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Arautos do Estendal

Ela, do alto das suas esbeltas e intrigantes pernas, veio caminhando quintal abaixo até ao estendal, dependurando a toalha onde, minutos antes, tinha limpo as últimas gotas de água. O Arauto viu, porque o Arauto estava lá. E tocou a trombeta.

Ela, do alto das suas esbeltas e intrigantes pernas, veio caminhando quintal abaixo até ao estendal, dependurando a toalha onde, minutos antes, tinha limpo as últimas gotas de água. O Arauto viu, porque o Arauto estava lá. E tocou a trombeta.

Arautos do Estendal

05
Abr07

Os guinchos da Lulu

pickwick

Foi ontem que recebi um daqueles e-mails fantásticos que nos transportam para outra dimensão, mas tudo em território nacional. Dizia assim:

“Santa Maria da Feira, 10 de Março de 2007 - Corta-mato Nacional do Desporto Escolar. Tendo esgotado a bateria da câmara de vídeo, não me foi possível filmar o espectacular momento em que Maria de Lurdes Rodrigues, subindo à zona do podium para entregar as medalhas dos Juvenis masculinos, após sucessivos assobios e apupos por parte dos alunos e professores presentes, gaguejando e tremendo-lhe a voz, agarra no micro e faz o brilhante discurso, que, aproximadamente cito: " U-uuuuuu-uuuuuu-uuuuu! Eu também faço e faço mais alto que vocês!"

(Esclarecimento breve: Maria de Lurdes Rodrigues, também conhecida por Lulu, Milu ou Sinistra, é, presentemente, uma das ministras do governo do camarada Sócrates, concretamente cabendo-lhe o pelouro da educação.)

Como não poderia deixar de ser, a obra cinematográfica acabou por ir parar ao sítio do costume: o Youtube! A não perder: http://www.youtube.com/watch?v=AnAMxj59BL0

Bom, eu nem sei o que dizer… Esta mulher, a quem não quero chamar gaja porque a tal me obriga a boa educação, ocupa uma posição na sociedade que a devia obrigar a reprimir alguns impulsos básicos dos animais, tais como ladrar, uivar, miar, ganir, zurrar, ou guinchar. Devia, mas não obrigou. Assim sendo, temos uma ministra portuguesa a responder aos apupos dos alunos com guinchos. Huuuu?! Oh mulher, há falta de espelhos em casa? Custa-me perceber pessoas como esta. Então e se um dos presentes se lembrasse de mandá-la para onde o sol não brilha e cheira mal? Ela responderia também com uma grande “carvalhada”? Ah e tal eu consigo dizer uma asneira ainda mais feia do que vocês! Nha nha nha nha! Mas isto é o quê? Como é possível que uma ministra se apresente em público a fazer a figura hilariante de uma feirante a vender lençóis de flanela e cobertores eléctricos depois de uma noitada na discoteca da cueca-preta?! O que é aquilo? Algum espectáculo de uma cantora pimba fora de prazo a solicitar frustrantemente a participação do público que foi ali para ver outra coisa qualquer?! E vergonha, não há? E saber estar em público, não sabe? E porque é que pega no microfone daquela maneira tão… tão… pimba? Só lhe faltou começar a saltitar o microfone de uma mão para a outra, qual Marco Paulo em versão feminina e ainda mais pimba! Peço desculpa. O Marco Paulo não é pimba. Bom, a gente pode não gostar do homem e das suas canções, mas há que dar a mão à palmatória e reconhecer que se trata de um bom profissional, um homem do espectáculo por natureza, e que leva a sério a sua profissão e a sua arte. Quando à Lulu, depois de ver esta figura, não consigo evitar julgá-la por uma tabela muito baixa, sem qualquer dignidade e sem qualquer profissionalismo. Os políticos são como são e a malta já sabe o que a casa gasta. Pondo de lado as questões de competência profissional, há os que sabem estar e os que não sabem estar. Há os que se comportam com menos dignidade que um carroceiro emborrachado e estatelado no chão do alpendre de uma tasca de aldeia, e há os que são quase irrepreensíveis nas suas posturas, não fossem as motivações obscuras que os movem. Esta senhora, como está provado, pertence à classe dos carroceiros emborrachados. Se um carroceiro com os copos subisse àquele palco e guinchasse “uuuuuuuu”, eu até compreendia, pronto, pouca formação, ambiente de trabalho à base de mulas e esterco, etc. Era uma figura triste, na mesma, mas era, de algum modo, desculpável. No caso presente, estamos a falar de uma senhora que é ministra, com licenciatura e doutoramento. Não se compreende. Aliás, compreende-se: estamos a descer mesmo muito abaixo! Para termos uma ministra que se comporta como um carroceiro, é porque estamos quase a bater no fundo do poço. Ao menos que fosse elegante ou loira ou menos feia ou usasse mini-saia, para não ser tudo tão negativo… Ok, pronto, mini-saia, não. pickwick

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