Março 2014
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31
procurar na gaveta
 
roupa no estendal

A flash of lightning…

Second chance date

Um cheirinho à noite

Uma questão de espírito.....

Novas teorias dos incêndi...

No espírito da gazela

Combinação imperfeita

A mulher da minha vida

Os pernis desequilibrista...

A fuga

O estado da barriguinha

Banho de leggings

Deslumbramentos

A mulher de laranja

Mistérios do Corpo Femini...

roupa famosa

Teoria do Caos

O spiderman fez-me chorar...

Contadores de Anedotas

Quiche Lorraine

É na boa

Dez coisas que hoje me irritaram...

A Síndrome de Arlete

Generation Buraca

Feel like doin' it?

roupa na gaveta

Março 2014

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Dezembro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Dezembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Agosto 2010

Julho 2010

Maio 2010

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Abril 2009

Março 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

Outubro 2006

Setembro 2006

Agosto 2006

Julho 2006

Junho 2006

Maio 2006

Abril 2006

Fevereiro 2006

Novembro 2005

Agosto 2005

Abril 2005

Janeiro 2005

Dezembro 2004

Outubro 2004

Setembro 2004

Agosto 2004

Julho 2004

Junho 2004

Maio 2004


escreve-nos! já!

arautosdoestendal@gmail

3 dabliús
tags no estendal

todas as tags

Quarta-feira, 13 de Setembro de 2006
Entretenimento para reuniões
Alguém comentava, ainda hoje, como era uma grande seca estar horas a fio em reuniões. Visto que hoje mesmo participei em duas, não pude evitar relembrar como resolvo esse problema da falta de água no ambiente das reuniões de várias horas. Habitualmente, começo por fazer uns rabiscos no caderno. Dependendo do estado de espírito, os rabiscos podem variar entre monstros, criancinhas mal feitas, espadas, facas, machados e fogueiras. Às vezes também desenho assim umas coisas sem sentido, mas rapidamente se transformam em armas mortais. Quando me enfado dos desenhos e o ambiente não humedece, só tenho uma solução: apreciar a paisagem. Hoje, foi isso que acabei por fazer, uma vez que se entrou naqueles impasses compridíssimos. Ao meu redor, era só mulheres, exceptuando quatro homens a um canto. Ao meu lado direito, a Dulce. Ah, os nomes aqui usados, caso coincidam com a realidade, é mesmo só por coincidência. Para todos os efeitos, tratam-se de nomes de código, para preservar o anonimato das respectivas. Continuando, a Dulce. Trintona, super elegante, desportista, bronzeadíssima, vestida de preto, com os cabelos pretos lisos e compridos. Carregadíssima de maquilhagem, caramba! Pelo menos, umas oitocentas gramas de pó de arroz e uma cena verde e brilhante nas pálpebras, com um ar muito asqueroso. É uma fulana simpática, embora ninguém pareça gostar dela. Ontem estava sentada na sala, com uma saia, de perna traçada à homem. Se usasse uma sirene dos bombeiros a tocar dentro das cuecas não conseguiria chamar mais à atenção. Embora seja elegante, tem os mínimos toráxicos, o que, por via do calor que ainda se faz sentir, obriga ao uso de um decote adequado à temperatura. Muito bonito! Falta apenas acrescentar que a Dulce tem uma dentadura perigosa, capaz de arrancar a tampa a uma lata de vinte litros de tinta. A chamada “dentuça”. À minha esquerda, a Alexandrina. Nova na casa, deve ter tido uns quilos a menos, no passado. Agora, trintona a mãezinha, resta-lhe aquelas camadas de gordura tão típicas. Ainda assim, e também por via do calor, apresentava um decote generoso, muito generoso, mostrando ao mundo que Deus, na altura de distribuir maminhas, lembrou-se dela, e estava um mãos-largas! Um belo decote. Muito bonito! Escusava era de andar com aquelas bugigangas todas nos pulsos, nos dedos e no pescoço. Parece uma árvore de Natal à espera de ser iluminada. À minha frente, a Maria-não-sei-o-quê. É nova na casa e ninguém percebeu o que vinha a seguir a Maria. Mas não interessa. Senhora casada, trintona ou recém quarentona, cabelo loiro e bem arranjado, liso, corpo inflacionado pelas vicissitudes da idade, apresentou-se de forma muito discreta e reservada, com um peito abundante tapado a rigor até ao pescoço por uma t-shirt verde e muito justa. Passava a vida a olhar para mim quando discursava, se calhar porque mais ninguém lhe dava importância quando abria a boca e mostrava que não percebia muito do que quer que seja. Loira, portanto. Em tempos, deve ter sido uma daquelas bonequinhas de deixar os homens todos desorientados. O justo do vestuário compensava a falta de decote. Muito bonito! Será que algum dia vai chegar ao trabalho toda endiabrada com uma mini-saia de fazer corar qualquer galdéria? Ainda à minha frente, a Carla. Ora, a Carla também é nova na casa e também parece ser loira. Deve ter vinte e poucos anos, pelo que a barriguinha de pele que salta entre a t-shirt e as calças fica-lhe muito mal. Ainda tão nova e já a deixar-se relaxar. Que mal. Não fosse este excesso de alargamento e seria uma perfeição, com aqueles cabelos loiros. Curiosamente, o rosto só tem dois modos: ou sisudo, como se estivesse enjoada com o almoço, ou com um sorriso rasgado, tipo pato Donald, com os dentes todos à mostra. Usa uns óculos muito foleiros, se calhar para se armar em gaja-fashion, sendo que as hastes ligam às lentes em baixo, em vez de ligarem em cima, como acontece com todos os outros óculos do mundo inteiro. Ainda tive para a avisar que tinha os óculos ao contrário, mas ela parecia tão confortável e concentrada que optei por ficar caladinho. Sob a t-shirt clara, reinava a abundância. Muito bonito! A cabeleira por vezes elevava-se nos ares, dando-lhe um ar terrivelmente selvagem, como uma juba, estilo leoa mascarada de leão. Será lésbica? Ouvi-a na conversa com outra colega, passadas umas horas, a tratarem-se por “amor”. Depois havia mais umas mulheres, que até são muito porreiras, colegas e tal, mas para as quais olho e não encontro uma única virtude. Por isso, tive que recomeçar a apreciação individual, desde o princípio. Ainda dizem que as reuniões podem ser uma seca... Não percebo como! Amanhã tenho outra reunião, de madrugada, às 8h30. A Carla, a Dulce, a Alexandrina e a Maria-não-sei-o-quê também lá vão estar. Espero que esteja calor, senão a reunião pode transformar-se mesmo numa seca! pickwick
publicado por riverfl0w às 13:11
link | tocar à trombeta | toques de trombeta (1) | favorito
Terça-feira, 12 de Setembro de 2006
Loucura pickwickiana

