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Arautos do Estendal

Ela, do alto das suas esbeltas e intrigantes pernas, veio caminhando quintal abaixo até ao estendal, dependurando a toalha onde, minutos antes, tinha limpo as últimas gotas de água. O Arauto viu, porque o Arauto estava lá. E tocou a trombeta.

Ela, do alto das suas esbeltas e intrigantes pernas, veio caminhando quintal abaixo até ao estendal, dependurando a toalha onde, minutos antes, tinha limpo as últimas gotas de água. O Arauto viu, porque o Arauto estava lá. E tocou a trombeta.

Arautos do Estendal

31
Mai04

Resolução de problemas em Tróia

riverfl0w
Dei a ler a uma colega o post sobre o problema técnico da conquista de Tróia. Pensava eu, na minha infinita ingenuidade, que a moça se iria debruçar seriamente sobre o assunto e também colocar em causa o processo de invasão da cidade a bordo de uma cavalgadura de tábuas. Mas não. Há mulheres que não perdem uma oportunidade para nos deitar abaixo o mais pequeno sonho de glória, de ficar imortalizado na história mundial como a pessoa que tinha encontrado um bug na aventura dos gregos. O primeiro comentário dela foi: “mas isso tinha solução”! Carvalho Araújo!!! Solução? E lá começou a enumerar maneiras de dar a volta à questão. A primeira, muito grosseira mas teoricamente eficaz, seria apanhar uma borracheira de água antes de subir para cavalo. Porquê? Porque se bebessem metros e metros de água, assim mesmo a abusar, a urina sairia sem cheiro, deixando de haver assim o problema de serem detectados por narinas sensíveis. Outra maneira, seria não beber mesmo água. Isto é, passar sede. Ou seja, não bebe, não urina, problema resolvido. Esta solução é radical, mas era capaz de funcionar. Por último, havia sempre a possibilidade de umas dietas especiais para que não urinassem tanto, ou para que a urina não cheirasse tão mal, ou não sei para que raio eram as dietas, mas a solução era mesmo as dietas. Que dietas? Não sei. Eu não percebo nada de dietas. Gosto é de apreciar as miúdas que fazem dietas. Ficam melhores que caracóis. Bom, mas é chato assim vir uma miúda e estragar-me tudo. Fiquei desolado. Como se não bastasse, por via do espevitamento do intelecto a que fui sujeito com tantas e tão sofisticadas soluções, lembrei-me ainda de uma possível quarta solução: oitenta centímetros de fio de pesca enrolados numa falcaça simples em redor do poderoso. Não haveria pinguinhas para ninguém. Talvez uma gangrena no fim e zás, mas homem que é homem faz tudo por uma causa. pickwick

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