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Arautos do Estendal

Ela, do alto das suas esbeltas e intrigantes pernas, veio caminhando quintal abaixo até ao estendal, dependurando a toalha onde, minutos antes, tinha limpo as últimas gotas de água. O Arauto viu, porque o Arauto estava lá. E tocou a trombeta.

Ela, do alto das suas esbeltas e intrigantes pernas, veio caminhando quintal abaixo até ao estendal, dependurando a toalha onde, minutos antes, tinha limpo as últimas gotas de água. O Arauto viu, porque o Arauto estava lá. E tocou a trombeta.

Arautos do Estendal

08
Set06

Submissões

riverfl0w

Confesso que as submissões me causam algum asco. Não que não entenda as pessoas que se submetem - ou faça um esforço por entendê-las - mas há vezes em que me pergunto senão seria melhor pegá-las pelo cachaço e embatê-las contra algo bastante sólido umas dezenas de vezes. E quando falo de submissão, refiro-me à atitude de abdicar cegamente de qualquer convicção ou vontade própria pela de outra pessoa. Não confundir, claro, com a necessidade que temos de agradar aos que nos rodeiam. Do estilo ao ouvirmos "Ah, até comia outro pastel de nata", e oferecermos o nosso (que por acaso até é o último na àrea de 23 Km2) apesar de ficarmos com o estômago de beicinho. Isto é bonito, o povo aprecia, e corremos até o risco de ser confundidos com alguém realmente simpático. Já a submissão toma outras proporções. A relação da V e do G, por exemplo, não pode ser definida por outra palavra que não essa. A miúda conheceu-o pelos seus 11 anos, quando provavelmente ainda nem usava soutien, e embeiçou-se imediatamente por ele. A paixão sempre tendeu para o platonismo, dada a diferença de idades, mas ele ia sendo o seu padrinho, guru, e muitas outras coisas foneticamente terminadas em u. Isto até por volta dos 20 anos da moça, altura em que se iniciou essa relação tão sui generis a que gostam de chamar de namoro. Eu teimo que o amor e a idolatração são conceitos diferentes, mas não me tomem como fonte segura. Ora bem, hoje em dia a relação existe, de facto, mas quem decide onde se vai, onde se fica, o clube de futebol, a marca do leite e a cor das cuecas é só uma pessoa - o G. Isto para quem assiste de fora e não está no meio dos lençóis, claro está. Ao menos que a deixe decidir a posição da cópula. Mas não, assim de repente também não me parece. É por estas e por outras que comprei uma camisola com a inscrição "subversive", a letras garrafais de cor laranja. Não vá alguém confundir-me com um pino de bowling, como tantos que andam aí. riverfl0w

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