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Terça-feira, 7 de Novembro de 2006
A gasolineira da cuequinha vermelha

Saí daqui em direcção ao rio, pela estrada nacional, e parei nas bombas de gasolina a meio do caminho. Costumo parar lá porque fica a caminho do trabalho e não tem filas de clientes. Aliás, tem mesmo poucos clientes, sendo que alguns apresentam-se com bastante mau aspecto na tasca respectiva, enfrascando-se com algo que não aparenta ser gasolina. Estas bombas de gasolina, para além dos clientes com mau aspecto, são caracterizadas pelo bonito facto de não haver homens a fazer atendimento. Nem a encher depósitos, nem a encher copos. Só mulheres! Bem, não é propriamente este um motivo em particular que me leva a abastecer ali com alguma frequência. Pode parecer, mas não é, ok? Para que não restem dúvidas, as mulheres que ali atendem adequam-se perfeitamente ao tipo de clientes que frequenta a tasca. Ok? Mas, hoje foi um dia diferente. Atendeu-me uma mocinha, très élégant, dos seus dezassete aninhos, mais coisa menos carapau, calças de ganga de cintura baixa, uma sweat decotada por cima de um top branco e quase um palmo de pele à mostra entre a cintura das calças e o início da sweat. À parte umas quantas borbulhas faciais, estava ali um exemplar feminino digno de todas as atenções. Enquanto a miúda vertia a gasolina para o depósito, saltou-me para o olho – como um cisco! – uma tira vermelha logo acima da cintura. À frente e atrás. Pois é! Era a cuequinha da menina da gasolineira, vermelhinha até mais não, a brotar que nem uma flor para fora da roupa. É bonito de ser ver e até provoca um sorriso malandro, mas não deixa de ser ordinário. Há locais para tudo e umas bombas de gasolina não é o local mais indicado para andar com um pedaço da cuequinha vermelha de fora da roupa, assim, a ver-se. Uma mulher em lingerie fica bem em casa, num sofá, mas numa praça de legumes fica foleira. Uma mulher nua fica bem na banheira, na cama, no sofá, mas na rua não passa de uma brejeirice. E uma menina com a cuequinha vermelha à vista fica bem em quase todo o lado, excepto ali, agarrada à mangueira da bomba. Certo? Seja como for, e porque cinquenta litros demoram o seu tempo a entrar para dentro de um depósito, aproveitei a ocasião para, disfarçadamente, apreciar em mais detalhe a nova funcionária em toda a plenitude do seu serviço. Ora, isto deve estar na moda, certamente, mas porque raio é que estas miúdas (e as graúdas também o fazem, as parolas) usam umas calças assim, apertadíssimas na cintura? A bem dizer, aquilo espreme-lhes a camadinha sexy de celulite que rapidamente invade a cintura, estragando, de todo, aquela linha curva das mulheres que as faz tão belas! Ou seja, a natureza planeou as coisas para que, visto de frente, a partir do umbigo (chamemos-lhe o ponto U), o corpo da mulher acompanhe harmoniosamente os ossos nas ancas, com delicadeza e suavidade, até atingir um extremo (chamemos-lhe o ponto V). Um excesso na limitação deste extremo leva à aparição tortuosa e incomodativa para o olho das chamadas “peidas”, mas isso é outra estória. Bom, depois deste extremo, no ponto V, o corpo volta a encolher, sempre em harmonia. A natureza encarregou-se, realmente, de fazer com que esta curva, que parte do ponto U, passa no ponto V e vai até ao joelho, seja uma curva única, perfeita, de fazer saltar os olhos das órbitas de qualquer apreciador. Ora, a menina da gasolineira com a cuequinha vermelha, estragou tudo isso. Aquela cintura apertada, como é usada por resmas e resmas e mais resmas de miúdas por esse país fora, espreme indelicadamente a linha entre o ponto U e o ponto V. Ou seja, a camada de celulite natural e sensual que cobre a linha, é empurrada para fora das calças, fazendo quase que um balão, mesmo acima da cintura. O que antes parecia uma camada natural, agora parece um balão nojento de celulite. A linha que antes fazia a forma de um “)“, agora tem o mau aspecto de um “3”, sendo que o balão de baixo é coberto por ganga e o balão de cima é em celulite comprimida. Francamente, nem o pedaço de cuequinha vermelha à vista ajuda a minimizar o estrago! Foleiro! Muito foleiro! Bem, depois de ficar enjoado com o pontapé na estética, restava a parte do tórax. A menina da cuequinha vermelha tinha um top branco, como já foi referido. No acto de pingar as últimas gotas de gasolina para o depósito, obrigando a uma inclinação do corpo, a pele branca dos seios contrastava com o peito bronzeado e o top branco. Ficava-lhe bem, não demasiado conservador, não demasiado ordinário, o necessário para perceber o que para ali ia. Como diria o poeta: “vieram as maminhas e salvaram a pátria”. Por falar em maminhas, hoje fui à papelaria mais sofisticada cá da terra, que por acaso até é uma papelaria mesmo sofisticada, até para uma grande cidade, descobri que a menina que lá trabalhava, já não trabalha. Nos tempos livres é treinadora de uma equipa feminina de um desporto qualquer, aqui na terra. Uma desportista, portanto. Ui!... Era uma menina morena, cabelo oleoso derivado do gel ou da pasta, dentuça de rato e sempre, sempre, sempre, mas sempre, com um muito, muito, muito, mas muito generoso decote, quase mal protegendo umas magníficas maminhas. Desculpem lá. Maminhas, não. Tenho que parar de usar esta palavra, que é tão brejeira e não dignifica as suas portadoras. Seios é que é. Seios! Magníficos seios! Portanto, a menina não trabalha lá mais. Em sua substituição, está outra menina, também nos seus vinte e poucos anos, muito conservadora. Saia no joelho, travada, de tecido clássico, camisola total, cabelo liso sem mistelas e uma aliança no dedo. E seios tímidos, tipo semi-bola de ténis. Será que os patrões já se aperceberam que vão passar a ter menos clientes? Se não se aperceberam, em breve vão chocar com essa realidade. Eu, por mim, fico com muita pena. Pelo andamento da coisa, vou passar a comprar mais gasolina e menos canetas! pickwick

publicado por pickwick às 23:10
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