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Arautos do Estendal

Ela, do alto das suas esbeltas e intrigantes pernas, veio caminhando quintal abaixo até ao estendal, dependurando a toalha onde, minutos antes, tinha limpo as últimas gotas de água. O Arauto viu, porque o Arauto estava lá. E tocou a trombeta.

Ela, do alto das suas esbeltas e intrigantes pernas, veio caminhando quintal abaixo até ao estendal, dependurando a toalha onde, minutos antes, tinha limpo as últimas gotas de água. O Arauto viu, porque o Arauto estava lá. E tocou a trombeta.

Arautos do Estendal

17
Dez06

Natal, maminhas e outros disparates

pickwick

Estou a ganhar gosto por esta elaborada técnica de escrever por partes e usar pontos e meter números e ah e tal que até pareço um daqueles engenheiros que ganham 18 mil euros por mês a coçar a micose por baixo da mesa. Adiante.

1. Cantorias de Natal

Afinal, correram menos mal as cantorias de Natal. O povo trepou para cima do palco, perante uma assistência atónita e sob a batuta de um entusiasmado maestro. A plenos pulmões, ah e tal um bom natal e não sei quê. Correu bem. Algumas colegas esconderam-se atrás de mim, sendo que eu já me tinha escondido atrás de outras colegas. Sim, no palco só estavam dois gajos: eu e o fotógrafo da festa. O resto, meus amigos, era um mar de gajas esganiçadas. A Ana, que estava à minha frente, segurava um papel com a letra da música, mas estava a achar tanta graça à cantoria que não parava de saltitar, tornando a leitura da letra da canção uma tarefa impossível. Azar! Ainda íamos na segunda quadra, quando a Isaura - uma colega dos seus cinquenta anos que tem um problema de dicção e fala como se tivesse metade da língua agrafada a um dos beiços – pára de cantar e segura-me o braço: ai, o colega canta muito bem! Teoricamente, isto deveria fazer bem ao ego. Certo? Mas eu não gosto de elogios destes, por vários motivos: a) a elogiadora é balofa e feia, embora muito simpática; b) não se interrompe uma cantoria de Natal para dizer coisas destas, seja a quem for; c) é foleiro tentar elogiar um gajo que canta (ou guincha) com voz de rádio de válvulas avariado.

2. Um toque de mamas

A Maria desenvolveu uma nova técnica de contacto com os seus colegas masculinos. Já não dá palmadinhas no peito dos colegas, mas, antes, encosta os seus peitos aos colegas masculinos. Não queria dizer “esfrega”, para não ser muito brejeiro, mas, na realidade, é o verbo que melhor se adequa à situação. Esta técnica, secular, é usada por um sem-número de mulheres e miúdas, com um objectivo ainda por definir em concreto, sendo que o mais provável é tratar-se de um desarranjo hormonal temporário. Deve fazer algum efeito tipo bomba de encher pneus: por cada encosto, a mama é pressionada e há um fluxo de energia positiva que sobe pelo corpo da mulher até aos miolos, dando-lhe uma sensação de renovação da bateria de hormonas. Sei lá, qualquer coisa assim. Nunca percebi muito bem.

3. Gatos

Afinal, ao que parece, continuo alérgico a gatos. E gatas. Daquelas com pêlos e bigodes, que deixam croquetes em caixas de areia. Esta cena das alergias é uma mariquice que bem que poderia ir passear para outras paragens, não? Chiça!

4. Joana das Tostas

O mistério da foto da Joana das Tostas (nome de código) está cada vez mais misterioso. A menina em causa contactou-me por via oficial, como manda o preceito, espicaçando-me com o anúncio de que a sua foto se encontra no seu blog, embora seja preciso olhar com atenção. Ora, já revirei o blog dela e mais uns quantos que vieram por arrasto e não encontrei nada do que pretendia. Como se isso não bastasse, a Joana dirigiu-se a mim nos termos mais educados, respeitosos e formais que se poderiam encontrar em 2006. Foi muito simpático da parte dela, sim, mas um gajo até sente um arrepio na espinha ao ser tratado assim, por você, com formalidade. Joana, conseguiste intimidar-me. Parabéns!

5. Barba Negra

Ah pois é. Fui ao cinema, em casa. DVD, portanto. À falta de outra porcaria, trouxe a porcaria do “Barba Negra”. Podia dar-me para pior, eu sei, mas fiquei por aqui, com o mais foleiro filme de piratas que podia existir. Piratas que ficam muito chateados mas demoram quase dois meses para tirar a espada da bainha e trespassar o inimigo. Barcos que num segundo têm uma vela içada e no segundo seguinte, noutro ângulo, já têm oito velas içadas. Cenas marítimas em alto mar filmadas numa zona com um metro de água de profundidade. Enfim. Eu devia ter vergonha.

6. Alfa Pendular

É fixe andar de comboio. Especialmente no Alfa Pendular. Há mulheres com camisolas curtinhas que ficam com a pele sedosa toda à mostra, desde o diafragma até à bacia, quando vão mexer nas bagagens lá em cima. Há televisão a bordo! Há comando eléctrico do cortinado. Há hospedeira de bordo com carrinho cheio de comida. Há velhotes desdentados a ressonarem em estéreo. Há estribo para os pés. E tem que haver dinheiro para pagar o balúrdio do bilhete! Sacanas!

7. Tags e outros fenómenos

Este fim-de-semana estive com o meu parceiro deste blog, que me interpelou, pela n-ésima vez, sobre a utilização de “tags” nos meus posts. Ainda não sei bem para que servem os “tags”, embora ele me tenha explicado que é por causa disso que temos tantas visitas no nosso blog e aparecemos em tantos motores de busca. Ora bolas. E eu a pensar que havia gente que lia este blog. Afinal, vêm cá parar por engano, somando nas estatísticas enganosas, dando ao pedal daqui para fora assim que descobrem que foram, eles próprios, enganados pelo motor de busca. Ainda assim, com “tags” ou sem eles, o nosso blog aparece em primeiro lugar no Google quando fazemos uma busca usando as seguintes palavrinhas mágicas: “maminhas cuequinhas Maria”. Estou orgulhoso! pickwick

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