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Arautos do Estendal

Ela, do alto das suas esbeltas e intrigantes pernas, veio caminhando quintal abaixo até ao estendal, dependurando a toalha onde, minutos antes, tinha limpo as últimas gotas de água. O Arauto viu, porque o Arauto estava lá. E tocou a trombeta.

Ela, do alto das suas esbeltas e intrigantes pernas, veio caminhando quintal abaixo até ao estendal, dependurando a toalha onde, minutos antes, tinha limpo as últimas gotas de água. O Arauto viu, porque o Arauto estava lá. E tocou a trombeta.

Arautos do Estendal

22
Jun04

O belo do esférico

riverfl0w
Não sei se alguma vez já tinha dito isto, mas... aqui vai: detesto futebol!!! Ó pá... é como as moscas no verão, tal e qual. E agora, fomos invadidos por um enxame gigantesco. Ainda assim, dou agora comigo a pensar que assisti a dois dos jogos da selecção portuguesa. Como foi possível? Bom, reconheço que a motivação para assistir aos dois jogos não foram estes propriamente ditos, mas sim o banquete que coincidiu temporalmente com o acontecimento. Coincidir também não é o termo mais adequado. Foi mais fazer bater certo. Ou assim. É daquelas desculpas “vamos jantar e ver o jogo?” Yá, bute lá, vocês vêem o jogo e eu como o jantar. Por acaso falhou a táctica e acabámos todos por ver os jogos e esvaziar as travessas e as garrafas. Não me lembro muito bem do que aconteceu durante os jogos. No primeiro jogo só descobriram que a malta tinha as pilhas gastas já quase no final, e quando foram mudar para Duracell já era demasiado tarde, embora se tenha notado a diferença: pareciam tipicamente os coelhinhos dos anúncios da Duracell, a marchar sem parar para trás e para a frente meio tontinhos meio grogues. No segundo jogo que vi, mais recente, não me lembro muito bem mas acho que ganharam. Reparei lá num tipo qualquer que passou o jogo a rematar contra os adversários. Ainda por cima, a poucos metros da baliza. Não percebi qual era a ideia dele, mas quando eu era jovem a malta costumava rematar para a baliza. A baliza é aquela cena com a rede. O belo do esférico é que me partiu todo. No meu tempo, as bolas eram assim com aquelas cenas da geometria, com cores diferentes e um pipo. Notei que já se evoluiu: a bola continua redonda, embora completamente diferente, prateada (deve ser para ofuscar os adversários) e com umas linhas esquisitas aos zigue-zagues. Não vi se tinha pipo ou não, embora o senhora da câmara se tenha aproximado muito da bola. Se calhar nem tem, já vem de fábrica assim cheia e nunca se esvazia. Um dos meus companheiros da assistência e dos jantares disse, das profundezas dos seus vastos conhecimentos sobre o assunto, que Portugal passa à frente. Gritou “golo” no domingo à noite. Estávamos à mesa e é feio gritar-se à mesa. Dantes era. Eu não sei porque é que Portugal passa à frente. Deve ser de algum esquema maluco de pontos e tal, porque ele estava à mesa a fazer cálculos de cabeça em função dos golos e de sei lá mais o quê. Eu trincava um gelado de morango e caramelo. Mas formei a minha opinião depois de ver dois jogos: passou à frente, mas com muita, mas muita sorte. Haja dó! Eu não gosto nada de futebol, mas aquilo saltava demasiado à vista que aqueles senhores com nomes que só se dão aos cachorros nunca jogaram juntos. Enfim. Acho que perdi um jogo qualquer, no qual, segundo dizem, Portugal ganhou. Parabéns. Tive pena de não ver. Pena, porque perdi um jantar e uma noitada de copos. Sim, porque isso é mesmo o que interessa. Futebol, a sério, é quando a gente vai para o campo e anda a correr de um lado para o outro a tentar enfaixar a bola na baliza. Não há cá esféricos nem caneleiras-para-meninas. Ah... Saudade!... pickwick

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