visitantes. Eu gosto de visitantes. E de visitantas. Mas… 1200 num dia? Isto não é normal… Aliás, para além de não ser normal, é perigoso. Muito perigoso. É uma questão básica de matemática que dita ser, agora, maior a probabilidade de uma das visitas ser (medo… muito medo…) protagonista de um qualquer post do blog! Isto de um gajo se meter a escrever num blog aconteceu com a premissa do anonimato, na parte que me toca. Anonimato, para poder escrever sem constrangimentos. Escrever sem correr o risco de ser esbofeteado em pleno Pingo Doce depois de, no dia anterior, ter divagado neste blog sobre os atributos da menina da caixa 3. Escrever sem correr o risco de ser empurrado escadas abaixo por uma colega de trabalho sobre cujo excesso de chicha teria dissertado neste blog. Escrever sem correr o risco de a minha mãezinha, que sempre se preocupou em me proporcionar uma boa educação e formação moral, ter um ataque fulminante depois de ler umas passagens deste blog. Agora, tudo se torna perigoso. Já há quem se ria de mim: ah e tal, agora é que vais ser apanhado! Mais: calhou descobrir, com os meios técnicos à disposição, que pelo menos uma das visitas de ontem a este blog vive na mesma aldeia que eu, plantada à beira da Serra da Estrela. Aliás, eu devia deixar de falar em serras, em aldeias, ou no que quer que seja que possa identificar-me geograficamente. Podia começar a falar brasileiro ou alentejano. Mas, na escrita não se nota, pois não? Gaita! E crioulo? E mandarim? A sorte, a grande sorte, é que, aqui, nesta aldeia, devo conhecer um máximo de dez pessoas, com as quais tenho conversas que não ultrapassam o máximo de dez frases, sendo que, na maior parte dos casos, resume-se a uma frase única com um máximo de dez palavras. No entanto, há a ter em consideração que esta é uma aldeia portuguesa. E, para quem não sabe, nas aldeias portuguesas ocorre um fenómeno sociológico digno de nota, em que, por cada pessoa que conhecemos, há outras dez que nos conhecem sem nós o sabermos. Portanto, já posso apontar para umas cem pessoas que me conhecem e das quais posso ser alvo fácil ao passar na rua… ah e tal, lá vai o gajo do blog, que diz mal das gajas que não sei quê… Sacana… Ó ordinário!!! O meu irmão quando ler aquilo vai-te às trombas!!! Vais ver! Medo… muito medo… Agora, sim, bebo da mesma fonte de onde bebem todos os que temem a globalização! Por falar em medo… estava aqui a escrever e o cérebro a fazer contas de cabeça às pessoas que conheço aqui. Isto não está a correr nada bem. Quais dez? Dez foram, assim contas rápidas com um olho fechado e o outro tapado, as gajas da aldeia que protagonizaram posts neste blog. Contas por baixo! Estou tramado! E as colegas de trabalho? Ui! Nem com o posto de vice-patrão escapo a ficar com o carro em cima de quatro tijolos e a antena feita num oito. Medo! E se tentasse inverter o descalabro e salvar o coiro? Ah e tal, o que interessa é a beleza por dentro, as pregas de banha a cair por fora do cinto das calças não são mais do que o sinal claro e evidente de um coração de oiro e uma simpatia infindável. Dentes podres, enegrecidos ou em forma de pá são sinal inequívoco de uma preocupação de vida para com os outros e uma capacidade infinita de amar. Mau hálito? Pormenor insignificante! Queixada saliente ou tábua rasa? Pormenor secundário! Duzentos quilos? Pormenor! Pêlos negros e fartos no peito? Pormenor! Parvoíce constante e enorme pobreza de espírito? Pormenor! Asneirenta e badalhoca? Pormenor! Grita, chora, guincha e só dá vontade de lhe pregar com uma tábua de eucalipto na bochecha? Pormenor! Feia, feia, feia, mas muito, muito, muito feia? Pormenor! Por falar em pormenores, ainda não consegui perceber por que motivo a Paulinha não cuida daqueles dentes meio apodrecidos, que lhe ficam tão mal, justamente agora que conseguiu perder uns quilos - sem reduzir o peito - e ficar com um aspecto melhorzinho, embora pudesse também fazer uma… Ups!... pickwick

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