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Sexta-feira, 11 de Setembro de 2009
Questões de chifres
Hoje almocei com vários colegas, entre eles o João (nome de código). O João começou a trabalhar na nossa instituição este ano, pela primeira vez, mas a sua esposa já lá trabalhou durante alguns anos, inclusive durante o meu primeiro ano no patronato.
 
No decorrer da conversa à mesa, que abordou vários temas, nomeadamente o Sócrates, o primeiro-ministro Sócrates e o candidato a primeiro-ministro Sócrates, veio-me à lembrança uma estória que circulou boca-a-boca durante muito tempo.
 
Era uma vez a mulher do João, que trabalhava na nossa instituição. Corria o ano de não sei quantos, mas o então patrão é o que hoje podemos considerar o ex-ex-patrão, isto é, era o patrão antes do actual ex-patrão. Há dois patronatos atrás. Portanto. Vá, chamemos-lhe então-patrão.
 
Bom, corria o boato de que o então-patrão tratava com paninhos quentes alguns dos funcionários, nomeadamente os que o tinham visto num pinhal próximo a mandar uma pinocada na mulher do João, ao abrigo das janelas pouco fumadas de um BMW.
 
Já agora, falta acrescentar que o então-patrão era (e ainda é) casado e pai de filhos.
 
Para além do boato, o actual ex-patrão confidenciou-me que, há uns bons anos atrás, o então-patrão adormeceu ao volante e foi parar ao hospital, feito em fanicos. Numa visita de cortesia ao hospital, o ex-patrão foi apanhar o então-patrão na caminha, com a mulher do João a dar-lhe garfadas de comida à boca, muito carinhosamente. Porque é que o João deixou a mulher ir para o hospital dar comida à boca ao seu patrão, ou porque é que a mulher do então-patrão se deixava substituir por uma funcionária, não sabemos, mas esta situação foi um facto, não um boato.
 
Ora, mesmo sendo o Sócrates o tema de conversa, não pude deixar de imaginar o João com umas sugestivas saliências na testa e tive mesmo que fazer algum esforço para não me largar a rir. É que eu acho sempre muita piada a estas coisas. Mesmo quando acontecem comigo. pickwick
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publicado por pickwick às 19:13
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Quarta-feira, 9 de Setembro de 2009
Os carros dos patrões

Pouco tempo depois de o ex-patrão ter sido nomeado sub-patrão, ou seja, assim lá para o início deste Verão, resolveu trocar de carro. Despachou o seu Land Rover Discovery, muito prático para quem vive numa zona rural nas fraldas da Serra da Estrela, à troca por um Volkswagen Passat, último modelo, em segunda mão, todo artilhado com as mariquices possíveis e inúteis que se podem arranjar. Faz um vistaço! Pronto, foi uma oportunidade única de negócio, blá, blá, blá, trinta mil euros.

 
Há umas três semanas, o patrão achou que também estava na altura de despachar um dos seus carros, que normalmente é conduzido pela esposa. Um carro modesto, daqueles que qualquer trabalhador da classe média consegue comprar com uma perna às costas. Dada a bonita moradia que ele tinha mandado construir há cerca de um ano, e olhando para os dois carros que tinha em casa, cada um mais modesto que o outro, pensei que ele se iria ficar por algo também modesto. Mas, sabe-se lá porquê, resolveu meter-se a trocar a lata velha por um Mercedes todo xpto, ainda a cheirar a novo, embora usado. Ele ainda andou com aquela conversa que ah e tal, Mercedes é carro de empreiteiro e não sei o quê, mas, há três dias atrás, toma lá trinta mil euros e não se fala mais nisso. Que vistaço!
 
Depois do patrão e do sub-patrão, sobra o adjunto do patrão, que escreve estas palavras. Não sei onde é que aqueles dois foram desencantar tanto dinheiro, mas, pela parte que me toca, os quinze mil euros que dei pelo meu Ford Focus a gasolina vão ter que render até 2030 e a carroçaria vai ter que marchar até aos 900 000 kms, nem que tenha que lhe meter duas mulas à frente para puxar monte acima a cada vez que atravesso o Mondego. Que vistaço! pickwick
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publicado por pickwick às 19:55
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Segunda-feira, 7 de Setembro de 2009
Em maré de fraca qualidade

 

O meu dia de hoje começou com uma reunião matinal, para alinhavar ideias e analisar papéis. Se há uma coisa que eu adoro, é reuniões. Acho o máximo. O meu caderno de apontamentos enche-se de desenhos e rabiscos, facas-de-mato, espadas, caveiras, mãos de unhas compridas e forcas. Os apontamentos, em sim, são sempre poucos ou nenhuns. São horas que dedico à meditação profunda de temas actuais, passados e futuros.
 
