Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Arautos do Estendal

Ela, do alto das suas esbeltas e intrigantes pernas, veio caminhando quintal abaixo até ao estendal, dependurando a toalha onde, minutos antes, tinha limpo as últimas gotas de água. O Arauto viu, porque o Arauto estava lá. E tocou a trombeta.

Ela, do alto das suas esbeltas e intrigantes pernas, veio caminhando quintal abaixo até ao estendal, dependurando a toalha onde, minutos antes, tinha limpo as últimas gotas de água. O Arauto viu, porque o Arauto estava lá. E tocou a trombeta.

Arautos do Estendal

28
Jun06

Tique taque…

riverfl0w
Hoje fui apanhado de surpresa. Outra vez. Bem, não foi bem uma surpresa, porque já raras são as coisas que me surpreendem, mas pronto. Apareceu um mocinho novo para aprender a arte da fazer contas. Chama-se Fábio, vou ter que o aturar durante mais umas semanas, e não sei como é que não lhe enfiei um chapadão! O Fábio é um personagem que se arrisca a ser levado pelo vento, conduz um Opel Tigra com ar altamente abichanado (bem condizente com o condutor, aliás), e usa uma camisa Denim não-sei-o-quê. Se há coisas que me irritam profundamente, ou que me fazem rebolar no chão a rir, são os tiques. E os taques. Os tiques e os taques, como qualquer bom relojoeiro sabe explicar, andam aos pares. Bom, então o Fábio tinha um tique e um taque, os quais passo a descrever. O tique, primeiro. No pescoço. Não é bem no pescoço, é mais nos miolos, que comandam os músculos do pescoço e lhe provocam uns tiques na gadelha. Ah, faltava dizer, que o rapaz tem daquelas gadelhas típicas dos betinhos irritantes, muito farfalhuda como que a dizer olhem para mim que eu sou mais que vós. Assim, numa média de 2 vezes por minuto, o rapaz dá um tique no pescoço, daqueles para sacudir a gadelha e meter na ordem uns quantos cabelos. Isto, como qualquer pessoa compreende, é altamente irritante. Especialmente com aquele arzinho de beto gay! Há coisas na natureza que são impressionantes, e uma delas foi a quase incontrolável vontade que se apoderou de mim de também ter um tique no (meu) braço e ajudá-lo a sacudir a gadelha, os piolhos e o amaciador para o cabelo, fazendo-lhe saltar os olhos das órbitas com o impacto. A sério! Cada vez que tinha um tique, eu tinha um princípio de tique também no meu braço, pá, uma coisa extraordinária, um fluxo de energia que só consegui controlar com muito esforço. Depois, há o taque. O taque deste jovem é, a cada vez que se engana e é chamado à atenção, repetir um “tem razão”, daqueles como quem aprova o reparo, porque se não aprovasse estava o caldo entornado e tinha que se chatear comigo. Do género: Ele: 1+3=5 Eu: Não… 1+3=4 Ele (depois de pensar um bocado): pois é, tem razão… É ou não é um taque irritante? Assim, passar duas horas com um gajo com ar gay, camisa Denim, com tiques para ajeitar a trunfa de 30 em 30 segundos e a dizer “tem razão” de 5 em 5 minutos, não é maneira de se ter uma vida saudável. É quase como ter um rafeiro bisgarolho a ladrar-nos incessantemente para as pernas… em pouco tempo somos tentados a pontapeá-lo sem medidas. Enfim. pickwick

Comentar:

Mais

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.