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Arautos do Estendal

Ela, do alto das suas esbeltas e intrigantes pernas, veio caminhando quintal abaixo até ao estendal, dependurando a toalha onde, minutos antes, tinha limpo as últimas gotas de água. O Arauto viu, porque o Arauto estava lá. E tocou a trombeta.

Ela, do alto das suas esbeltas e intrigantes pernas, veio caminhando quintal abaixo até ao estendal, dependurando a toalha onde, minutos antes, tinha limpo as últimas gotas de água. O Arauto viu, porque o Arauto estava lá. E tocou a trombeta.

Arautos do Estendal

06
Mai04

Poema: "Ó água que cais"

riverfl0w

Ontem vi-te
Ao sair pela porta esquerda,
Que p'la direita não foi,
Pois é uma estafadeira. (a porta era a do carro, tá claro)

Olhei o céu e,
Caindo desgovernada,
Lá vinhas tu,
Ó água danada! (eia, rimou!)

Mais um passo e
Olhei o chão.
Asneira da grossa,
Não gostei, não! (estarei a apanhar o jeito?)

Foi na careca,
Que elas adoram
Onde pingaste feliz,
Molhaste-me todo. (não rima, mas é a verdade)

Corri de volta
Com medo de ti,
Peguei o que te guarda
Ou me guarda a mim. (já não sei bem quem é que ele guarda, mas não faz mal)

De novo t' olhei,
Sorriso maroto,
Anda cá ó água,
Lava-me os pés. (ok, perceberam? Com o guarda chuva, só molho os pés... certo?)

pickwick