São momentos em que aproveito, também, para, de forma discreta e imperceptível, apreciar e avaliar os exemplares femininos que me rodeiam, já que continuo convicto que a Mulher ainda é o ser mais bonito e interessante a pisar este planeta.
 
Findo o Verão, costuma haver uma certa renovação dos recursos humanos da minha instituição, tal como acontece em todas as instituições semelhantes, pelo que esta foi a primeira oportunidade para apreciar as novidades.
 
Confesso que também dediquei alguns segundos a apreciar a “mobília da casa”: a Ana (nome de código), que parece que engordou depois de uma operação para queimar não sei o quê e poder fornicar à vontade com o marido sem correr o risco de engravidar e que passou a reunião toda a coçar a zona mesmo abaixo do peito; a Ana (nome de código), que, apesar de nadar no dinheiro do pai que é dono de um gigantesco concessionário de automóveis numa capital de distrito, ainda não decidiu fazer uma operação para retirar os impressionantes sinais-tipo-furúnculo do nariz nem sequer uma lipoaspiração aos pneus; a Ana (nome de código), que andou a fazer dieta e exercício físico e arranjou um namorado mas o namorado qualquer dia despacha-a porque praticamente ficou sem maminhas.
 
Em relação ao ano anterior, a qualidade das novidades teve uma queda acentuada e dramática. Havia casadas e solteiras, geralmente novas, umas com maminhas maiores que as outras, umas mais corcundas que as outras, até havia uma loira, de vez em quando havia decotes deliciosos, ah e tal, até dava gosto.
 
Este ano, é uma decepção: a Carla (nome de código), tem um pneu que dava à vontade para um Fiat 600, cabelo curto, acho que ainda não a vi a rir-se e não é propriamente o tipo de mulher que possa provocar uma erecção natural; a Carla (nome de código), é mãe de filhos, uma das filhas é mais alta que eu, tem uma perna com metade da grossura da outra, também tem cabelo curto, tem queixo de golfinho (quem não perceber o que é um queixo de golfinho, eu posso explicar), diz “portantos” entre cada duas frases quando lhe estamos a explicar qualquer coisa e ela não está a perceber à primeira, e, para cúmulo, está no meio da reunião com os mamilos extremamente salientes; por fim, a Carla (nome de código), anilhada, cabelo curto (que praga, irra!), adoravelmente elegante, simpática, mas com uma verruga do tamanho de uma ervilha debaixo do queixo, o que estraga logo o quadro todo.
 
Por alguma coisa eu passo tanto tempo a fazer desenhos e rabiscos no caderno... este vai ser um ano mesmo difícil... pickwick
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publicado por pickwick às 21:02
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Sábado, 5 de Setembro de 2009
Toda a verdade sobre o caso “Jornal Nacional”
Tenho um carinho muito especial por Manuela Moura Guedes. É o equivalente jornalístico daquela menina feia e gorda e peluda e sebosa e lerda e mal cheirosa que se passeia pelos corredores da escola completamente convencida que é a mais bonita, a mais elegante, a mais bem depilada, a menos sebosa, a mais inteligente e a mais bem cheirosa garina das redondezas.
 
Agora anda por aí nas páginas dos jornais, nos blogues, em todo o lado, à custa de uma pretensa bronca qualquer com aquele espectáculo televisivo das sextas-feiras à noite. Que e tal, arrumaram-lhe o programa na prateleira.
 
Num blogue qualquer, encontrei estas candidaturas a explicações sobre o sucedido, nomeadamente respostas para a pergunta “quem tramou a Manuela Moura Guedes?”:
 
1. O Governo e/ou o Partido Socialista pressionaram a direcção da TVI com propósitos censórios.
2. A Direcção da TVI praticou auto-censura para não desagradar ao Governo.
3. A Direcção da TVI decidiu por critérios puramente empresariais.
4. A decisão foi tomada em Madrid para favorecer o PS.
5. A decisão foi tomada em Madrid para proteger Zapatero.
6. A decisão foi tomada em Madrid para tramar José Sócrates.
7. Foi um facto político criado por adversários do PS para deixar ficar mal o Governo.
 
Porque o Arautos do Estendal também é um Arautos da Verdade Improvável, aqui fica toda a verdade sobre o caso “Jornal Nacional” da TVI:
 
- Considerando que a MMG é uma gulosa incorrigível por ver a sua imagem a bater nos olhos de todos os portugueses, incluindo os ceguinhos.
 
- Considerando que tudo o que acontece no mundo, acontece em função de interesses financeiros.
 
- Considerando que as receitas financeiras de um canal de televisão são proporcionais às audiências.
 