Começo a ter sérios receios sobre a possibilidade de vir a ser julgado em tribunal por influenciar leitoras deste blogue. Hoje, numa amena cavaqueira virtual, uma das nossas leitoras (nome de código Lili, de Leitora Influenciada) apanhou-me de surpresa. Por momentos, vivi uma situação de pânico, pensando que tinha eu próprio enlouquecido e que estava a conversar comigo mesmo, contando peripécias do quotidiano. Aterrador!


Lili - Já me andas a afectar demais. Hoje dei por mim a olhar para uma mãe de uma peste de 4 anos e a pensar: “quem será o desgraçado que teve coragem de engravidar uma mulher destas?”


Pickwick - Ando a afectar-te?


Lili - Sim, este pensamento é tipicamente “pickwickiano”.


Pickwick – Obrigado. Vou tomar isso como um elogio.


Lili - Uma senhora (sem ofensa às verdadeiras senhoras) de trinta e poucos anos, a aparentar 40 e muitos, com um pneu de tractor de marca rasca, corte de cabelo daqueles que é lavar uma vez por semana e andar, com uma cara de meter medo, masculina, rude, corsários de ganga que só ficam bem a barriguinhas flat, e que andava com a delicadeza de um elefante a sapatear em cima de nenúfares. O cachopo não parava quieto, ora atirava com o boné para todo o lado, ora escorregava por ela abaixo. Ela só lhe pegava por um braço e ele ficava pendurado. De 5 em 5 segundos levava uma bofetada na boca e eu, que estava ao lado dela, por algumas vezes estive a um milímetro de levar uma cotovelada na dentadura. Ai que nervos! Estou parva hoje!


Realmente… pneu de tractor, cara masculina, barriguinhas flat, elefantes, bofetadas na boca, cotovelada na dentadura… isto tudo numa jovem de trinta e poucos anos! Mas, não acabou aqui…


Lili - Estava lá uma outra senhora que me deixou muitas dúvidas. Estava obcecada em conseguir que arrancassem os adenóides ao filho de dois anos. Vestia como nos anos 80: calça de ganga com cintura até ao pescoço e camisinha de flores miudinhas, com aquele corte de 1900 e carqueja. E o pior, não tinha um único dente são naquela boca! Uma mulher de 35 anos, mais ou menos! O curioso, é que a senhora falava um português correctíssimo, muito educada. Conclusão: ou tenta afastar o marido com o cheiro nauseabundo daquela boca, ou os espelhos entraram em ruptura de stock.


Os pormenores: adenóides (o que quer que sejam, parecem nojentos), cintura até ao pescoço, sem dentes sãos, cheiro nauseabundo na boca… isto tudo noutra jovem de trinta e poucos anos!


Lili - Atenção senhores ouvintes... a febre de pickwick, considerada extremamente contagiosa, está a alastrar no nosso país. Não se conhecem ainda os focos de infecção, mas suspeita-se de um determinado blog, com morada para já secreta. Pede-se a máxima cautela. Os sintomas iniciais são: crítica severa ao comportamento e aspectos humanos, extrema ironia e alguns acessos de loucura. Se identifica alguns destes sintomas, por favor, alerte as autoridades para que possa ser conduzido até um local de quarentena, absolutamente off-line.


