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Sábado, 7 de Agosto de 2004
O herói afinal é outro
Seja um livro, ou um filme, ou uma música, há quase sempre um herói que buscamos algures. O príncipe que salva a miúda presa no cimo da torre com um vestido foleiro uma carinha de morrer. O jovem que vence tudo e todos, conquistando o seu lugar ao sol, e ainda por cima traz de brinde uma moçoila toda bem composta. A personagem de uma canção que desperta sonhos, vontades e sentimentos abafados pela monotonia diária, enquanto o vocalista faz saltar artisticamente o micro de uma mão para a outra (não, não é o Marco). É isto que procuramos. O desespero de não sermos nós próprios heróis faz-nos buscá-los noutro lado qualquer, e o que está mesmo à mão são estes produtos da sociedade, que consumimos uns atrás dos outros. Muitas vezes sem peso nem medida, pois já não há pachorra para escolher. Tudo o que vem à rede é toucinho. O curioso, permitam-me o atrevimento, é que chego vezes sem conta à conclusão de que, afinal, o herói é outro. Talvez seja culpa da sociedade, que adultera tudo e todos em favor de sabe-se lá o quê. Não sei. Só sei que me incomoda, que me dá uma sensação de vazio olhar à volta e ver que o herói afinal é outro. Se se trata de um livro, o herói acabará por ser o seu autor, e não a personagem da história, por mais vidas que tenha salvo, por mais miúdas que tenha conquistado, por mais países que tenha conhecido. Fala-se, numa atitude exibicionista da própria cultura, no autor do livro. Personagens? Valores? Pfff… isso é completamente irrelevante! Se é um filme, o herói não é a personagem, mas sim o actor. Até porque, verdade seja dita, as pessoas já vão ao cinema em função dos actores e não da história em si. O argumento pode ser uma banhada total, os efeitos idem, mas se o actor é o fulano tal, vamos lá que é um bom filme. E na música a mesma coisa. Não se gosta da canção. Ao princípio até se pode gostar, mas, mais tarde ou mais cedo, o povo verga a mola ao cantor e a canção que se lixe. A canção, a tal que nos faz sonhar, pensar, sorrir, encantar, voar, perde lugar para o vocalista, a banda, o cabelo desgrenhado, as pulgas a saltar entre os pêlos do peito. É uma coisa impressionante, digo eu. Diz-se que se gosta de ler Saramago, de ver Spielberg e de ouvir Queen, assim com um ar tão culto, são sabedor, tão jet-set, tão superior, que ultrapassa em atropelo a simplicidade de se gostar de ler “Levantado do Chão”, ver “E.T.” ou ouvir “Bohemian Rhapsody”. A nossa sorte, a salvação da pátria, o último baluarte da verdadeira simplicidade da apreciação, está na Internet. Gosta-se de Internet, sim, mas aqui não há culto que nos valha. O herói, somos sempre nós. Nós navegamos, nós comunicamos, nós mandamos emails, nós vemos sites, nós falamos no Msn, nós fazemos downloads, nós arranjamos amigos, nós somos os maiores. Chegou a nossa era! Estamos safos! pickwick
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publicado por riverfl0w às 00:10
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1 comentário:
De Hermione a 26 de Agosto de 2004 às 16:31
Sim, concordo com o herói da net... He he he.

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