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Quarta-feira, 1 de Novembro de 2006
Os finados, as loiras e as vaqueiras
Hoje foi dia de acorrer aos cemitérios. Eu até nem desgosto dos cemitérios, especialmente não sendo dia de enterro de alguém conhecido. O que vale é que conheço pouca gente que morra pelo caminho. É uma questão de seleccionar: nada de condutores de carroças, pilotos das vinte e quatro horas de Le Mans, suicidas compulsivos, pára-quedistas, acrobatas de arame, etc. Só gente saudável. Enfim. Acabei por também ir ao cemitério, com a minha mãezinha, e os meus tios, e mais uma enchente de gente que para lá foi distribuir e regar flores e outros adereços. Teoricamente, íamos só visitar a campa dos meus avós, mas a minha mãezinha e o meu tiozinho e a minha tiazinha não resistiram em visitar as campas de quase metade dos “habitantes” do cemitério, cumprimentando os vivos que por ali iam circulando, comentando os falecidos e as flores e os adereços. É como ir ao centro comercial e encontrar resmas de gente conhecida, ao virar de cada esquina ou em frente das montras. Ali era em frente das campas, mas o aspecto era o mesmo. Eu fui atrás, um pé à frente e outro atrás e olho na multidão, até porque cenas destas, só uma vez por ano. A minha mãezinha, às tantas, começou a ficar muito aflitinha. Cruzou-se com o viúvo de uma colega de escola falecida ainda há dois meses, esbarrou com a campa de um outro colega de escola que era muito divertido e contava muitas anedotas, e mais outro e ah e tal. Assim num sussurro, dizia-me no meio de uma aflição: ai, os meus colegas já foram todos… Enfim, e eu a responder: estás para aí com coisas, mas ainda vais andar para aí mais uns vinte anos… (eu sou mesmo optimista quando toca a idades, não sou?) Com o passeio turístico pelo cemitério, nem sequer escapou a gaveta (isto deve ter um nome técnico, mas para mim aquilo era uma simples gaveta) envidraçada de uma fulana que foi casada com um sobrinho de uma cunhada da minha tiazinha. A cunhada da minha tiazinha também por lá andava, no cemitério, e prestou-se a relembrar a história dessa fulana, que era casada com o sobrinho dela, mas que o deixou e juntou-se com um piloto e depois a fulana foi para uma das ilhas e o piloto ficou cá e depois ela andou lá metida com não sei quem e ela até era assim saída da casca. A cunhada da minha tia deu assim uns saltinhos esquisitos e fez uns trejeitos sugestivos, em vez de dizer que ela era saída da casca, mas o que ela queria mesmo dizer é que a fulana era saída da casca… galdéria, portanto! Bem, o piloto não gostou, foi ter com ela ou ela veio ter com ele e bang bang, matou-a com uma pistola. Já era uma fulana crescidinha, dos seus vintes. A gaveta dela é a mais vistosa de todo o cemitério, com uma foto quase em A3 a cores, ela com ar de come-todos e um monte de bonecas e peluches à volta da fotografia. Quem passa, até pára para olhar. A minha mãezinha e os meus tios quiseram ver o aspecto e andaram para trás e para a frente até encontrar a gaveta, mas não se dignaram reparar que, mesmo em frente, estavam umas pessoas, algumas sentadas em banquinhos de praia, de guarda, sendo que uma senhora tinha umas feições parecidíssimas com a fulana que levou o tiro. Assim tipo mãe. Eu, assim que topei o filme, passei ao largo, mas a minha mãezinha e os meus tios pararam mesmo em frente, com aqueles cochichos e ah e tal. Enfim. Está-lhes no sangue esta falta de discrição, não há nada a fazer. Mas, da multidão que invade o cemitério, há uma fatia que me impressiona profundamente. Já em anos anteriores tinha reparado, mas hoje dediquei-me a apreciar com maior detalhe. Essa fatia, são os ciganos. Resmas deles! Ó pá… Não há condições! Eles, ainda aparecem com um ar minimamente normal, tipo encontro recreativo de capangas, com ar de quem resolve tudo à facada e aos feijões, mas elas… Bom, elas abusam do mau gosto! A maior parte usa cabelo loiro e comprido, enquanto que a outra parte usa-o comprido e loiro. Depois, calçam botas de cano alto à cowboy, vestem saias ou calças à cowboy, chapéu à cowboy com laçarote a passar debaixo do queixo, camisa à cowboy, colete à cowboy, falam alto como se estivessem a falar para as vacas e transformam o cemitério num misto de Dia dos Finados e Rodeo Americano. Só faltam as esporas, os cavalos e os laços. Os respectivos deviam trazer as pistolas debaixo das camisas, para completar o arranjinho. Não há condições! pickwick
publicado por pickwick às 20:55
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2 comentários:
De riverfl0w a 1 de Novembro de 2006 às 22:01
Jazigo? Será esse o termo? =P
De Nua e Crua a 4 de Novembro de 2006 às 11:48
É por estas e por outras que me recuso a entrar num cemitério, não sei porquê mas aquela morada mexe comigo... emociona-me, e ás tantas recordo-me de todos os mortos a quem me senti obrigada a ir prestar a ultima homenagem. E depois, ando uma semana a pensar nessa coisa, é uma chatice. Mas deixa que te diga, tu reparas em tudo, irra!!!!!...
e depois falas pelos cotovelos...cum catano, ahahaha... aposto que sai á mãezinha, né?? Bem, seja como for eu passei o meu dia a comeri e a beberi pk a minha mãezinha diz que nestes dias de lembranças dos que já partiram temos que comer mt, pk diz ser o melhor que esta vida tem. Ah, tbem fui ao cinema, aproveitei o feriado, tás a ver?? ahahahahah ... Um beijo enorme para ti... mas bem grande, numa mistura fina de emoções e sentimentos.

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