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Arautos do Estendal

Ela, do alto das suas esbeltas e intrigantes pernas, veio caminhando quintal abaixo até ao estendal, dependurando a toalha onde, minutos antes, tinha limpo as últimas gotas de água. O Arauto viu, porque o Arauto estava lá. E tocou a trombeta.

Ela, do alto das suas esbeltas e intrigantes pernas, veio caminhando quintal abaixo até ao estendal, dependurando a toalha onde, minutos antes, tinha limpo as últimas gotas de água. O Arauto viu, porque o Arauto estava lá. E tocou a trombeta.

Arautos do Estendal

10
Jun04

Por favor... tapem-se!!!

riverfl0w
Já devia saber que ir à cidade poderia ser bastante prejudicial para a saúde privada e pública. Um verdadeiro perigo, mas ainda assim, lá fui. Ontem. Não devia! Ó meu Deus, estava um dia de calor como haverá muitos daqui a umas semanas, mas como não havia igual há muitos meses, pelo que havia muito calor, e pessoas acaloradas, e enfim... Isto de viver num lugarejo para lá de onde o sol se põe não é tudo um mar de rosas. Para começar, não há mar. E mesmo que houvesse, aqui não há calor. Quer-se dizer... há, mas as pessoas não mostram que têm assim tanto calor. Não tanto como ontem quando fui à cidade e vi aquilo ali, assim, de um lado para o outro, vinham de todo o lado e iam para os outros lados todos. Muito calor. Há aqui uma situação típica de exploração matemática na área da proporcionalidade inversa. Que é inversa da proporcionalidade directa. Ou seja, um exemplo de directa será: quanto mais beberes, mais clones identificas. O da inversa será: quanto mais calor, menos roupa. Muito menos roupa. Eu evito descrever mais pormenorizadamente o que vi. Só me lembro de exclamar repetidamente, sozinho dentro do carro: “ó por favor, por favor.. tapem-se... vá lá... aiiiiiiii...” e virar a cabeça completamente desorientado para um lado e para o outro e pouco para a estrada. Muita sorte tive eu em não haver muito trânsito, quando não já havia lata amolgada com fartura, postes derrubados e bocas de incêndio a esguichar forte e feio como nos filmes. Vim de lá completamente fora de mim, de volta à minha terrinha pacata e onde as mulheres não sentem muito calor. Elas também são tão pouquinhas que quase nem as vejo. E talvez por isso me tenha acontecido o que aconteceu quando passei na rua principal da minha terrinha. Para além de já não vir na posse integral das minhas faculdades, eis que ao longe vislumbro a mulher mais bonita e bem feita que já se passeou por estas ruas calcetadas: 1,80m para cima, cabelo longo e castanho ondulado, um vestido vermelho impressionante e muito levezinho a esvoaçar ao sabor do vento, uma elegância estonteante, seios firmes e hirtos como nos filmes, um pé à frente e o outro atrás. Ai!... Estava estacada mesmo à beira da rua, como se estivesse para se meter a atravessar para o outro lado. Inconscientemente, engatei a rapidíssima para a frente e voei no meu bólide vermelho para não perder a oportunidade secular de me deliciar com a proximidade de tamanha deusa. Em poucos segundos estava quase em cima dela. E só já tão próximo é que me apercebi: era o raio de um manequim da loja de roupas!... Eu sei, eu sei... óculos e tal... pickwick

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