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Sexta-feira, 9 de Julho de 2004
Referências Lusas
Portugal está a perder as referências. Em apenas 30 dias, perdemos quatro figuras incontornáveis da política e da cultura. Fica aqui o humilde tributo a estas quatro personalidades, nas palavras dos outros.

"Perde Portugal um grande democrata, um eminente Professor de Direito, um muito distinto parlamentar, um destacado servidor do Estado a quem a República e a democracia muito devem. Perdemos um Homem sério e bom, um exemplo constante de civismo que morreu lutando democraticamente pelos ideais em que sempre acreditou. Portugal, a nossa vida democrática, está hoje mais pobre."
Jorge Sampaio, Presidente da República (acerca de António Sousa Franco)

"Era uma pessoa que falava com muita veemência e pensava com muita convicção, era um magnifíco parlamentar. Tenho muita pena que tenha desaparecido."
Paulo Portas, Ministro da Defesa (acerca de Lino de Carvalho)

"Portugal chora hoje não só a sua maior poetisa e uma das figuras marcantes da nossa cultura contemporânea, que acreditamos permanecerá na voz serena, luminosa e inconfundível da sua poesia, mas também uma cidadã exemplar que participou plenamente na vida da sua 'polis', defendendo sempre ser possível e necessário viver nela com justiça e em liberdade."
Durão Barroso, Primeiro Ministro (acerca de Sophia de Mello Breyner)

"Perdeu-se um dos maiores comunicadores da televisão portuguesa, um Homem que sorria com palavras leves."
Baptista-Bastos (acerca de Henrique Mendes)
riverfl0w
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publicado por riverfl0w às 02:41
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As miúdas pipis
Entenda-se por “miúdas” o vasto leque dos espécimes humanos do género feminino, possuidores ainda – em parte ou na totalidade – daquela gracinha que nos faz cair o beiço em desfavor do bom senso que em nós deveria reinar ininterruptamente. A contagem das primaveras assume um papel insignificante, pois outros atributos assumem o papel principal nesta peça de teatro que é a vida entre vidas. Entenda-se por “pipis” uma coisa que não existe, mas que se manifesta, e para a qual não encontrei, assim de pronto, vocábulo melhor. Como quem vai à pesca ao rio Paiva e come o pneu que pescou porque nada melhor trincou o anzol. Uma miúda pipi, é uma miúda que sofre. Coitada. Sofre, porque o mundo é feito de crueldades e fugas aos incómodos. Não vai passear na natureza porque a natureza tem bichos. Ou até passeia, mas dormir é que não, porque à noite os bichos são mais e mais badalhocos. Dormir no chão? “Aiiii… no chão?...”. Campismo? “Aiiii… e os bichos?...” Refeição fora de horas? “Aiiii… e comer?...” Ai ai ai, digo eu! Ora bolas! Mas que coisa! Um filme de porrada? “Aiiii… que violência, que brutos!...” Um filme romântico? “Aiiii… que lindo!...” Ó minhas amigas… Francamente… Olhai: o mundo é tão lindo, tem tanta coisa bonita, os bichos tornam-no ainda mais bonito, não gritem por causa do bicho verde do tamanho de um sapo mas que tem asas mas não voa, não resmunguem por a tenda não ter colchão de molas e espelho no tecto e por terem meia dúzia de calhaus espetados nas costas, não façam esse arzinho de enjoadas por a comida ter arrefecido e ficado com sabor a pano do pó usado e molhado em água oxigenada, não digam “aiiii” que só dá vontade de vos pregar umas tachas de uma beiça à outra e enfiar-vos duas rolhas de vinho ribatejano pelas narinas a dentro para que não mais encharquem a atmosfera com esse guincho de carga negativa. Não sejam assim, por favor. Acham que são mais felizes assim, renunciando com tal entusiasmo às vicissitudes da vida? Amem a natureza, não só a areia suja de restos de comida na praia algarvia. Amem os bichos, eles comem cocó e dão febras. Amem o desconforto temporário como valorização do conforto do dia-a-dia. Amem o frio como o quente ama o calor e vice-versa, ou versa-vice ou gelado frito. Amem, simplesmente! Façam perpetuar o sorriso pelo qual a gracinha faz saber que existe. E não, as salamandras não mordiscam os olhos das pessoas enquanto estas dormem. Mas que mania… onde é que foram buscar esta história? pickwick
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publicado por riverfl0w às 02:12
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Quinta-feira, 8 de Julho de 2004
O teu tórax é uma tábua
Antes de começar a divagar, desejo deixar claro que tenho todo o respeito pelos seres humanos objecto desta dissertação. São tão humanos quanto os outros seres semelhantes, apenas variando nalguns detalhes geométricos do capítulo dos volumes. Pronto. Ok, então, vamos ao que interessa. Hoje, que é um dia bom para isso como outro qualquer, detive-me em movimento a pensar no que poderão sentir as mulheres cujo relevo no tórax é aproximadamente zero. Assim tipo o tampo de uma mesa. Obviamente não estão condenadas a serem tias solteiras para o resto da vida, afastadas que ficam dos mesmos prazeres da carne a que têm acesso as mulheres com relevos visíveis. Digo eu. Não sei. Se calhar até se divertem à brava como as outras. Os parceiros é que, enfim, poderão ter algumas razões de queixa. Assim como quem vai ao frigorífico buscar uma cervejinha e o frigorífico está completamente vazio – a mão tenta agarrar uma garrafa mas apenas agarra o vazio gélido. Mas como há gostos para tudo, deduzo que poderá haver quem tenha claramente preferências por tábuas. Talvez algum carpinteiro. Bem, eu queixar-me-ia, sem dúvida, e nada poderia ser igual. Impossível. E o dia de hoje foi bom para isto porque convivi o dia inteiro com duas colegas que… enfim… são assim mesmo. Senti como que um aperto só de pensar que o facto de não terem namorados, poderá ter a ver directamente com este pormenor físico. Pode ser pura invenção minha, mas ainda assim fiquei meio preocupado, meio pensativo. Não queria dizer “triste”, mas confesso que o sentimento andou perto. Não sei como é no mundo das mulheres. Será que elas olham umas para as outras e traduzem o resultado das comparações em atitudes umas para com as outras? Algum desprezo? Alguma superioridade? Dizem que elas são lixadas umas com as outras… não perdem uma oportunidade de mandarem uma facada na espinha. Será? Tenho pena, se assim for. Não têm culpa de nascerem só com... pickwick
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publicado por riverfl0w às 01:14
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Frigorífico