Caraças, ó Lili! Eu só escrevo assim umas coisas sobre as pessoas e as gajas e ah e tal! Não era motivo para começares a fazer esse tipo de comentários sobre as pobres senhoras, que não têm culpa nenhuma de terem nascido assim! E esses pensamentos?! Por favor! Um pouco mais de tolerância, pode ser? pickwick

publicado por riverfl0w às 22:03
link | tocar à trombeta | toques de trombeta (1) | favorito
Segunda-feira, 11 de Setembro de 2006
Crise de vontade
É lamentável, mas é verdade! Estou a ser atacado por uma fortíssima crise de vontade, pior que uma mega-micose na bochecha do rabo ou um furúnculo nas profundezas de uma narina. Ora, quando há uma crise de vontade, é porque a vontade não abunda. Antes pelo contrário, desapareceu. Assim, em vez de aproveitar um tempo que sobeja, a liberdade que ainda preenche o horário diário, vejo-os a passar, como o vento. Ah e tal, amanhã é que vou aproveitar para meter isto e aquilo em dia, fazer não sei que mais, em sossego, que já anda para ser feito desde o século passado. Pois sim! É ver os ponteiros do relógio a rodarem e tudo na mesma, como a lesma. Na busca de culpados para esta situação, encontro com facilidade dois. Claro que, à boa maneira portuguesa, eu não sou um deles! A culpa, essa, é sempre dos outros. Neste caso, sejam culpados os colchões e o computador. Os colchões?! Quem são esses? Ora bem, visto que estou a viver há três anos e meio neste apartamento e ainda não comprei sofás, vi-me obrigado a remediar esta falta com a aquisição de colchões tripartidos, daqueles que se vendem no verão nas grandes superfícies comerciais, com cores fantásticas. Supostamente, servem para acondicionar as visitas que pernoitam aqui nos meus requintados aposentos. Na prática, para além disso, servem também de sofá-tira-moleza. E o que é um sofá-tira-moleza? É um sofá para cima do qual nos atiramos, na ingénua expectativa que venha a acabar com a moleza que se apoderou de nós, num qualquer momento. A expectativa é ingénua porque, como os mais experientes já deram conta, o sofá não tira a moleza, mas desenvolve-a. Portanto, a cada vez que bocejo, olho para os colchões e atiro-me para cima deles, só pioro a condição deplorável em que me encontro. Fico ali, esparramado, de braços e pernas abertas, como que à espera de uma qualquer energia celestial que venha entrar-me pelo umbigo e encher-me de vontade para fazer aquelas coisas todas para as quais não encontro vontade alguma. Se eu fosse um gajo sério, ia guardar os colchões na garagem, a trinta metros daqui, para acabar com estas cenas. O outro culpado é este computador onde escrevo. Se não tivesse ligação à Internet, ainda escapava, mas assim, não vou longe. Ora porque é o site de um jornal, ora porque é para fazer umas comprinhas online, ora porque é para responder a um e-mail, ora porque é para escrever mais uns disparates baratos neste blogue, mandar palpites da treta em fóruns da treta, etc. Desculpas não faltam para passar horas embasbacado em frente de um monitor e a interagir com uma máquina. Se eu fosse um gajo sério, fazia como fiz em relação à TV: proibida a entrada! Mas, não! Sou um fraco! Sucumbo facilmente às vantagens de uma ligação virtual ao mundo, ao consumismo de informação da treta, à irresponsabilidade de lançar ao mundo teorias imorais. Aqueles planos todos, ah e tal agora nas férias é que vai ser, não sei quê, foram-se todos por água abaixo. Vá lá, ao menos, passeei-me por esse país fora, uns dias aqui, uns dias acolá, uns canecos a mais, mochila às costas, quilómetros papados de comboio e ao volante, semanas a correrem, muita galhofa e muito divertimento. Ao menos isso. Agora está na hora de retomar algumas rotinas de produtividade e aproveitamento do tempo, mas não estou a ver jeitos de aquecer os motores. Livros e papéis amontoam-se em tudo o que é mesa, nesta sala. Papéis e papelinhos, recadinhos e mensagens, lembretes e canetas, CD’s e tesouras, uma autêntica Feira da Ladra na minha própria sala! Os colchões estão ali a olhar para mim, no canto da sala. Consigo ler-lhes os pensamentos: “daqui a nada estás aqui, outra vez, a preguiçar feito uma morsa”… sacanas dos colchões… também conseguem ler-me os pensamentos… pickwick
publicado por riverfl0w às 22:48
link | tocar à trombeta | toques de trombeta (2) | favorito
Domingo, 10 de Setembro de 2006
Abibu e a amarração de mulheres
Certo dia, assim tipo fim-de-semana, ia esta alminha descansada a sair da Estação do Cais do Sodré, na conspurcada capital portuguesa, quando é abordado por um jovem de raça negra oferecendo papelinhos. Detesto que me interpelem na rua, ou que me telefonem, a oferecer o que quer que seja. É pancada forte, mas é assim mesmo. Houve até uma brasileira que ligou a oferecer uma viagem de graça, que só era preciso ir levantar o vaucher não sei onde, ao que respondi que não estava interessado, de forma alguma, facto que a brasileira encarou como um grande sinal de demência. Não digo que não, mas não gosto mesmo que me ofereçam coisas. Bom, o papelinho oferecido, que aceitei apenas por delicadeza, rezava assim:
“Professor Mestre Abibu
Encontra-se no nosso País um Grande Mestre Professor de Astrologia, Internacionalmente reconhecido com 23 anos de experiência. Ajuda a resolver problemas dos mais difíceis ou graves com urgência e honestidade como são: Amor, Amarração da Mulher em 7 dias e do Homem em 8 dias, Impotência Sexual, Mau Olhado, Depressões, Negócios, Justiça, Inveja, Doenças Espirituais, Emprego, Vícios, Drogas, Alcoolismo. Lê a sorte e faz-te saber o teu Passado, Presente e Futuro. Faz consultas pessoalmente ou à distância. Atende todos os dias das 8h às 22h.
”
Saltou-me logo à vista a questão da “amarração”. O resto, enfim, é aquela base do mestre maravilha, que tirou licenciatura e depois mestrado, pelo que então é um professor mestre, resta saber onde, quando, como e em quê. Faz lembrar as licenciaturas e mestrados das universidades portuguesas, tipo mestrado em focas marcianos ou doutoramento em buracos negros. O nome não ajuda nada, digo eu, pois Abibu quase que se confunde com um pássaro chamado abibe que tem um penacho piroso à mandarim. Soa a nome de cachorro, como Bóbi ou Bibú ou Bubú. Estou mesmo a imaginá-lo, quarentão, muito charlatão, barbinha à mete-nojo, túnica branca lavada com lixívia “Xau”, conversa de alguidar e sandálias de sisal. E desde quando é que o Amor é um problema? O problema são os amantes, as amantes e o excesso de peso! E o que é uma doença espiritual? Será quando o espírito da avozinha fica mal disposto e começa a vomitar pelos corredores da casa assombrada? Bem, quando ao estrondo das capacidades do mega-professor, é mesmo a “amarração”. Repare-se: o homem leva mais um dia a amarrar do que uma mulher. Porque será? Por ser mais alto? E se for uma comilona com 120 kg? Leva menos tempo a amarrar que um franzino com 1,55m? E porquê um dia de diferença? Tem alguma coisa que ver com a Bíblia? E o que é uma “amarração”? É prender com cordas para ficar imobilizado? Hum… isto cheira-me a sexo e a sadomasoquismo. Será que o professor tem uma equipa tipo A-Team que sai para a rua numa carrinha Hiace preta com vidros fumados, cheios de artilharia, pistolas lançadoras de redes, espingardas com dardos tranquilizantes, sprays hilariantes, sei lá, para amarrarem as vítimas, raptá-las e entregá-las aos clientes ansiosos? E como é que se fazem consultas à distância? Ligo para lá e digo: ah e tal, olá, hoje ia no comboio da linha das beiras e uns bancos à frente ia uma poderosa moçoila de dezoito anos, calças de cintura muito caída, lingerie verde alface com elásticos lilás, sem equipamento de suporte para uns incrivelmente grandes seios, cobertos apenas por um ridículo e transparente top de algodão cor-de-rosa que deixava vislumbrar uns círculos escuros muito provocantes, e ah e tal, queria amarrar a moça. Pode ajudar-me? O professor Abibu, que também é mestre, dava imediatamente ordem à sua A-Team para apanhar rapidamente a A1, depois o IP3, e vasculharem a Beira Alta e a Beira Baixa em busca da pretendida moça, segundo a detalhadíssima descrição fornecida por este seu cliente. Pois claro! pickwick
publicado por riverfl0w às 18:10
link | tocar à trombeta | favorito
Sexta-feira, 8 de Setembro de 2006
Submissões

