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Quarta-feira, 11 de Outubro de 2006
Os patrões do mundo
Uma vez que não tenho televisão em casa, as poucas oportunidades de ouvir notícias pela boca de alguém é mesmo no rádio. Há estações e tal que dão mais música que outras e vice-versa. A TSF é mais conversa e tal, com noticiários, comentadores e fóruns. E cromos. Um dos cromos é o José Pedro Gomes, esse arauto do erro, dedinho pronto a apontar as falhas e as loucuras de quem faz fora do penico ou não tem jeito para a coisa. Ouvindo daqui, ouvindo dali, críticas ao governo, críticas ao passarinho da vizinha, um gajo fica com a nítida sensação que andamos para aqui todos a empastelar. Ou seja, o mundo não anda. O mundo empastela-se. Politicamente falando, claro, sendo que a política não é reservada aos obscuros políticos, mas a praticamente tudo o que envolva decisões e estratégias, desde o futebol até à ementa de um restaurante. E o mundo empastela-se porque as coisas não andam direitas, caem e levantam-se, amarfanham-se, estragam e estragam-se, enfim, dá é vontade de correr toda a gente à chapada. Quanto a actuações de governos e governantes e respectivos satélites, cuja vez a muitos calha, tenho a dizer que, ou é para estragar de vez, ou é para estragar às prestações, ou não é para fazer nada que se aproveite. É como tentar lavar umas cuecas todas borradas e impregnadas de caca: quanto mais se esfrega, pior fica, pelo que o melhor é ir fingindo que se lava, lava, lava, lava… As bombásticas medidas lançadas recentemente pelo Ministério da suposta Educação, com rufar de tambores e toques de clarinete, são mais um fingir que se lava. Na prática, são mais umas quantas medidas que não vão mexer nem uma palha no que existe actualmente, embora dê o aspecto de se andarem a mover montanhas e a parir mamutes. Ora bem, já não deve ser a primeira vez que o afirmo, mas, anotem, isto precisa mesmo é de uma reviravolta de 540º. Porquê 540º? É simples. Primeiro, uma volta completa de 360º, e depois, meia volta, ou seja, 180º, para ficarmos virados do avesso e não haver semelhanças com o passado. Tipo ah e tal, uma nova ordem mundial. Isto de assembleias, de repúblicas, de ministros, de presidentes, de políticos, isto tudo tem que acabar. Está demasiado obsoleto e já deu o que tinha para não dar. Há que inventar um novo sistema, uma nova ordem mundial, algo completamente virado do avesso e sem ligação com o passado, com os vícios, com as ideologias de cuecas-p’ró-ar. Algo que meta tudo na linha. Não há cá guerras de canivete e alguidar, não há cá países bons e países maus, atrasados e desenvolvidos, super-potências e territórios-coitadinhos, opressores e oprimidos, ricos e pobres. Obviamente que, para levar esta forma de existência ao mundo, torna-se necessário distribuir chapada. A chapada, como bem sabem, é a melhor forma de propagação do tino. Claro que isto até parece aquelas coisas parvas que apareceram em tempos, em que somos todos iguais e somos todos muito queridos e amamo-nos todos uns aos outros. Nada disso! Nessas invenções pirosas, também entrava a chapada, mas de forma ineficaz, ridícula e duvidosa. Vamos exemplificar. Imagine-se que íamos num autocarro e um dos passageiros dava largas à imaginação e soltava uma bufa mortífera, consequência de uma apimentada feijoada da véspera. Três mulheres e cinco crianças sentiam-se mal com o mau cheiro e o autocarro tinha que parar para evacuar os passageiros saudáveis e mudar as mulheres e as crianças afectadas para as ambulâncias que entretanto chegariam. Vinha a polícia (política, fardada, whatever) e interpelava o gajo das flatulências mal cheirosas. Ora, num sistema político como os criados até agora, pela Humanidade, poderíamos ter vários cenários. Ou a polícia voltava a meter todos no autocarro e fechava os olhos. Ou a polícia discursava sobre o Partido e não sei que mais, porque o Partido isto e o Partido aquilo, e levava o homem para as catacumbas da tortura, para lhe partir os dentes e trilhar os testículos numa máquina medieval. Ou, então, tínhamos um novo sistema. A polícia questionava os passageiros sobre o eventual incómodo e solicitava uma atitude sequencial ao gajo da bufa. Por atitude sequencial, entende-se um pedido de desculpas, oferecer um jantar às três mulheres e às cinco crianças como sinal de arrependimento, chorar baba e ranho, meter uma rolha de cortiça blindada no buraquinho entre-as-nádegas, ou qualquer coisa do género. Não havendo lugar a atitude sequencial, ou seja, não havendo arrependimento e gesto de compensação, o indivíduo seria imediatamente levado para “a ilha”, para bem longe, com o objectivo de não voltar a incomodar as pessoas daquela forma tão badalhoca. Ora, falta inventar este novo sistema político. No entanto, atente-se ao seguinte pormenor: os primeiros a inventar este sistema político, terão a patente da sua criação e poderão cobrar uma comissão de franchising a todos os países. Sim, porque todos os países quererão aderir a esse sistema, claro. Caso sejamos nós, os portugueses, a inventá-lo, os rendimentos provindos desse franchising serão de tal forma chorudos, que nos tornaremos na nação mais rica e poderosa do mundo. Seremos, a bem dizer, os patrões do mundo! Para mim, vou querer uma moradia T6, com piscina aquecida e coberta e em forma de coração, jogo de matrecos com registo digital de golos, mesa de snooker com tabuleiro para pousar as bebidas, ginásio, jardim japonês com nenúfares, um jipe, um sofá, armário para sapatos, churrasqueira, cão, horta, aspirador silencioso, bicicleta com mudanças que funcionem, e uma panela de pressão. pickwick
publicado por pickwick às 19:44
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