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Arautos do Estendal

Ela, do alto das suas esbeltas e intrigantes pernas, veio caminhando quintal abaixo até ao estendal, dependurando a toalha onde, minutos antes, tinha limpo as últimas gotas de água. O Arauto viu, porque o Arauto estava lá. E tocou a trombeta.

Ela, do alto das suas esbeltas e intrigantes pernas, veio caminhando quintal abaixo até ao estendal, dependurando a toalha onde, minutos antes, tinha limpo as últimas gotas de água. O Arauto viu, porque o Arauto estava lá. E tocou a trombeta.

Arautos do Estendal

17
Mai04

Um pulinho à bruxa...

riverfl0w
Ontem vinha por aí fora, meio a dormir ao volante, meio em preocupações pela morte da bezerra, quando toca o telélé, mesmo à entrada da Mealhada. Cheio de civismo, atiro o carro para o fundo da valeta para poder atender o aparelho, não fosse ser autuado por um senhor agente cuja esquadra se via a poucas dezenas de metros. Atendo e sou confrontado logo com uma questão filosófica de tirar o apetite: “Olha lá, acreditas em bruxas?”. Bem... eu comecei a rir e respondi, com aquele ar de quem vai comer a casa de um amigo e a respectiva esposa presenteia as visitas com um bacalhau à braz, “nem por isso”. Eu não gosto de bacalhau à braz. Dá-me vómitos. Fica uma papa dentro da boca que suga o que já está no estômago até à zona dos dentes. É horrível. E penso o mesmo das bruxas. Bem, elas devem ter um nome mais jeitoso para a actividade que exercem, mas de momento não me ocorre nada. E devem ser mais feias que um bode atropelado por um tractor. Muito. Bem, então a coisa da bruxa tinha a ver com uma ida de quem me telefonou à bruxa. Uma consultazita. A sabichona parece que justificou a série de azares do paciente como sendo resultado de inveja e mau olhado. Ok, inveja eu percebo, mas, mau olhado? Porquê? Algum bisgarolho anda a olhar muito? Ou é alguém que olha por detrás de um turbante? Que será? E como raio é que alguém, que tem inveja de outrém, lhe provoca danos físicos, problemas de saúde e alguns azares pelo caminho? Eu lembro-me de uma ex-namorada à pala de quem eu rogava milhentas pragas: passava dias a fio a sonhar que ela ia de carro e de repente acontecia uma coisa qualquer e o carro despistava-se e ela entrava por um eucalipto a dentro e eu ria-me muito e era muito feliz. Até que descobri que não resultava e ela não viu nenhum eucalipto de perto e eu fiquei muito triste. Na altura até me contentava só com uma perna partida, mas nem isso. Mas realmente não era inveja. Se calhar a inveja é que dá resultado. Ou o mau olhado. Ou o olhado mau. Hum... será que há um bom olhado? E o contrário da inveja, será o quê? A “veja”? Se eu deitar um bom olhado a uma feiosa, a natureza encarregar-se-á de a transformar num petisco com pernas fibrosas e uma carinha larocas? Ocorre-me já uma lista de colegas merecedoras de bons olhados da minha parte. E com uma lupa virada ao contrário, aumentará o bom olhado? Já estou mesmo a ver... acho que esta noite já não vou dormir sossegado... pickwick

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