Confesso que as submissões me causam algum asco. Não que não entenda as pessoas que se submetem - ou faça um esforço por entendê-las - mas há vezes em que me pergunto senão seria melhor pegá-las pelo cachaço e embatê-las contra algo bastante sólido umas dezenas de vezes. E quando falo de submissão, refiro-me à atitude de abdicar cegamente de qualquer convicção ou vontade própria pela de outra pessoa. Não confundir, claro, com a necessidade que temos de agradar aos que nos rodeiam. Do estilo ao ouvirmos "Ah, até comia outro pastel de nata", e oferecermos o nosso (que por acaso até é o último na àrea de 23 Km2) apesar de ficarmos com o estômago de beicinho. Isto é bonito, o povo aprecia, e corremos até o risco de ser confundidos com alguém realmente simpático. Já a submissão toma outras proporções. A relação da V e do G, por exemplo, não pode ser definida por outra palavra que não essa. A miúda conheceu-o pelos seus 11 anos, quando provavelmente ainda nem usava soutien, e embeiçou-se imediatamente por ele. A paixão sempre tendeu para o platonismo, dada a diferença de idades, mas ele ia sendo o seu padrinho, guru, e muitas outras coisas foneticamente terminadas em u. Isto até por volta dos 20 anos da moça, altura em que se iniciou essa relação tão sui generis a que gostam de chamar de namoro. Eu teimo que o amor e a idolatração são conceitos diferentes, mas não me tomem como fonte segura. Ora bem, hoje em dia a relação existe, de facto, mas quem decide onde se vai, onde se fica, o clube de futebol, a marca do leite e a cor das cuecas é só uma pessoa - o G. Isto para quem assiste de fora e não está no meio dos lençóis, claro está. Ao menos que a deixe decidir a posição da cópula. Mas não, assim de repente também não me parece. É por estas e por outras que comprei uma camisola com a inscrição "subversive", a letras garrafais de cor laranja. Não vá alguém confundir-me com um pino de bowling, como tantos que andam aí. riverfl0w

