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Sábado, 14 de Agosto de 2004
Levanta o pau
As feiras de artesanato são sempre muito interessantes de visitar. Esta semana fui a uma, ansioso que estava por regalar os olhos com tanta obra, tanto engenho, tanta lindeza. Entre os incontáveis stands, as incontáveis beldades que neles atendiam as visitas, desejo destacar um em especial, que me marcou profundamente. Julgo que era de Lamego, mas não tenho a certeza e também não interessa para o caso. Interessa, sim, o cartaz gigantesco que tinha afixado e que dizia assim: “Licor Levanta o Pau”. Para que não haja confusões sobre a que pau se referia o cartaz (comprovado posteriormente e mencionado ainda neste post), transcrevo para aqui alguns sinónimos encontrados no Dicionário de Expressões Populares Portuguesas (Publicações Dom Quixote): abono-de-família, aparelho, apenso, assobio, banana, bacamarte, barambaz, barrote, berimbau, bilhardo, bilau, berzengalho, bodelas, broca, cacete, canal, cano, careca, carocho, catano, catrino, chicote-de-barriga, chouriço, coiso, catatau, encomenda, falo, flauta-lisa, gaita, genitor, gregório, grosso, guelhamango, instrumento, mandrião, margalho, marsapo, martelinho, mascoto, medalhão, manafro, minhoca, morcela, marmelo, mentulo, mingorra, manzeque, marreta, mastro, mentinho, nabo, nervo, pantaleão, pau (aqui está ele), pechota, pelota, pica, *****, piegas, pila, pilica, pilinha, pincel, pindrica, piroca, pau-barbado, pau-de-leite, pendureza, pirolito, pissa, ponte, porra, puxador, penetrador, pífaro-leiteiro, priguelo, pau-venéreo, quilé, romão-cego, samatra, pau-veludo, priago, solino, surdo, tinebre, tinoco, tangalho, traste, tosa, trincalho, trama, trangolho, tranca, verga, vergalho, Zé, Zezinho, vergalhão, pau-a-pique, pirilau, pissalho. Há dúvidas? Continuando, ia eu mais o Heitor (nome de código) quando deparámos com o espectáculo do cartaz. O riso foi impossível de controlar. Nisto, a senhora do stand chama-nos: “Os meninos aí! Venham cá!”. Senhora não é o melhor termo para descrever aquilo. Era uma deusa, uma “arauta” da sensualidade. Complementou o chamamento com aquele gesto com o dedo de quem chama, num convite ao qual ninguém pode dizer que não. Aproximámo-nos. Que mulherão, meu Deus. “Vão provar aqui uma coisa.”, disse ela, enquanto nos enchia dois copinhos minúsculos com o tal licor. Tirei os olhos do corpo dela e olhei-a de frente, rindo-me: “Sabe, é que nós hoje vamos estar à noite com umas miúdas sérias e respeitáveis, veja lá o que é que deita aí.” Ela não deve ter percebido o que eu disse e respondeu: “Não se preocupe, isto dá à vontade para chegar até casa” e eu “mas olhe que as miúdas são muito respeitáveis…” Despejado o copo goela abaixo, fiz aquele ar de apreciador de bebidas espirituosas, estalando a língua no céu-da-boca, como fazem os “cobóis”, e passando a língua pelos lábios como que a lambuçar-me com algum restinho. Ia mesmo para dizer que aquilo sabia bem, quando ela interveio: “Isto o sabor não interessa, o que interessa mesmo é o efeito. Depois do jantar, bebe um copinho deste licor e vai ver como a noite lhe vai correr muito melhor.” Viemos embora sem comprar uma garrafinha, facto que deixou a mulher muito triste, ainda por cima depois de ter feito aquele ar de gata carente a ronronar “comprem lᔅ Confesso que andei durante algumas horas com um pouco de receio. Apesar de vestir calças de ganga, um gajo nunca sabe o que um licor pode provocar na nossa aparência física. É que as miúdas com quem íamos eram mesmo respeitáveis e sérias. Para quem não tem realmente problemas com embaraços, aconselho vivamente a comprar uma garrafinha. Até pode ser que faça mesmo o efeito desejado: levantar o quilé! Para os menos crentes, ou com maior auto-estima, presumo que baste somente uma miúda. pickwick
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publicado por riverfl0w às 08:17
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