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Arautos do Estendal

Ela, do alto das suas esbeltas e intrigantes pernas, veio caminhando quintal abaixo até ao estendal, dependurando a toalha onde, minutos antes, tinha limpo as últimas gotas de água. O Arauto viu, porque o Arauto estava lá. E tocou a trombeta.

Ela, do alto das suas esbeltas e intrigantes pernas, veio caminhando quintal abaixo até ao estendal, dependurando a toalha onde, minutos antes, tinha limpo as últimas gotas de água. O Arauto viu, porque o Arauto estava lá. E tocou a trombeta.

Arautos do Estendal

29
Ago06

Chicken piri piri - 3

riverfl0w
Não se pode falar de Algarve, ou chicken piri piri, sem falar em mulheres. Gajas, portanto. Das 7846 mulheres que tive a delicadeza de apreciar, durante a minha estadia, apenas 12 estavam em conformidade com a generalidade dos requisitos a preencher para a promoção a comestível. Uma das 12 era, precisamente, a minha companheira, sorte a minha, o que faz com que sobrem apenas 11 das 7845 que foram alvo da avaliação. Para os mais letrados, isto corresponde a uns míseros 0,14 %. Ou seja, estamos em crise. Os alertas deixados neste blog, de forma construtiva, ao longo dos meses e anos da sua existência, parecem não ter dado os frutos desejados. Elas estão cada vez mais descuidadas, mais balofas e mais ordinárias. Está mal. Está muito mal. Entre as estrangeiras, encontramos do melhor e do pior. As piores são, de facto, as baleias. Designa-se por “baleia” um exemplar do sexo feminino cujas dimensões ultrapassam o sobrenatural. Em termos de medidas, num banco de trás de um espaçoso Mercedes, apenas cabem duas, muito apertadinhas. Conseguem ter muito mau gosto, usando bikinis e até, pasme-se, fazendo topless em locais públicos, aterrorizando as criancinhas e tirando o apetite aos apreciadores de peitos de frango. Instaurei um concurso para a Maior Baleia, anonimamente, claro, tendo ganho uma estrangeira que passava o dia esparramada em cima de uma pobre espreguiçadeira de plástico barato, sendo que as pregas das banhas caídas lateralmente quase chegavam à relva do chão. Ah! E, ainda por cima, desapertava o bikini, para bronzear o costado e ficar ainda mais sexy não sei para quem. Fui sabiamente alertado para o fenómeno das 18h30, entre as inglesas. Por volta dessa hora, recolhem aos quartos e apartamentos, onde dedicam um tempo desconhecido a transformarem-se nas gatas da noite, empapando-se em maquilhagens, ensopando os sovacos com perfumes, aperaltando-se com as melhores roupas e sapatos. Findo o tempo desconhecido, invadem as ruas, empestando os ares com aqueles perfumes misturados com a segregação das glândulas sudoríparas. Por essa hora, os transeuntes dividem-se em dois tipos: a gente aparentemente normal, de chinelos e calções; e as inglesas aperaltadas, como se fossem para uma cerimónia dos Óscares. Muito foleiro, anote-se. Bem, aparte estes pormenores culturais, passemos aos pormenores antropológicos. Com tantos ginásios, com tantos areais, com tantas escadas, com tantos nutricionistas e dietistas e outros curandeiros acabados em “istas”, não era já tempo de as mulheres andarem todas por aí com um corpinho elegante e firme? Não havia necessidade de se passearem pela rua com uma vergonhosa camada de celulite agarrada às coxas e nádegas. Já inventaram os soutiens milagrosos, que transformam seios-até-ao-umbigo em seios-quase-a-bater-nos-queixos. O que é que a ciência espera para combater de vez esse cisco no olho do homem chamado celulite, vencendo-o sem piedade? pickwick

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