publicado por riverfl0w às 06:33
link | tocar à trombeta | toques de trombeta (4) | favorito
Quinta-feira, 7 de Setembro de 2006
Os treinos, os maiores e outras sardinhadas…
Este post é um post sério, ok? É um post sobre sardinhadas, basicamente! Eu não aprecio sardinhadas. Como diria um amigo cinquentão: o melhor das sardinhadas, são as febras! Ele também não aprecia sardinhadas, nem sardinhas. São gostos e desgostos como outros quaisquer, aos quais temos direito, como todos os outros animais que habitam este planeta foleiro. As sardinhadas vêm a propósito, não das sardinhas com sabor a petróleo de traineira, mas desse momento tão português que é assar as sardinhas nas brasas. Ora, como as sardinhas são muitas e as brasas são poucas, ou vice-versa, há que “puxar a brasa à sua sardinha”, como diz a famosa expressão popular. No presente caso, que deu origem ao post anterior, aos respectivos comentários, e a este mesmo post, trata-se da milenar guerra entre machos e fêmeas, entre os maiores e as maiores, entre os treinos e os treinados. Confesso que é uma coisa que me diverte imenso. Quando alguém começa a puxar a brasa à sua sardinha, neste tema, ou noutro do mesmo calibre, de forma séria e convicta, não consigo evitar dar liberdade a uns quantos disparates. É mais forte que eu. Enfim. Bom, tudo isto dos homens e das mulheres nada em teorias e comprovações duvidosas, normalmente limitados a um universo minúsculo, tão minúsculo como os nossos horizontes, que costumam ser pequenininhos e insignificantes, quando comparados com a imensidão do mundo e da mente que tão pouco conhecemos. Estas teorias são tão boas, que há quase tantos casos a contrariá-las, como a comprová-las. Tudo depende, claro, da direcção para onde esteja voltado o nosso nariz, o pedaço do nosso corpo mais influenciável de todos. Independentemente das teorias e das comprovações, ou não, o que é mesmo mais divertido, é a atitude. A classificação dos outros. É mesmo animalesco! Os homens e as mulheres, os pretos e os brancos, os do Benfica e os do Sporting, os do norte e os do sul, os alentejanos e os não-alentejanos, os do partido A e os do partido B, os cosmopolitas e os campónios, os inteligentes e os básicos, os gordos e os magros, os bimbos e os fashion, e por aí fora. Às vezes, é irresistível entrar nesse jogo idiota e puxar a brasa à nossa sardinha, eu sei. Está na nossa natureza e fica bonito em certas ocasiões tribais, ou como alívio para a nossa própria parvoíce. Uma das sardinhadas que mais me diverte, entre todas, é o das idades e dos tempos, quando se começa com o discurso de ah e tal no meu tempo era assim e hoje é tudo assado. Há cinquenta anos atrás alguém fez o mesmo discurso, sem tirar nem pôr, há cem anos atrás idem, e há mil anos atrás também. Um discurso intemporal e sempre actual. E tão inútil para qualquer debate de argumentos, embora tão excessivamente usado. O clube de futebol de cada um é outro caso caricato de sardinhada. Frequentemente aparecem aquelas perguntas de ah e tal, de que clube eu sou, eu respondo que não sou de clube nenhum, e algumas vezes tentam fazer-me passar por mongolóide só por não ter um clube, ao que eu respondo perguntando porque é que o inquisidor é do seu clube, ao que ele responde em branco, está claro, pelo que insisto em saber porque é que eu havia de ser do clube dele ou de outro qualquer, e acabamos a conversa com um chorrilho de pragas e dedicatórias silenciosas a fazerem ricochete na carapaça da minha indiferença e do meu divertimento. De regresso à divertida guerra dos sexos, em que quase toda a gente gosta de participar, aqui ficam uns humildes conselhos para quem prefere não entrar nelas. Em resumo, entre homens e mulheres, há pessoas com bom senso, há pessoas com falta dele, e cadernos de encargos. Ter pirilau ou passarinha é completamente insignificante. Vale o bom senso e o nosso caderno de encargos. Ora, e o que é um caderno de encargos numa relação entre homens e mulheres? Nada de especial. Apenas um conjunto de cedências que estamos dispostos a fazer e exigências das quais não abdicamos. Portanto, face à existência deste caderno de encargos, ou se aceita, ou não se aceita. Ou há relação, ou não há relação. A tampa da sanita levantada, ou entra nas cedências, ou nas exigências. Assim, se fizer parte das cedências, não há que passar a vida a reclamar, mas se fizer parte das exigências, não tem que haver uma relação! Infelizmente, não costumamos fazer cadernos de encargos. Atiramo-nos de cabeça para tudo e mais alguma coisa, completamente desprovidos de bom senso, dedicando-nos posteriormente a reclamar por tudo e mais alguma coisa que deveria estar convenientemente descrito no caderno de encargos. Não esteve? Azar! Agora, não se queixem de ser infelizes! A infelicidade é um estado de vida tão fácil de abraçar como é fácil uma criança de dois anos meter-se a atravessar uma auto-estrada em hora de ponta. A diferença, é que nós deveríamos ter noção das consequências. Mas, eventualmente até tendo, pensamos sempre que somos capazes de escapar sem um atropelamento. Somos os maiores! pickwick
