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Arautos do Estendal

Ela, do alto das suas esbeltas e intrigantes pernas, veio caminhando quintal abaixo até ao estendal, dependurando a toalha onde, minutos antes, tinha limpo as últimas gotas de água. O Arauto viu, porque o Arauto estava lá. E tocou a trombeta.

Ela, do alto das suas esbeltas e intrigantes pernas, veio caminhando quintal abaixo até ao estendal, dependurando a toalha onde, minutos antes, tinha limpo as últimas gotas de água. O Arauto viu, porque o Arauto estava lá. E tocou a trombeta.

Arautos do Estendal

08
Set04

Passado ao futuro presente

riverfl0w


Estar num passado distante
A beijar alguém momentaneamente,
Sem que o tempo passe de rompante
Mesmo ali à nossa frente.

Aproveitando cada ocasião
Criada pela liberdade,
Preso à tua mão
Destino de verdade.

R
egressando a tudo o que não passámos
Sem nunca perder a esperança de o vivermos agora,
Longe do tempo que sentimos
Agarrados à memória
De estarmos esquecidos de nos lembrar
Tantas coisas inexistentes,
Que sentimos nas palmas a abraçar
Os corpos suados e quentes.

E voltar de onde tivemos origem
Como postal devolvido ao remetente,
Suspirando dos sentimentos que existem
Numa veracidade em que acreditámos veemente.

Q
ue depressa aos poucos e poucos
Se tornaram enfadonhos,
E acordamos, desesperados… loucos
Por tais enganosos e tristes… sonhos…

Defacto
8 de Setembro de 2004, em Voos da Alma