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Sexta-feira, 15 de Setembro de 2006
Maria e as palmadas
Chama-se Maria da Conceição. É um nome bonito, até porque a minha mãezinha também se chama assim. Ela, e mais metade das mães da população portuguesa. Não bastava ser Maria, há que ser Maria de algum lado, neste caso, é da Conceição, essa bela localidade açoriana (Conceição é uma freguesia portuguesa do concelho da Ribeira Grande, Açores, com 12,74 km² de área e 1 797 habitantes (2001). Densidade: 141,1 hab/km². Localiza-se a uma latitude 37 Norte e a uma longitude 25 Oeste, estando a uma altitude de 7 metros). Esta Maria não é dos Açores, mas é de perto de Bragança, ou seja, é como se fosse. Curiosamente, não se apresenta como Maria da Conceição, nem como Conceição, nem como São, nem como Sãozinha, nem como Mariazinha. Apenas como Maria. Fica-lhe bem, acho eu. Olá, eu sou a Maria, disse ela. Dada a tenra idade, nos vintes, presumo que deve ter sido das últimas raparigas portuguesas a serem registas com este nome, no longínquo século XX. Agora é tudo nomes sofisticados, como Magda, Marta, Luísa, Lúcia, Fernanda, Fafá de Belém, e por aí fora. Ah, e Ana Malhoa, que também é um nome moderníssimo. Ora, acontece que esta Maria, que é minha colega de trabalho, tem uns probleminhas físicos e psicomotores. Dos problemas físicos, destaca-se um rosto que, mesmo de dia, se poderia confundir facilmente com esse mito da beleza masculina: Frankenstein! Tal e qual. Só falta mesmo os parafusos para segurar as goelas. A Maria também tem um bocadinho de cabelo a mais e um par de óculos, mas isso agora são pormenores técnicos insignificantes. E tem um arame misterioso a envolver um dos dentes. Em seu abono tem um corpo muito elegante, com cerca de 1,73m, e um belíssimo par de (…) que salta à vista por baixo daquelas blusas justas que as mulheres adoram usar para ficarem mais bonitas e andarem na moda mas que a toda a gente sabe que é só para espevitar os glóbulos oculares dos machos e assim sentirem-se mais mulheres e mais desejadas. Fazem elas bem e a gente agradece a preocupação. Bem, quanto aos problemas psicomotores, temos uma carga eléctrica corporal que é demais para um corpo só. A rapariga funciona com 220 V em cada dedo! Não pára quieta, resmunga, levanta-se, senta-se, abana a gadelha para a esquerda, abana a gadelha para a direita, exclama um “oh” de cinco em cinco minutos, anda para um lado, anda para o outro, resmunga mais um bocado, ri-se, dá umas gargalhadas, faz cara feia (esta sai com naturalidade), faz cara alegre, faz cara de embeiçada, faz cara disto, cara de aquilo, abana-se, enfim. Não se pode! Mas, tem um tique psicomotor! O Zé é que hoje o assinalou e muito bem, relembrando que da última vez que se sentou ao lado dela, foi para casa com o braço, o peito e o ombro cheios de nódoas negras, cuja origem teve que explicar delicadamente à sua mulher. Ou seja, a Maria gosta de bater nas pessoas. Como seria expectável, tem preferência por bater em homens. É compreensível. Eu, pela parte que me toca, já fui alvejado várias vezes. No entanto, e porque a experiência de vida traz sabedoria a quem dela faz uso, consigo quase sempre dizer umas graçolas, mandar umas bocas, e posicionar-me estrategicamente fora da rota dos braços esvoaçantes da rapariga. Quase sempre. Quase, portanto. Ela não faz por mal, eu sei. Às vezes, até sabe bem, o toque feminino e ah e tal. Pena é bater com tanta força. Eu aposto como são tudo carências. A bem dizer, acredito que ela tenha algumas dificuldades em beneficiar da companhia e da atenção de um homem normal. A cara não ajuda nada a isso, como já dei a entender. Talvez isto justifique aquele comportamento meio desgovernado e quase violento. Deve pensar que dá um tabefe no braço de um gajo e é logo apalpada nas nádegas e raptada para dentro de uma arrecadação escura. Maria, vê lá se baixas a tensão arterial! Eu não quero ter que andar a justificar nódoas negras a ninguém, está bem? pickwick
publicado por riverfl0w às 13:57
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