publicado por riverfl0w às 12:37
link | tocar à trombeta | toques de trombeta (2) | favorito
Terça-feira, 5 de Setembro de 2006
Nem chapado, nem à chapada
O Messenger, essa maravilha da tecnologia do século XX, proporciona momentos inesquecíveis. Ora grandes disparates, ora insultos, ora diarreias intelectuais, ora desabafos, ora segredos. É uma maravilha muito bonita. Certa noite de verão, uma jovem leitora deste blog desabafava desta maneira tão sensual: “A incapacidade que os homens têm de perceberem o que é óbvio!... Se a tampa da sanita ficou levantada ou as peúgas pelo chão, não é óbvio a razão da cara amuada?... Se dissemos «olha que lingerie tão lindaaaaaaaaa!», não é claro que esperamos chegar a casa e tê-la embrulhada com um grande laço vermelho?... Fico chateada, claro que fico! E se combinámos um encontro e ele se esqueceu e, pior, não avisou?... Ainda é preciso explicar?...”. Querida leitora, obviamente que os homens não têm qualquer incapacidade para perceber o que é óbvio! São seres humanos como outros quaisquer, ficando muito mal a qualquer senhora tecer comentários desta natureza. Isto tudo se resume a uma questão de treino. Ou, como diria um intelectual brasileiro: treinamento. A teoria assenta, portanto, na base do treino, segundo dizem os especialistas. As mulheres devem ser treinadas. Para tal, terão que passar por uma série de sessões especializadas, onde são confrontadas com várias situações. A reacção normal das mulheres destreinadas, é recorrerem aos comentários do óbvio, da falta de compreensão, da insensibilidade, e outras parvoíces que tais. Há que esclarecer: os homens são seres humanos extremamente sensíveis! São as mulheres que os transformam em bestas! Como diria um célebre ditado chinês: as mulheres são a causa de todos os males do mundo! Os chinocas também exageram um bocado, às vezes, mas também dizem umas coisas acertadas, quando calha. Bom, vamos por partes. A tampa da sanita levantada é uma actividade típica de uma sessão de treino. O homem deixa a tampa da sanita levantada, vem a mulher aos gritos e ah e tal, não sei que mais, e o carago! E qual é o problema de ficar a tampa da sanita levantada? Nenhum! É tudo uma questão de mania! Portanto, há que domesticar essa mania de terem manias. Treinar, exaustivamente! Para mais, as tampas fizeram-se para serem manobradas, ora para cima, ora para baixo, pelo que os homens apenas cumprem com a parte deles, deixando às mulheres a correspondente tarefa: baixar a tampa. Igualdade! Peúgas no chão? As peúgas fizeram-se para andar nos pés e os pés foram feitos para andar no chão, de onde se conclui, com alguma facilidade, que as peúgas são para andar no chão. Além do mais, as peúgas no chão têm um objectivo claro, desconhecido da grande maioria das mulheres, e que me atrevo a divulgar aqui, hoje, neste blog. É simples. Os homens deixam as peúgas no chão, para que as mulheres façam um bocadinho de ginástica, nomeadamente a elasticidade e o vigor abdominal e lombar, características essenciais para uma boa sessão de sexo. Tem, ainda, o efeito prático de prevenir o desenvolvimento de celulite nos rins. Continuando, o homem não nasceu para satisfazer caprichos às mulheres, ao contrário do que a maioria pensa. Lá por uma mulher achar que uma lingerie é linda, o homem não tem que ir a correr comprá-la, e muito menos meter-lhe um laço, especialmente se a lingerie for extremamente pirosa e não realçar minimamente as qualidades estéticas da sua portadora. Ou for amarelo desmaiado, com rendinhas. Além do mais, e para quem não sabe ou anda distraído, o motivo mais comum para os homens não comprarem lingerie às mulheres, é o facto de essa mesma lingerie realçar a falta de qualidade estética da sua candidata a portadora. Uma questão de bom gosto lá por casa, nada de mais. Dando continuidade, na questão dos encontros esquecidos, um encontro nunca é esquecido! Nunca! Um homem nunca esquece um encontro passado, presente ou futuro. As mulheres é que são facilmente enganadas com essa possibilidade ridícula. O pretenso esquecimento é mais uma forma de treino, uma maneira de domesticar a mulher, um meio de a fazer compreender que o mundo, ao contrário do que ela pensa, não gira em torno dela. Costuma ser eficaz, daí a sua utilização generalizada. Para finalizar, e porque não quero deixar dúvidas, vem a questão do que é óbvio. Ora, o óbvio é uma questão