Conclui-se, facilmente, que:
 
a) Manuela Moura Guedes não foi tramada por ninguém, mas, antes, está conivente com tudo o que se está a passar.
 
b) O caso resume-se a um aproveitamento financeiro de uma conjectura política, em vésperas de eleições, isto é, uma oportunidade para fazer disparar as audiências, obter propaganda gratuita ao próprio canal, deixar o país entretido a tentar descobrir quem tramou quem, e ganhar rios de dinheiro com a brincadeira toda.
 
Improvável, portanto. pickwick
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publicado por pickwick às 13:18
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Quarta-feira, 2 de Setembro de 2009
Respostas improváveis

 

Coube-me a tarefa de tratar da análise curricular de uns profissionais que pretendemos recrutar na área da Restauração. Isto é, recolher os dados que os candidatos deixaram no site, através de um formulário online, filtrá-los, tratá-los, meter tudo numa tabela Excel e passar a bola ao patrão, para as decisões finais.
 
Fui apanhado de surpresa com respostas improváveis deixadas por alguns candidatos. Com o fim de preservar o meu anonimato, as perguntas que a seguir exemplifico estão disfarçadas e não correspondem à realidade, apesar de servirem na perfeição para ilustrar a realidade.
 
Item: Indique o seu tempo de serviço como empregado de mesa (em dias).
Resposta: Sim.
 
Item: Descreva a sua experiência profissional que considera relevante para efeitos deste concurso.
Resposta: Sim.
 
Item: Escreva o nome correcto e completo do curso profissional que o habilita para o desempenho destas funções.
Resposta: Sim.
 
Item: Tem o CAP – Certificado de Aptidão Profissional? (sim/não)
Resposta: Não, mas já dei aulas de trabalhos manuais.
 
Item: Habilitações académicas.
Resposta: Sim.
 
Quando, após quase duas horas de análise curricular dos candidatos, mostrei o resultado final ao patrão, confessando a dificuldade em alcançar a profundidade de algumas respostas, a reacção foi brutal: Malta! Chega por hoje, vamos fechar a loja que amanhã é outro dia!
 
Já disse que estou muito contente com este novo patrão? pickwick
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publicado por pickwick às 23:46
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Terça-feira, 1 de Setembro de 2009
A mulher do dentinho
Escapa-se-me, por completo, se algum dia escrevi sobre esta mulher. Nome de código: Fafe (isto não é falta de imaginação para gerar nomes de código, mas a memória falha cada vez mais e tenho receio de, a meio da divagação, esquecer-me de qual mulher estou a tratar).
 
Já não a via há uns três anos, quando trabalhei com ela. Depois ela mudou-se de poiso, para uns dez quilómetros ao lado, e nunca mais a vi. A Fafe era (e ainda é, que fiz a necessária verificação de rotina) casada e mãe de filhos. Qualquer mulher que seja mãe de filhos e mantenha um corpo invejável, merece a minha discreta atenção, sendo tal o caso. Como se não bastasse o corpo bem tratado (conseguido por herança familiar ou por esforço pessoal, não sei), a Fafe ainda tem um rosto bonito, daqueles que assentam bem numa almofada.
 
Hoje, passou lá para nos visitar e acompanhar a irmã, que vai passar a trabalhar connosco. Ora, enquanto dava dois dedos de conversa com a Fafe, um olho na conversa e outro nos predicados, fui apanhado de surpresa por um pormenor técnico que se me tinha varrido por completo da memória. Um gajo está a dar à língua, ah e tal, a gaja continua mesmo gira e boa, ena pá, e tal, quando, do nada, num sorriso simpático, surge um dentinho inoportuno!
 
Estou a ser simpático, é verdade. Não era bem um dentinho. Era um dente do tamanho de uma roda de tractor! Estive a rever umas coisas na Wikipédia e posso confirmar, sem margem para dúvida que se tratava de um incisivo lateral, espalmado e, por isso, de grande envergadura. Com bastante facilidade, quando um sorriso rasgado se transforma num sorriso mais moderado, isto é, quando se fecham as beiças para não se ser apanhado com meio centímetro de alface entre dentes, o enorme incisivo da Fafe fica preso na beiça de baixo, completamente exposto e solitário.
 
Posso garantir que não é um quadro bonito de se ver. Uma gaja, toda bem feita, bem aparecida, bem tratada, de boca fechada, com um enorme dente completamente sobreposto à beiça de baixo. Quando eu era miúdo, costumava desenhar palhaços e piratas mal encarados com um dente assim.
 
Fafe, querida, não há dentista na tua terra? E um cordel preso na maçaneta da porta, não? Francamente… pickwick
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publicado por pickwick às 22:30
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