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Terça-feira, 19 de Setembro de 2006
Berga
Depois da jantarada na barraca do Juca Bala, para a qual me olvidei de convidar o meu parceiro de blogue e que por isso mereci uma reprimenda redigida, faltavam cerca de quinze minutos para as onze da noite, hora de fecho da superfície comercial da SportZone, na cidade. Em velocidade gama-fashion, atirámo-nos para a dita, entrando na loja uns minutos antes de fechar. Posso dizer, desde já, que fomos corridos de lá para fora por um segurança com 1,90m, para que os funcionários pudessem encerrar o espaço e irem, eles próprios, para a borga. Mas, valeu a pena. O JN domina estas cenas e aconselhou-me uma bicicleta de montanha Berg, modelo não sei quantos, pela módica quantia de duzentos e dezanove euros. Quarenta e quatro contos, contas redondas. O dinheiro dava para pagar uma jantarada de luxo com os amigos, com stripper incluída e marisco à descrição. Mas, o desporto vem primeiro que a luxúria. É, ou não é? Claro que não é. Mesmo assim, ficou combinado levar a máquina. No dia seguinte, pouco depois de abrir a loja, apareci com o Multibanco em punho, pronto para desembolsar a fortuna. Fui atendido por uma mocinha pouco favorecida de rosto, mais ou menos de corpo, pouco sorridente, mas muito prestável. Mais um bocado e não conseguia desencravar a minha escolha do meio das outras dezenas de bicicletas que estavam em exposição. Parecia que nunca tinha pegado numa bicicleta. Mas, pronto, lá se arranjou maneira de a tirar. Entretanto, veio um fulano, com barba por fazer e ar de quem anda a comer a rapariga nos bastidores da loja, lembrando que estava ali para fazer as afinações finais antes de entregar a máquina ao cliente, pelo que deitou mãos à obra, enquanto a rapariga me sugava o precioso dinheiro. A bicicleta veio na bagageira até aqui, quase à beira da serra. Foi ontem. Hoje, não resisti. Quando cheguei a casa, depois de responder aos milhares de e-mails das minhas fãs histéricas e beber uma caneca de água da fonte, fui à garagem, de calções pirosos e t-shirt de ir à horta, tirei a menina (doravante denominada Berga), montei-me e nunca mais ninguém me viu. Claro, regressei já era de noite, daí que não me viram chegar. Bem, dei uma voltinha de cerca de 63 minutos pelos arredores aqui da merdaleja, experimentando as facetas todas da Berga. Isto é: pinhal, alcatrão, subidas, descidas, auto-estrada, gravilha e areia. Não experimentei a parte da água, porque a Berga não cabe na minha banheira, embora não seja gorda, antes pelo contrário. Não cabe e pronto. Adiante. Confesso que fiquei decepcionado. Eu já temia que aquilo não corresse muito bem, mas não pensei que corresse tão mal. Em estrada plana de alcatrão, é muito fixe, e ah e tal, na mudança mais pesada, acho que dei aí uns 93 km/h na recta das bombas de gasolina. Numa descida, penso que cheguei aos 147 km/h, mais coisa menos coisa. Ainda não instalei o conta-quilómetros digital, mas não devo ter falhado por muito, a avaliar pelo vento na cara. Quanto às mudanças, aqueles carretos todos, mais a corrente e aqueles manípulos todos abichanados, não funcionam! Raios partam o barbuças que disse que afinou a Berga. Devia perceber tanto de bicicletas como eu de reprodução de minhocas. Supostamente aquilo tem 3x7=21 mudanças diferentes. Mas, uma das três, não funciona. Duas das sete, passam a vida saltar automaticamente de uma para a outra, quando pedalo do lado esquerdo a corrente passa no carreto quatro, quando mudo para o lado direito a corrente salta para o carreto cinco. A roda da frente faz um subtil “nhac nhac”, a roda pedaleira faz “chic chic” e os carretos lá de trás passam a vida a fazer “shhh nhic shhh nhic”. Ah, e dói-me o osso do rabo! Ainda não inventaram selins com suspensão assistida, porquê? Nos primeiros quilómetros, quando pedalava com mais força, a roda pedaleira patinava em falso, embora isso pareça ter desaparecido. O tabelier não tem luz! Cheguei a casa já de noite e não conseguia ver em que mudança ia! Não podiam ter metido o raio de uns pêlos púbicos fluorescentes nos números das mudanças? E não tem espelho retrovisor nem piloto automático! É uma chatice, um gajo tem que se virar para trás para ver se vai ser atropelado por alguém e a Berga começa a desviar-se para o meio da estrada. Ao menos um cordãozinho, para prender a direcção enquanto eu olho para trás, ora gaita! A cena das mudanças é que me parte todo. Aquela das três, a que permite engatar uma mudança em que um gajo pedala com afinco durante meia hora e a bicicleta anda vinte centímetros, faz muita falta aqui nalgumas subidas. Por causa disso, fiquei com os músculos todos inchados de tanto pedalar encosta acima, sem parar, armado em macho-man, em Joaquim Agostinho da Ladeira. Quando cheguei a casa, subi as escadas do meu prédio como se ainda fosse sentado na bicicleta, com as pernas flectidas, a balouçar de um lado para o outro, os braços a segurar não sei o quê… Parecia um macaco daqueles que aparecem no circo a pedalar uma bicicleta. Ainda bem que não me cruzei com nenhum vizinho. Numa de analogias, isto da Berga é como se me tivesse casado de repente com uma gaja que não sabe cozinhar, não sabe passar a ferro, não sabe buscar pantufas e pensa que Kamasutra é um novo sabor das águas “Pedras”. Berga, não é assim que vamos cumprir aquele compromisso de irmos daqui até Aveiro e voltar. Berga, minha querida, vou ter de me chatear contigo, não é? E escusas de fazer olhinhos com essa maquilhagem à Ana Malhoa, esse quadro metade preto e metade azul, essa suspensão dianteira como se fosse o par de maminhas da Pamela Anderson! Ou te pões afinada, ou vais ter que levar com a chave de parafusos onde mais dói! pickwick
publicado por riverfl0w às 00:07
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