Reparei hoje, três dias depois. Três dias depois já se consegue levar uma vida dentro do razoável, sem ser perseguido por bandeiras azuis e brancas. Três dias depois já quase conseguia voltar a ler Platão e usar um garfo sem pensar que estava a comer com o tridente de Poseidon.
Mas o mundo voltou a ruir quando reparei na porta do frigorífico. Estava ali, preso por um íman, firme. Quadrado, 9x9 cm. Cores alegres, motivos primaveris.

André

Do grego andréas. Pessoa fiel e dedicada. Temperamento de artista e sensível.

Confesso que nunca pensei que uma final de um Campeonato Europeu de Futebol levantasse problemas existenciais. riverfl0w

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publicado por riverfl0w às 00:12
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Quarta-feira, 7 de Julho de 2004
O martírio da ignorância
Não saber, é do piorio. Há males que doem, há fomes que fazem sofrer, há dores na bexiga que até fazem uivar. Mas, ó pá!, viver na ignorância bate todas aquelas. Não falo da ignorância permanente, daquela que leva o cidadão comum obcecado com a telenovela e/ou o presunto da Marisa Cruz (esta ainda existe?) a não saber quem escreveu o Dom Kichote delá Manga ou o que querem dizer as siglas URSS. Não sabe, mas não tem problema. Às oito horas é o jantar e o resto é conversa. Há outro tipo de ignorância que – essa sim – tem efeitos complicados na nossa multiplexada vida. É uma ignorância que se prende com acontecimentos voláteis. É uma ignorância que não escolhe padrões, idade, sexo, cultura. Não discrimina, portanto. Não perdoa. Não nos deixa em paz. Aflige. Tortura. É do piorio! Faz-nos a vida negra (ou apenas escura, para os mais optimistas e sorridentes) e senta-se a ver o espectáculo. A sua forma mais simplificada, assim em jeito de átomo pérfido, dá sinal de vida momentos antes de uma qualquer refeição surpresa. Por refeição surpresa entenda-se aquela que vamos tomar mas não sabemos o que vai ser. Confesso que por vezes sofro muito com este tipo de ignorância. Vou jantar a casa de uns amigos e, contrariando o esplendor que seria um belo lombo de porco assado, sou presenteado com uma travessa de bacalhau com natas. Na viagem revolvo a memória em busca de indícios que me permitam adivinhar a ementa, mas a resposta é a ignorância em si. Depois, para finalizar a agonia, levo mesmo com o bacalhau com natas. Há quem goste, mas para mim é o mesmo que comer vomitado de rato temperado com fermento. O fermento é para fazer aumentar e encher a travessa toda. Depois vêm ignorâncias menos carnais. Ou mais. Depende do astral e da velocidade do vento. Quando não se sabe porque é que aquela miúda jeitosíssima foi tão simpática… será que?... ou não tem nada a ver?... Aquela mãozinha passada no lombo, aquele olhar de sorriso rasgado, aquele sorriso de olhar ofuscante, aquele atenção tão atenciosa, aquele piropo tímido, outro piropo mais atrevido disfarçado pela brincadeira, eu sei lá… Um mundo é tão cruel quando nos deixa na dolorosa solidão da ignorância. Por fim, há a rainha das ignorâncias! Manifestou-se ainda há minutos atrás, bombardeando os ouvidos da minha consciência com a sua sádica gargalhada. Foi na rádio: o jackpot do loto 2 vai para 1,2 milhões de euros… e os números premiados na próxima segunda-feira serão?... Ai!... Como eu sofro!... pickwick
