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Terça-feira, 31 de Agosto de 2004
A ticket to the clouds
Um bilhete para as nuvens, em português. Não sei como se diz em transalpino, mas não deve interessar. O que é certo é que há dias em que temos de fazer este tipo de viagens. A viagem até sai barata: uns batimentos a mais no coração e está pago o bilhete. Por isso, não há desculpas para nos escaparmos a uma, de vez em quando. Fala a voz da experiência, ou não tivesse eu mesmo empreendido uma destas ainda agora. Cada viagem é uma viagem, mas cada qual merece ser contada, ou não fosse uma viagem às nuvens um acontecimento memorável que não se apagará da memória nas décadas mais próximas. Esta foi. Nas nuvens temos um tratamento cinco estrelas. Sempre. Mal cheguei, fui imediatamente recebido por uma sereia, que me acompanhou o resto do dia. O mais fantástico de tudo é que os organizadores destas viagens conseguem arranjar uma sereia igualzinha à pessoa com quem mais gostaríamos de estar. Igualzinha, tal e qual, em tudo. E, como bónus, não traz aquele rabo de peixe nojento que faz da sereia uma gaja que começa a cheirar mal quando passa mais de vinte minutos fora de água. Enfim, um luxo. Esta sereia, então, tratou-me com todos os luxos. Ainda antes de eu sair fora do trenó voador, encaminhou-me para uma praia paradisíaca, de águas límpidas e quase deserta. E sim, nas nuvens também há praias. Assim que meti pés em terra e dei uma dúzia de passos, esta sereia chegou-se ao pé de mim e deu-me um daqueles abraços de suster a respiração e desejar que o tempo pare. Calhou bem, até, porque ela era precisamente igualzinha à pessoa que eu mais queria abraçar. Os tipos da organização são o máximo! De seguida, esta maravilhosa sereia levou-me para dentro de água. Impecável. Temperatura excelente, e conseguia ver-se facilmente o fundo, apesar das nuvens. Ah! E a sereia, dentro de água, não lhe cresceu o rabo. Pelo contrário, continuava com aquela silhueta feminina e sensual que me fazia querer trepar à Ilha do Pico e ficar por lá a uivar uma semana seguida. Entretanto, e porque o tempo nas nuvens passa incrivelmente depressa, chegou a hora do almoço. De volta ao trenó voador, a sereia leva-me por entre as nuvens, por caminhos que só ela conhecia, até ao local do repasto. Sim, nas nuvens também há restaurantes. Os gajos da organização não brincam em serviço, atenção. E come-se bem, ainda por cima. Bom, bucho cheio, e a sereia não perde tempo a encaminhar-me para outra praia. Se a primeira já era de morrer, esta então, foi de ficar de boca aberta. Para ser sincero, não era só de olhar para a praia que eu ficava de boca aberta. Aquela sereia… enfim… Mas acho que ela não se importou. Fazia assim um ar de envergonhada, por eu estar a olhar para ela assim descaradamente, mas aquilo era mais forte que eu. Ela era mesmo igualzinha à pessoa para quem eu mais queria ficar horas seguidas a olhar. Aqueles tipos da organização, pá, são profissionais. A sério! E como ela sorria, eu mais descarado ficava. Foi um bocado de abuso, eu sei, mas um gajo quando viaja até às nuvens é mesmo para não serem as coisas como cá em baixo, na terra. Enquanto se esperava pelo fazer da digestão, bom… eu nem digo… alguém pode ler isto e… enfim… mas não me lembro de ter fechado a boca. Lindo, lindo! Uns momentos daquele silêncio embaraçoso, aqui e além, mas nada de dramático. Depois, a digestão fez-se e havia que experimentar novas águas. É incrível como nas nuvens há tantas praias e com águas tão límpidas. A sereia também foi dar uns mergulhos comigo, novamente. E, novamente, não lhe cresceu o rabo de peixe. E, novamente, insistia em continuar com aquela silhueta, aquele corpo que… enfim… Nestes momentos, eu fico com a impressão que os gajos da organização também exageram. Imagine-se só, se eu sofresse de problemas cardíacos? Tinha lá ficado esticadinho no fundo das águas. De certezinha! Ainda assim, um gajo fica meio com tremores, meio sem saber o que fazer. Uma sereia, é uma sereia, mas quando uma sereia é igualzinha à pessoa com quem mais gostávamos de dar uns mergulhos… uiii… parece que de repente as nuvens desaparecem e dá aquela vertigem de quem olha lá de cima cá para baixo sem nada pelo meio a que nos agarrar-nos… E, como qualquer viagem, esta também teve um fim. A sereia, com aquele sorriso non-stop naquela carinha igualzinha à pessoa que eu mais gostava de ver a sorrir, acompanhou-me de volta ao trenó voador e deu-me outro daqueles abraços em que queremos encontrar rapidamente o telecomando do vídeo para podermos carregar no botãozinho do “pause” e perpetuar o momento. Não encontrei o raio do telecomando. Meti-me no trenó e vim-me embora. Mas os gajos da organização são uns porreiros. A sereia ainda estava encarregue de me acompanhar durante mais uns minutos ali pelas nuvens, tipo passeio de despedida. Devia ser para o choque não ser muito grande, assim cair abruptamente fora das nuvens e com os pés na terra. Assim foi mais suave. Na última nuvem, a sereia fez-me parar o trenó só para me indicar o caminho de volta para a terra e para me dar um beijinho de despedida. Aqui, os tipos da organização estiveram mal. Ó pá, que metessem outra sereia a fazer a despedida, sei lá, uma feiosa com rabo de peixe a cheirar mal por estar há mais de cinco horas fora de água, ou qualquer coisa assim. Mas nunca uma sereia igualzinha à pessoa de quem eu menos tinha vontade de me despedir. Tenham dó! pickwick
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publicado por riverfl0w às 00:13
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2 comentários:
De pickwick a 1 de Setembro de 2004 às 16:45
Sónia, melhor que o texto, foi mesmo a viagem. Mesmo muito boa. E também gostei. Viagens destas não se fazem todos os dias, não acontecem assim como quem vê nascer o sol. Também é um prazer ter-te por cá. Volta sempre. Ou quando fizer sol.
De sonia a 1 de Setembro de 2004 às 01:01
este texto está mesmo muito bom, gostei muito. é sempre um prazer visitar-te. beijinhos

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