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Terça-feira, 5 de Outubro de 2004
CDs
“CD. Compact Disc. Identifica genericamente os discos ópticos.” Está bem. Isto é o que diz num glossário que encontrei na Internet. Nada de novo, até porque CDs são CDs e já toda a gente sabe o que são e para o que servem. Quando derretidos com um isqueiro dão formas artísticas muito originais. Voam, se não precisarmos mais deles e estivermos chateados com alguém. Enfim, é o que se chamam objectos multiusos. Mas, este título reverte para algo mais animalesco do que um prato sintético. Ontem cruzei-me com uma frase que me deixou meio pendurado de uma teia de aranha, algures lá bem no alto. Dizia assim: “… pensava que o meu coração já estava muito duro para amar…” Coração duro. CD. Eu sei, não bato certo, com estas associações de siglas. Não faz mal. Fiquei a pensar para comigo como é esta coisa de um coração muito duro para amar. Uma renúncia, voluntária ou involuntária, àquilo para que o coração foi mesmo desenhado e construído: amor! Dar e receber. Como é que se chega a tal ponto? A vida traz-nos dissabores, amarguras e muitas frustrações, mas é também fonte de alegria, júbilo e muitos sorrisos. Creio que isto passa mais pelo voluntário do que pelo involuntário. O que não faltam são pessoas que passam por tormentos atrás de tormentos, amargam cada minuto que passa, e mantêm o coração sempre disponível para dar o amor. Eternamente fofos, esses corações. Como uma “Bola de Berlim” acabadinha de sair do forno. No entanto, muitas outras pessoas optam por congelar o forno. Não há cá bolos acabados de sair do forno para ninguém. É dureza e mais nada. Nunca se sabe bem se é uma opção estratégica para não levarmos mais daquelas facadas da vida, se é por vermos o nosso mundo confinado a um carreiro sinuoso numa montanha agreste, mesmo à nossa frente. Algo nos faz sentir o coração duro. Incapaz de amar. Muito lá no fundo, desejamos ser capazes de o fazer, com muita intensidade, com muita luz, e por muito tempo, mas, ou já consideramos isso um sonho inatingível, ou simplesmente recusamos enveredar por esse trilho. É uma sensação muito estranha. Uma espécie de conforto mórbido, como que estendidos num caixão, em pleno cemitério dos sentimentos, num marasmo, numa paz desassossegada. Até ao dia em que o destino nos prega uma partidinha e, quando damos por isso, zás! Somos apanhados de surpresa por um sentimento que já quase nos custa a reconhecer, tão distante fica a prateleira para onde o atirámos no passado. Cambaleamos com o peso e ainda levamos algum tempo até conseguirmos reunir as tropas lógicas para pedirmos contas ao coração sobre o que se passa. Encostamo-lo à parede com uma espada de cera e perguntamos: “Então, pá? ‘Tás parvo, ou quê? ‘Tá a dar-te alguma coisa ruim?” E ele responde timidamente “Simmmm…”. Ligeiramente irritados com a resposta, pressionamo-lo ainda mais com a espada. Esta, começa a derreter-se. Se fossemos espertos, usávamos uma espada a sério, mas não, com o coração, fala-se sempre com uma espada de cera. É uma regra! Sem excepção! Esbugalhamos os olhos perante a cena, a cera a derreter-se toda, o coração a rir-se p’ra gente. Fulos, perguntamos “Então, mas q’esta m…., pá???!!”. A resposta vem crua e fulminante: “Cala-te, oh mongo, monte de esterco mal disposto! Não vês que estou a amar?”. (Nota do autor: o coração fala assim, mas é só fachada; ele gosta da gente, mas às vezes tem de dizer assim estas coisas ordinárias, para ser mais convincente e ser levado a sério…) pickwick
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publicado por riverfl0w às 11:13
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