relativa. Uma parede pode parecer vermelha, mas numa fotografia a preto e branco deixa de o ser. O que é preto, pode não ser, pode estar apenas às escuras. Daí que, classificar atitudes com palavras como óbvio ou obviamente, veste o seu autor ou autora de uma apertada camisinha que lhe restringe o movimento e a elasticidade do pensamento. Por falar nisso, há um cromo qualquer neste blog que passa a vida a dizer ah e tal “obviamente” e mais não sei quê “como é óbvio”. Tenho que o chamar à atenção um dia destes, para cuidar melhor da sua expressividade. Quanto a ti, querida leitora, deixa lá os homens deitarem-se no chão e ignorarem-te! É um momento de relaxamento muito importante para prevenir problemas de coluna e não deve ser interrompido para dar atenção a problemas mundanos. pickwick
publicado por riverfl0w às 21:36
link | tocar à trombeta | toques de trombeta (4) | favorito
Domingo, 3 de Setembro de 2006
Cuequinha zigue-zague
Outro dia fui aos Correios aqui da minha povoação. Às vezes encontram-se lá umas coisas engraçadas. Desta feita, entrou à minha frente uma senhora (eu só a via por detrás) muito bem apresentada, cabelo aloirado e comprido, muito bronzeada, elegante, camisa tipo jardim com flores e calças brancas. Ora, eu devo ter uma tendência crónica para dissertar sobre as mulheres que se me atravessam à frente com calças brancas. Não sei do que é, mas parece ser mais forte do que eu. Esta senhora, portanto, entrou à minha frente. As calças brancas, caso alguém ande distraído, são de uma transparência escandalosa e mal disfarçada, pelo que, de propósito ou involuntariamente, as cuecas têm ali um papel muito visível, na composição global da figura. Costumo achar graça às cuequinhas tipo fio-dental, ou fita-dental, ou simplesmente fita. Ainda gostava de saber porque é que inventaram umas que, junto ao elástico, até parecem normais, mas depois estreitam abruptamente e transformam-se numa coisa pouco mais larga que um fio de bikini. Não podiam usar logo um fio-dental? Ou é para não parecerem muito ordinárias quando usam calças de cintura baixinha? Não sei. É um mistério! Bom, esta senhora entrou e dirigiu-se à zona das caixas dos apartados. Inclinou-se para a frente, com aquela pose de quem gosta de estar em locais públicos com o rabo para o ar, e tratou de resgatar a correspondência. Reparei, então, e porque há coisas que dão demasiado nas vistas, no formato das cuequinhas da senhora. Eu sei que parece feio, mas, francamente, ela estava ali inclinada, com o rabo virado para toda a gente que estava na fila… Eu não tenho culpa. Normalmente, tenho culpa, confesso, mas desta vez, não! Pronto. E, quanto ao formato… bem… normalmente há em rendinha, sei lá, mas esta era em formato de zigue-zague! Ou seja, a linha da cueca que atravessa a bochecha da nádega, ia às curvas, em vez de a direito, como qualquer cuequinha que se preze. Fui imediatamente assaltado por esta grande dúvida: seria o elástico também em zigue-zague? Se sim, que raio de fábrica se tinha lembrado de criar elásticos em zigue-zague? Não têm mais nada para inventar? Não devem ter… Bem, a senhora encontrou na sua caixa um papelinho para levantar qualquer coisa e fez-se ao balcão, onde revirou várias vezes a cabeça para olhar em redor. Aposto como foi para ver se algum utente se estava a babar todo pelos queixos abaixo depois de ter estado de rabo para o ar, mas parece que não havia ninguém para se babar. Costumam estar nos Correios aqueles velhotes de calças com fundilhos baixos, que certamente sucumbiriam ali mesmo com um ataque cardíaco perante tais cuequinhas, mas não naquele dia, nem àquela hora. Sorte a deles. Com o virar da cabeça, também deu para ver o rosto da senhora. E pronto. Estragou tudo. Ou, por outra perspectiva, ficou tudo explicado. Uma trintona, com uma penca do tamanho de um campo de golfe, com um queixo de dimensões idênticas, e lábios em forma de “w”. Como se tivesse levado um sopapo nas beiças e estas tivessem recuado muitos metros em relação ao nariz e ao queixo. Feiosa. Completamente feiosa! Daquelas mulheres que um gajo olha e faz assim uma careta, como se deparasse com uma travessa de ratazanas mortas há várias dias, fedorentas. Eu não me consegui conter e fiz essa careta de enjoado, mas acho que ninguém reparou. O que me espanta, ou não, é o facto de ela ser casada. Ah pois é! Um homem qualquer, aceitou-a como ela é, e jurou-lhe eterna fidelidade e mais não sei o quê, ah e tal, daquelas coisas que se prometem nos casamentos. As cuequinhas zigue-zague batem certo com os lábios em “w”. Resta saber que outras características em zigue-zague farão parte da vida desta senhora. E o marido, será que tem o Jeremias também em zigue-zague? pickwick
publicado por riverfl0w às 20:27
