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Arautos do Estendal

Ela, do alto das suas esbeltas e intrigantes pernas, veio caminhando quintal abaixo até ao estendal, dependurando a toalha onde, minutos antes, tinha limpo as últimas gotas de água. O Arauto viu, porque o Arauto estava lá. E tocou a trombeta.

Ela, do alto das suas esbeltas e intrigantes pernas, veio caminhando quintal abaixo até ao estendal, dependurando a toalha onde, minutos antes, tinha limpo as últimas gotas de água. O Arauto viu, porque o Arauto estava lá. E tocou a trombeta.

Arautos do Estendal

02
Jun06

Uma miúda chamada Z

riverfl0w
Eu não quero ser chato, mas há alturas na vida em que devemos usar um método prático para esconder identidades. Não é das coisas mais bonitas da vida, isto de esconder destas coisas, mas pronto, há aquela coisa da privacidade e ah e tal, e pronto, chegamos a este ponto. Por isso, chamemos-lhe a miúda Z. Portanto, Z é um nome de código, que tem directamente a ver com o nome da visada, mas que só eu conheço a chave. Coisa difícil de adivinhar, digo já. Bom, a Z estava ali há bocado com o mesmo problema que eu: falta de inspiração. Isto de ter blogues é muito giro, mas depois há que mantê-los, alimentá-los, dar-lhes mimos, levá-los ao jardim. Um fotoblogue torna-se mais simples, porque até se pode tirar fotografias a uma ratazana no esgoto do prédio ao lado, que dará sucesso garantido, bastando acrescentar uma frase emblemática. E vai daí, achei que a Z daria um bom tema para divagar. Para disparatar, portanto. Bom, então o que eu queria dizer sobre a Z, é que ela devia mudar de ares. A sério. Isto aqui em Portugal é muito bonito, ah e tal, morangos com natas, morangos com açúcar, mas o mundo é muito grande e há que ultrapassar fronteiras e conhecer o desconhecido. Não falo de fronteiras físicas, tipo arame farpado ali em Vilar Formoso, mas de fronteiras culturais e psicológicas. Não sei se me estou a exprimir objectivamente. Provavelmente, não. Se calhar o objectivo mesmo, é ser subjectivo. Digamos que, quando a mente está que parece que vai rebentar, há que dar pano à vela e correr os mares do mundo. Não é que haja alguém com a mente para rebentar, longe de mim apontar o dedo a alguém, mas enfim, é sempre uma possibilidade. Como se diria antigamente, abrir os horizontes. É uma das coisas que mais gozo dão na vida, isto de abrir os horizontes. É deitar para trás das costas as peripécias e os pormenores do mundo com o conhecemos, dar um passo em frente sem escorregar no chão acabado de lavar, e avançar. É estabelecer novas metas, novas formas de estar, novas abordagens, novos métodos de lidar com os outros e com o dia-a-dia. Não por necessidade de abandonar o que se tem e o que se vive, mas pelo gosto de ir mais além no espectáculo do inconstante circo da vida. Mesmo sem mudarmos nada ou quase nada do nosso encaixe físico no mundo, podemos mudar por dentro, subordinar as nossas opressões, subjugar as nossas aflições, dar um chuto nas tíbias das nossas ansiedades, enfim, encontrar outro eu mais… mais… como direi? Com uma respiração mais solta? Como se já não faltasse mais nada de importante. Como quando se sobe a um patamar da vida em que olhamos para baixo e ficamos satisfeitos, podendo sentar-nos e contemplar, sorridentes, o que tivemos, o que temos e o que fazemos. A felicidade, resumidamente. Raio da felicidade… tanto se fala nela, mas parece uma enguia! Enfim, bom, quando à Z, fica a sugestão. Eu adoro dar sugestões destas, ah e tal, abrir os horizontes, moscas e formigas. Fica bem, convenhamos. Depois a malta fica na mesma, continua com os horizontes tal qual estavam, abertos ou oprimidos, conforme os casos, vão beber uma imperial e comer uns tremoços e pronto, tudo bem. Mas quem é que inventou esta cena dos blogues??? pickwick

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