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Sexta-feira, 17 de Dezembro de 2004
Tempo para pensar
Ora bem, contas feitas, acho que já passaram uns dois meses desde o último disparate digitado por dedos besuntados de gordura – a tal que é formosura. Ficaria bem assinalar esta distância temporal como a medida do pensamento, articulada entre o sono e o despertar, mas a realidade é bem diferente. Tão diferente, que nem dei por ela chegar. Ela, a realidade, claro está. Eis-nos, então, chegados de um salto ao mês D. Houve o dia D, de desodorizante, designação atribuída ao célebre desembarque bélico em virtude do pivete proveniente dos sovacos e virilhas a solicitar lavagens mais atentas. E agora temos o mês D. Eu não curto o mês D. O mês D não é de desodorizante, porque nesta época só vai suar quem estiver nos trópicos ou num elegantíssimo ginásio. Eu diria que é D de… de… vejamos… ocorrem-me pensamentos atravessados e palavras ao vento… D de… diarreia, Deolinda, desespero, deixa-me em paz, dormir… Eu sei, não condiz com a alegria e o esbanjamento incompreensível de lâmpadas, energia eléctrica e euros. É um mês que me deixa incalculavelmente atrofiado dos limites sociais, a transbordar de uma vontade mórbida de pegar no pé do primeiro tipo de vermelho e branco que me aparecer pela frente a fazer “hohoho” e espancá-lo violentamente contra a parede mais próxima. Não sei explicar. Como diria o povo, tudo o que é demais, enjoa. No entanto, é também tempo para pensar em certas e determinadas coisas. Para além do esbanjamento supracitado (aprendi esta palavra há uns anos… fica linda, não fica?), há uma série de situações que se propiciam nesta quadra. Já agora, diz-se quadra, porquê? Isto é alguma canção? Ou é a mulher do quadro que vem passar a roupa a ferro? É aquela cena da família reunida à volta da lareira, o devorar carnívoro de duas postas de bacalhau salgadíssimo, o tipo vestido de vermelho a tentar enganar as criancinhas, a troca compulsiva de prendas e prendinhas, e o discurso fácil sobre a pretensa solidariedade que puxamos a nós quando dá jeito. Dá-me vontade de dizer que nada disto faz sentido. Mas é melhor não o dizer. Há que refrear os impulsos e reflectir sobre o tudo e o nada, aceitar o branco como o branco, e o laranja como o laranja. Principalmente, aceitar. Porque, no meio de tanta aberração consumista, de tanta festa superficial, de tantas sms banais e impessoais que me vão dar cabo do telemóvel na próxima semana, de tantos desejos de boas festas e outras coisas que tais atirados como cuspidelas para o chão, o que nos falta mesmo é aceitar. Dar uma prendinha, dizer boas festas, mandar um e-mail, enviar uma sms, sorrir, é sinal de banalidade. Digo eu. Cada um torna-se secretário de si mesmo, dedicando horas à panóplia de malabarismos habituais neste mês. Somos amigos, solidários e malabaristas. Mas continuamos, nesta hipocrisia tão própria do ser humano, a fazer de conta que respeitamos e aceitamos os outros. Os outros e os seus apêndices. pickwick
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publicado por riverfl0w às 23:10
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1 comentário:
De sonia a 18 de Dezembro de 2004 às 10:03
é uma quadra muito complicada sim senhor, como supracitaste (tens razão, é linda...). A obrigação dos presentes quase que anula o gosto natural que cada um tem em os dar. mas ainda há coisas boas, e tradições agradaveis nesta altura, temos de ser optimistas

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