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Arautos do Estendal

Ela, do alto das suas esbeltas e intrigantes pernas, veio caminhando quintal abaixo até ao estendal, dependurando a toalha onde, minutos antes, tinha limpo as últimas gotas de água. O Arauto viu, porque o Arauto estava lá. E tocou a trombeta.

Ela, do alto das suas esbeltas e intrigantes pernas, veio caminhando quintal abaixo até ao estendal, dependurando a toalha onde, minutos antes, tinha limpo as últimas gotas de água. O Arauto viu, porque o Arauto estava lá. E tocou a trombeta.

Arautos do Estendal

20
Mai04

A Conquista de Tróia – um problema urinário

riverfl0w
Esta semana fui ao cinema. Adoro cinema. Especialmente quando passam filmes. E fui bem acompanhado, ainda por cima, que é coisa cada vez mais rara, tal como a minha farta cabeleira. Fui ver aquele filme sobre Tróia, que não me lembro já como se chamava, mas que metia dois actores conhecidos: o Pito aos Brados e o Pedro Ó Ferramenta. Ilustríssimos. Também gostei da loira que merecia ser atirada aos leões e que se apaixonava pelo mariquinhas da cidade. Mas algumas partes intrigaram-me. Como o cavalo de madeira podre. Que grande treta! O famoso equídeo, que é tão usado para descrever a jogada que a história conta, só pode ser uma fraude. Só pode. Senão, vejamos: os moços esconderam-se dentro do bicho provavelmente durante a noite. No dia seguinte, o mamarracho de tábuas foi encontrado pelos habitantes da cidade e levado portas dentro para gáudio do povo e delírio dos taberneiros que devem ter feito uns trocos muito jeitosos, a avaliar pelos corpos esticados no chão por todo o lado. Durante a noite, no mínimo 24 horas depois de se terem entalado lá dentro, é que os moços saltaram fora e foram a correr abrir a portinhola das muralhas. Mas, ó meus amigos!, 24 horas sem urinar? Como é possível? Mesmo com potes de barro onde verter as águas, eles eram tantos que o pivete em menos de nada invadiria as narinas dos que passassem perto. E seriam descobertos. Isto já para não falar nos que sentissem uma necessidade incontrolável de defecar, dado que a comida naqueles contextos devia ser uma bela porcaria. E os gases? Ui!... Esta história do cavalo está muito mal contada, para ser franco. Aposto como foi tudo inventado, só para vender mais. pickwick

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