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Arautos do Estendal

Ela, do alto das suas esbeltas e intrigantes pernas, veio caminhando quintal abaixo até ao estendal, dependurando a toalha onde, minutos antes, tinha limpo as últimas gotas de água. O Arauto viu, porque o Arauto estava lá. E tocou a trombeta.

Ela, do alto das suas esbeltas e intrigantes pernas, veio caminhando quintal abaixo até ao estendal, dependurando a toalha onde, minutos antes, tinha limpo as últimas gotas de água. O Arauto viu, porque o Arauto estava lá. E tocou a trombeta.

Arautos do Estendal

17
Set04

Intimidade

riverfl0w
A intimidade é uma coisa muito gira. Sermos íntimos. Há quem não goste. Há quem prefira carapaus fritos com arroz de tomate, mas não faz mal. Mas a intimidade é assim como que a porta de entrada para outro mundo, outra dimensão. As distâncias encurtam-se e não conseguimos esconder um sorrisinho de prazer por não haver barreira alguma entre o nosso coração e o coração da outra pessoa. Podemos perguntar porque nos faz uma carícia na bochecha, e respondermos sobre o que sentimos quando lhe beijamos o pescoço. Sei lá. Dá para tudo. Uma imensidão de sentimentos, de toques, que podemos explorar a dois, sem receios, sem vergonhas, sem precisarmos de nos entalar atrás de uma máscara protectora. Podemos olhar nos olhos, passar horas assim, sem sermos assaltados por dúvidas e incertezas. Podemos passar horas a tocar-nos, com o mesmo à vontade, com a mesma liberdade, com as mesmas certezas. É sentir que apenas o corpo físico nos separa, enquanto que tudo o resto se une. E mesmo esse, colado carne com carne, pele com pele, em pouco tempo se funde num só. É podermos esgravatar lá no mais fundo dos nossos sentimentos, para os procurar descobrir e partilhar. Porque só assim conseguimos viver a intimidade. Partilhando. Tudo. Até ao minúsculo grão de areia emperrado naquele cantinho do coração. pickwick

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