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Arautos do Estendal

Ela, do alto das suas esbeltas e intrigantes pernas, veio caminhando quintal abaixo até ao estendal, dependurando a toalha onde, minutos antes, tinha limpo as últimas gotas de água. O Arauto viu, porque o Arauto estava lá. E tocou a trombeta.

Ela, do alto das suas esbeltas e intrigantes pernas, veio caminhando quintal abaixo até ao estendal, dependurando a toalha onde, minutos antes, tinha limpo as últimas gotas de água. O Arauto viu, porque o Arauto estava lá. E tocou a trombeta.

Arautos do Estendal

23
Out06

Um gajo distrai-se e…

pickwick

E vem aqui e parece que entrou numa nave espacial a caminho do mercado de legumes e frutas do planeta Ziborg. Sinto-me… eh pá! Sinto-me constrangido! Intimidado! Atrofiado! Ó river!!! A gente tinha combinado que era só escrever e ah e tal. Outro dia já tinha um gajo a chagar-me o juízo porque o nosso blogue não tinha “rss” e mais não sei quê que não percebi o que ele queria dizer. Sorte a minha, que passados uns dias isto tudo levou uma reviravolta Moulinex e apareceu misteriosamente um rectângulo abichanado a dizer “RSS”, como se fosse um daqueles símbolos gay de pendurar na panela de escape do carro. Nuno, espero que fiques satisfeito com este salto na tecnologia de ponta e possas usar essa porcaria do RSS como bem entendas. Lá para 2009 vou arranjar paciência e pedir a alguém para me explicar o que é um RSS. Até lá, recuso-me a querer saber o que é. E river, não venhas cá outra vez com essa cantiga do ah e tal “sindicância realmente simples”, porque eu não gosto nada de sindicatos dos blogues, bem sabes, nem de bacalhau com natas, nem de bacalhau à gomes não sei de onde. Bom, isto das mudanças é tudo muito bonito, mas eu não gostei. Não é que eu seja um natural atrito às mudanças. Às vezes pode parecer, como daquela vez em que eu teimava em usar o Windows 95 quanto toda a gente usava o Windows Millenium, ou quando não largava o Windows 98 já no tempo em que o Windows XP tinha teias de aranha. Tudo tem uma justificação credível e racional. Mesmo a versão do Paint Shop Pro que uso hoje, que fará 10 anos daqui a uns meses. O pessoal é que não compreende! O pessoal tem aquela mania alarve de querer sempre a última versão de tudo, para depois andar a tentar engatar as miúdas com aquelas conversas das versões 9.2.3 e do Windows Znig-X21 e ah e tal. Como a sociedade não permite que se ande por aí nas ruas com a pila de fora, a olharem todos uns para os outros e a tirarem medidas, na base da sobrevivência e da lei-da-pila-maior, há que usar outros estratagemas para medir forças e impressionar adversários e presas. Desculpem lá, mas eu não curto nada essas cenas. E não gostei desta mudança no blogue. Um gajo senta-se no PC, bate um texto e uns disparates, vai ao site para meter mais um post, e vem uma mensagem pirosa a dizer que puf!, o painel de administração do blogue foi-se com os pintos para o galinheiro. Não é de um gajo ficar pior que estragado? Depois de alguns dias até se repor a ordem e um pouco de serenidade, descobre-se que, nos mais de 200 posts deste blogue, com uma média de uma página A4 cada um, todas as aspas foram convertidas em quadradinhos. Todas! Isto na minha terra tem um nome, mas a censura anda aí e é implacável, por isso, bico calado. As aspas até são uns símbolos egípcios raríssimos, daí os técnicos não terem previsto a sua utilização em blogues. Seja como for, enquadro este upgrade (“salta lá, ó grade!”, em bom português) dos blogues na versão informática do “Princípio de Peter”. O mesmo do “Receituário de Peter” e mais não sei o quê que apareceu na altura. E como, para bom entendedor, meia palavra basta, mais não digo. Aliás, isto tudo dos blogues só vai ter um final: os conteúdos tornar-se-ão aspectos secundários, sendo os milhares de adereços a única fonte de atracção de leitores. É como o Messenger, onde há pessoas que me contactam quase só por símbolos, línguas de fora, macacos desdentados e cus à mostra, em vez de perguntarem se o tempo está bom, como qualquer ser humano normal. Enfim. Outra coisa que não gosto nesta cena é isso do “tag”. O que vale é que, a mim, não incomoda directamente, pois consegui publicar um post no “novo blogue“ e não me apareceu nenhum “tag” lá pelo meio. A mesma sorte não teve o meu camarada de blogue, que escreveu um post e levou logo com uns “tags” a poluir o ambiente. Aliás, isto do “tag” quer-me parecer que é uma espécie de vírus em forma de papagaio. Ora, repare-se no final do post do river: “tags no estendal tags no estendal tags no estendal tags no estendal…” É um ataque do Vírus  do Papagaio. Tag deve ser o nome do papagaio. E também atacou o menu do lado esquerdo, enchendo aquilo tudo com palavras ao acaso, algumas delas com letras gigantescas! Mas é um vírus porreiro, conhecedor, culto: as palavras maiores são “humor” e “mulheres”, embora trocados os tamanhos em termos de relevância. Já que falamos em vírus, eu não tenho nenhuma “ferramenta de agregação”, está bem? Tenho um berbequim da Black&Decker com trinta anos que era do meu paizinho, umas chaves de parafusos, quatro alicates, dois martelos e mais umas bugigangas inofensivas. “Ferramentas de agregação” parece o nome do joystick de uma daquelas naves de combate da série “Espaço 1999”. Ou seria da “Guerra das Estrelas”? Qualquer coisa do género, pronto, não interessa. E, river, só mais uma coisinha: o que raio está a fazer um pixel cinzento-muito-muito-escuro-quase-preto no fim da página? Não podias meter um sapo-verde-de-riso-amarelo ou a Paris Hilton, como toda a gente? pickwick

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