link | tocar à trombeta | toques de trombeta (2) | favorito
Sexta-feira, 1 de Setembro de 2006
As bombeiras de verão
Estava pacatamente a ler um livrinho, numa estação de comboios algures, quando começaram a passar na estrada mesmo em frente. Uns seis ou sete, acelerados, vermelhos, ni-nó-ni e tal. Ao mesmo tempo, uma avioneta com ar de grilo enfezado e uns helicópteros a fazerem chop-chop juntaram-se à festa. Ali, a poucas centenas de metros, uma coluna de fumo assinalava o churrasco. Os ni-nó-nis a passar e os vrum’s e os chop-chops tiraram-me a concentração necessária à profunda leitura. Fiquei a vê-los, pelos ares, para trás e para a frente, não sei para onde mais. A minha imaginação pérfida não resistiu em engendrar uns planos fabulásticos para revolucionar o combate aos incêndios em Portugal. É que, a meu ver, esta cena dos helicópteros a gastarem ribeiros de gasolina no vaivém para uma lagoa longínqua, as avionetas ainda pior, os desgraçados dos soldados da paz enfiados até às virilhas em capim seco atiçado pelas chamas… bom, está mais que ultrapassado. Tudinho! E eu tenho a evidente solução, claro! Primeiro, as frentes do fogo serão combatidas por catapultas. Ah pois é! Catapultas. Resmas delas. Atiram balões de água, com precisão, a distâncias consideráveis. Só é preciso um autotanque para abastecimento e meia dúzia de bombeiras. Todos sabemos que a água largada pelos veículos aéreos se dispersa no ar quente, evaporando-se. É como tentar apagar uma fogueira com um borrifador de plantas de interior. Ainda por cima, é sabido que as chamas se atacam na base e não por cima. Por isso, a solução só podem ser catapultas, com balões de água certeiros que, ao embaterem no chão, rebentam naturalmente espalhando centenas de litros de água ao redor, mesmo no meio das chamas, tipo as bombas guiadas dos americanos na Guerra do Golfo, como se via na TV. Acaba-se com aquela cena das mangueiras, muito fora de moda. Aliás, por falar em mangueiras, e para quem ainda não sabe e anda distraído, a manipulação das vigorosas mangueiras de incêndio faz disparar a taxa de homossexuais entre os soldados da paz, de tão apegados que ficam com a lide de um objecto fálico de tanto “poder de fogo” e rigidez. Paralelamente, o manuseio das mangueiras por parte das bombeiras, provoca alterações na natureza das moças, atiçando-lhes os instintos primários, desenvolvendo a ninfomania. É bom, mas pode ser perigoso. No entanto, podem manter-se os helicópteros, mediante uma nova medida de dupla eficácia: a instalação de tanques portáteis em PVC junto às frentes de incêndio, para abastecimento imediato dos aparelhos. Como aquelas piscinas para putos que se levam para qualquer lado. E porque é que tem dupla eficácia? É simples. Por um lado, permite que os aparelhos se abasteçam em poucos minutos, em vez de irem dar uma volta ao bilhar grande e queimar mais um bocado de gasolina, tempo e dinheiro do povo. Por outro lado - e isto é mesmo inovador - a existência de um tanque deste género nas imediações da frente de fogo permitiria a criação de espectáculos de variedades destinadas às populações apavoradas, nomeadamente concursos de Miss T-shirt Molhada, combates na lama, sessões SPA com tratamento à pele com lama e cinza, etc. Uma fonte de rendimento para o Corpo de Bombeiros, já que seriam as bombeiras a dar o corpo ao manifesto nestas iniciativas culturais, e também uma forma de marketing para recrutar mais bombeiros, promovendo a actividade de uma forma muito atraente e positiva. Outra medida seria a utilização recorrente de aviões C-130 da Força Aérea, aquelas bisarmas que levam lá dentro autênticas manadas de mamutes. Estas aeronaves fariam o lançamento de enormes balões de água, em pára-quedas, com um mecanismo de orientação e mobilidade que permitisse à tripulação atingir o algo desejado com precisão imbatível. Não haveria fogo que resistisse! Tal como com os tanques de água, também aqui haveria lugar a um espectáculo de variedades, dinamizado pelas prestáveis bombeiras, que poderiam incluir saltos em queda-livre, com as bombeiras a fazerem dificílimas e arriscadas sessões de strip em plena queda, por entre as alças e fitas. Mais uma vez, angariação de fundos garantida. Bom, eu não quero parecer muito machista com estas teorias, mas, a verdade é que, sempre que passo em frente a um quartel dos bombeiros, há sempre duas ou três bombeiras à porta, sentadas à patroa, com ar de quem estão mortinhas por apagar o fogo a alguém. Ao menos, com estas inovações, andariam entretidas, divertidas, sentir-se-iam úteis e renderiam mãos-cheias de dinheiro para novos tanques, catapultas e muitos balões. Vivam as bombeiras! pickwick
publicado por riverfl0w às 21:52
link | tocar à trombeta | favorito