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publicado por riverfl0w às 00:28
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Terça-feira, 6 de Julho de 2004
D.Melo colheita 2001
Ok, eu não me acho um apreciador de vinhos, nem nada que se pareça. No entanto, pode dizer-se que um bom vinho é sempre um bom vinho, o que quer que isso queira dizer. Recentemente, no decorrer dos últimos dois séculos, desenvolvi uma técnica soberba de combate à insónia e ao sono atrasado. O sono atrasado, como é fácil de imaginar, é aquele que chega depois de já não ser preciso, se bem que é sempre preciso, mas há momentos em que é mais preciso do que outros, ou melhor, há um timming e ponto final. Assim sendo, a refinadíssima técnica consiste e desfazer um monumental naco de comida, regando o festim com cerca de 60-65 cl de néctar de uva ressacado. Mais conhecido por tinto. E não há comprimido ou taco de basebol que tenha um melhor desempenho efeito/defeito, garantidamente. Efeito porque em poucos instantes (ainda antes mesmo de passar à fase de rapar o fundo ao prato e ao tacho) o sono toca à campainha de forma estressante e violenta. Defeito porque o único defeito é uma necessidade súbita de sair de casa ao volante ser amolgada pelo peso da multa do soprozinho no balãozinho. Mas enfim… bem melhor que um comprimido tóxico ou um galo na cabeça. Mas, atenção! Não pode ser qualquer porcaria! Há tintos e há tintos, tal como há mulheres e há mulheres. E outras coisas. Ou seja, mulheres, mulheres e outras coisas. Não sei se fiz passar a mensagem. Bom, e nos tintos é a mesmíssima coisa. Sorte a minha que a proximidade da minha residência relativamente a uma zona de excelentes vinhos proporciona um leque de escolhas a bater no tecto da qualidade. E o compromisso preço/qualidade tem, a meu ver, a sua melhor expressividade nas belas garrafinhas de D.Melo. É uma coisa fora do comum. Quase pelo preço de uma garrafa de água imperialista, eis-nos a saborear aquela cor escura e aquele sabor impressionante. A sorte, digo eu, é que vivo num apartamento. Se vivesse num palacete, esta técnica não resultaria tão bem. É que dormir na nossa caminha, não é o mesmo que adormecer a meio da escadaria, não é? pickwick
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publicado por riverfl0w às 00:07
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Quinta-feira, 1 de Julho de 2004
Inépcia

Descobri há pouco tempo este delicioso portal satírico. É de uma genialidade mordaz, que não se via em Portugal desde o aparecimento do Contra-Informação. São donos de um absurdo que faz todo o sentido, que está só ao alcance dos melhores criativos. Para começar, e para os que se interessam por estes temas, sugiro a sarcástica abordagem que os autores fizeram aos partidos candidatos às eleições europeias.

http://www.inepcia.com/antevisao-eleicoes.html

Leiam. Leiam muito, muitíssimo. Absorvam. E olhem que faz bem, é sem corantes nem conservantes. riverfl0w

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publicado por riverfl0w às 19:22
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