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Segunda-feira, 8 de Maio de 2006
A tripa cagueira
Eu sei, eu sei... estamos na Primavera, está um tempo tão lindo e há tantas coisas bonitas sobre que escrever... Mas a verdade é que a minha tripa está revoltada com qualquer coisa e então resolvi dedicar-lhe umas linhas. É como aqueles gajos incas que iam para cima duns penedos abanar não sei o quê e cantar umas coisas e chamar pelo Sol e ah e tal e as culturas de arroz e as lamas e as escadas e não sei mais quê. Pois, não sou muito letrado em cultura inca, mas o que interessa mesmo é a intenção. A deles e a minha. A deles era não sei o quê, ah e tal, mas a minha é interceder junto dos meus intestinos para que parem de fazer birra e arreganhar a dentola. Rapidamente. A tripa cagueira sempre foi uma coisa que me fascinou. As gajas jeitosas também, mas há algo de misterioso na tripa que me espevita a imaginação. Isto resolvia-se bem se eu fosse um Homem de grandes "Lycopersicon esculentum", tirava dali da gaveta da cozinha o facalhão de cortar fatias de chouriça assada em álcool (é uma faca normal, mas foi só uma desculpa para falar nesse belo petisco português) e abria aqui a zona do umbigo, só para ver como era. Só por curiosidade, nada daquelas mariquices japonesas com gritos histéricos e paninhos brancos. A bem dizer, até dava jeito, porque uma coisa que sempre desejei foi pegar na tripa com as mãos, desde o princípio, e começar a espremê-la para sair todinho, como se fazem às tripas dos porcos para depois se lavar e fazer chouriças (sim, esses belos petiscos). Esta técnica, digo eu, bateria aos pontos aquela cena muito gay de enfiar um tubo entre as nádegas e não sei o quê do clister. Clister, como todos sabem, era uma ordem militar portuguesa da altura dos descobrimentos, em que a malta andava de espada à cintura e túnicas cor de azeitona a gritar não sei o quê que já não me lembro. Uns parvalhões, mas enfim, coisas da época. Bem, depois, convenhamos, pegar na tripa também pode servir para a massajar. Toda a gente sabe o bem que faz massajar o corpo. Eu bem que tento deitar-me de barriga em cima do encosto da cadeira, mas a coisa não se adapta muito. Os fabricantes nunca pensaram muito nesta utilidade da cadeira e por isso nunca desenvolveram encostos a condizer com a zona do umbigo. Uns tansos, é o que é! Não percebem nada de negócio. Ora bem, depois de esvaziar a tripa, massajá-la, eventualmente untá-la com massa de mecânico (para deslizar bem), seria necessário fechar a abertura. Agora a medicina está muito evoluída e tal, agrafos e não sei mais o quê, mas continuo a achar que o método do João Rabão (o célebre herói gadelhudo que grunhia mais do que falava e batia em tudo e em todos e gastava resmas de munições e andava sempre com os braços abertos a fazer de asas de pato) ainda é o melhor método. Portanto, passando a descrever: deita-se pólvora na abertura, chega-se-lhe o fogo, faz “sssshhhhhh”, luz, grita-se (ou não, já não me lembro, mas pode gemer-se, em alternativa, que também fica bem), depois tira-se uma agulha de dentro do cabo do facalhão de matar javalis, uma linha não sei de onde que não me lembro, e costura-se tudo. Pronto, fica a coisa prontinha como nova, imaculada, até à próxima necessidade. A questão da pólvora é muito importante, porque ajuda a colar mais depressa as bordas da abertura na barriga. Ok, agora, o problema, é que eu, sinceramente, não tenho coragem para fazer isto. Eu sou uma pessoa sensível e tenho a noção que meter as tripas cá de fora dará origem a um cheiro nauseabundo, insuportável, que me provocaria rapidamente enjoos e vómitos compulsivos. Por isso, porque não me apetece vomitar, não o faço. Mas estejam à vontade, quem for menos sensível ao cheiro, para fazer este tratamento à tripa da próxima vez que tiverem problemas, está bem? Depois digam qualquer coisinha, que até somos capazes de fazer um filme. pickwick
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publicado por riverfl0w às 23:06
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